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A molecada não entendeu o final do filme — Por JODF
7 de maio de 2012 — 08:39
Assunto: Cinema, Quadrinhos    

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Costumor ir ao cinema sempre pelomenos uma semana depois da estreia para evitar superlotação. Mas não tem jeito, quando o filme é bom a fila é sempre grande.

Sábado assisti os Vingadores. Sessão das 13h. Sala lotada. Todos que o assistiram no final de semana anterior gostaram muito. Tanto os leigos, quanto os marvelmaniacos cobriram a produção de elogios.

Confesso que fui preparado para uma porcaria. O excesso de protagonistas poderia dispersar a história. Acreditava que ou veria “o melhor filme de todos os tempos” (melhor até o próximo filme que me empolgasse demais) ou o pior filme de super-heróis da História (sem aspas porque seria realmente um lixo). Para minha felicidade, foi a primeira opção.

Algo que não me agradava, antes de ver o filme, era que a equipe enfrentaria o vilão do filme solo mais fraco entre todas as produções que precederam os Vingadores. Loki, o deus da Trapaça, não deu nem pro cheiro no longa-metragem do seu irmão Thor. Era um vilão manjado. Não era forte como o Abominável, perigoso como o Caveira Vermelha ou frio como o Chicote Negro. Na verdade Loki até se redimiu no final de Thor.

Porém o deus da Trapaça mostrou por que detém este título. Ao invés de cada vingador ter uma histórinha solo curta e se encontrarem no final para salvar o mundo, Loki passa o filme todo jogando um herói contra o outro. Isso dá enredo ao filme. Cada protagonista tem a chance de se mostrar individualmente, apresentar sua personalidade e seus poderes sem se isolar do resto da trama.

A batalha contra as tropas de Loki é digna dos filmes de catástrofe dos anos 90. Nova York sofre sob o fogo cruzado entre os dois lados da guerra. Efeitos especiais, destruição de prédios, lutas “mano a mano”, explosões, tudo como se fazia no final do século XX. Porém, diferentemente de Independency Day, a invasão não era gratuíta e inexplicável. Existia uma aliança para dominar o mundo. Até um porquê escolheram Manhatan específicamente existe.

Ainda existem muitos elementos de humor sem exageros (embora numa sala lotada,as pessoas acabam exagerando nas reações). Realmente é um ótimo divertimento.

Porém percebi algo muito interessante na saída do cinema: sabe aquele finalzinho, após os créditos que dá um pequeno prólogo do próximo filme? Uma molecada com seus 15, 16 anos saiu tentando entender o que significava. Não entrarei em detalhes sobre o que foi mostrado na última cena, para preservar a surpresa de quem ainda não assistiu. Só direi que aquela foi uma referência direta à primeira mega-saga Marvel que li nos anos 90. Então aqueles moleques dificilmente saberão do que se trata até os Vingadores 2.

Esta é uma característica dos bons filmes de super-heróis do século XXI: as produções de hoje se baseiam em mini-séries ou arcos de grande sucesso no passado do personagem. Isso agrada muito os verdadeiros fãs de quadrinhos e diverte muito quem escolheu a sessão na porta do cinema. E os que fogem disso ficam uma porcaria (vide Lanterna Verde e Motoqueiro Fantásma: o Espírito da Vingança).