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Compaixão e mesquinharia — Por JODF
16 de novembro de 2015 — 10:57
Assunto: Lugares & Fatos — Tags:     

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Neste final de semana o Facebook sediou a maior batalha de hipocrisia já testemunhada: a lama de Mariana × o terrorismo de Paris.

Começou com muita gente sobrepondo a bandeira francesa às suas fotos de perfil, em solidadriedade aos parisienses mortos na última sexta-feira. Na sequência, foram acusados de hipocrisia por não terem uma atitude semelhante quando as barragens de rejeitos de minério de ferro romperam-se em Minas Gerais uma semana antes. Também houve quem mencionou outras chacinas recentes promovidas pelo Estado Islâmico na Síria e uma outra que ocorreu numa universidade nigeriana. Começou-se então uma movimento de equiparação da catástrofe de Mariana ao aos atentados de Paris.

Mas quem se importa de verdade com o que afinal?
Realmente não sei e tanto faz… No final, em todas as desgraças o que sobra mesmo é a mesquinharia humana. Seja por não se importar com as consequências. Seja pela negligência prévia. Seja pela ganância financeira. Seja por querer impor a sua vontade a qualquer custo. Seja por acreditar que no fundo todo mal é merecido. Seja pela exagerada compaixão sem ações práticas. Seja por criticar a compaixão alheia.

Meus irmãos, que interessa se alguém disser que tem fé em Deus, e não fizer prova disso através de obras? Esse tipo de fé não salva ninguém. Se um irmão ou irmã sofrer por falta de vestuário, ou por passar fome, 16 e se vocês lhe disserem: “Procure mas é viver pacificamente, e vá-­se aquecendo e comendo como puder”, e se não lhe derem aquilo de que ele precisa para viver, uma tal resposta fará algum bem? Assim também a fé cristã, se não se traduzir em atos, é morta em si mesma.
— Tiago 2:14-17 (Novo Testamento Bíblico – Século I)

Não é o que você é por dentro que lhe define e sim o que você faz.
— Rachel Dawes (Batman Begins – 2005)

Então se você não pretende pegar uma pá para ajudar a limpar Mariana não critique quem chora por Paris. E se você chora por Paris, saiba que não precisa exagerar publicamente.