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A revista que me constrangeu no trem — Por JODF
12 de dezembro de 2012 — 07:56
Assunto: Quadrinhos, TV    

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neumanNa noite em que descobri o Apenas um Show, como já narrei no último post, sabia o que estava procurando: a adaptação animada da Revista MAD.

Paródias de filmes, Spy vs Spy, as Marginais do Aragonés e outras atrações deixam o programa bem a cara da revista impressa. Levando-se em conta que a publicação já não é mais como antigamente e que é feita para exibição num canal infantil, a animação é muito engraçada.

Mas engraçada, sem levar nada em conta, era a revista até alguns anos atrás. Também cheia de de paródias de filmes, TV e celebridades, escrachos políticos, Spy vs Spy, as Marginais de Aragonés, Zé José & Zé Mané, MAD Vê…  (por Sérgio Aragonés e outros autores), o Dia a Dia do Circo Garcia (na versão nacional), Respostas Cretinas para Perguntas Idiotas, O Lado Irônico, além é claro das fantásticas Dobradinhas MAD. Isso só pra citar o que dá tempo de lembrar agora. Todo este miolo dentro de uma capa sempre com essa cara ao lado impressa nela.

A MAD era tão engraçada que me fez passar vergonha no trem certa vez: Eu viajava todo sábado de Jundiaí até São Paulo para fazer um curso de 3D Studio Max. Ficava o dia todo na capital e voltava de trem.

Naquela época eu comprava a MAD todo mês. Num certo sábado, enquanto voltava para casa, abri a MAD do mês para entreter a viagem. Na capa da edição: Babaca Street BoiolasSandy & Júnior. Além de detonar a boy band do momento, também era apresentado o “futuro” dos irmãos “Chororó”.

Estava sentado no banco de costas para a janela, mas não no acento do lado da porta. À minha direita, no banco que viaja de costas, estavam duas medinas de cerca de 14 anos. E foi então que comecei a rir descontroladamente no vagão lotado. Eu mal conseguia respirar de tanto rir, mas não conseguia parar de ler.

Como se já não bastasse o meu escândalo, as duas meninas começaram a rir também. Tentavam entender no que eu via tanta graça. A que estava sentada mais perto, aos berros, tentava ler a revista para a outra. Eu até posicionar a revista para facilitar para as duas verem. Mas me sentia tão constrangido com a minha própria atitude que não consegui olhar na cara delas e nem falar com elas.

As pessoas olhavam assustas para nós três tentando entender o porquê de tanto escândalo. E eu não entendia o porquê, apesar de tanto constrangimento, eu simplesmente não guardava a mochila e ficava quieto.

Não me lembro onde foi que as duas desceram. Também não sei se as reencontrei em algum outro sábado. Sei que daquele dia em diante comecei a tomar mais cuidado com as coisas que leio em público: se ficar muito engraçado, eu guardo na mochila, antes que tenha outro ataque de riso e perca o controle.