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12 de janeiro de 2015 — 17:48

Musée de l’Armée por JODF
Assunto: Artes Plásticas, Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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Pretendia terminar o relato da minha passagem por Paris ainda na semana passada. Porém, motivos óbvios tornaram este post inconveniente para ocasião.

Após visitar a exposição sobre as Guerras Mundiais, era hora de visitar o museu da Armada Francesa.

Morteiro de Bronze

O museu fica no prédio de uma antiga (e imagino, a principal) academia militar francesa. Num grande pátio central rodeado de canhões de bronze, andei feito “barata tonta” até achar a entrada.

Nas salas daquele museu havia todo tipo de espadas, armaduras e elmos. Também encontrei muitas bestas, mosquetes e canhões. Armamentos que iam desde a época dos romanos até quase a Era Napoleônica.

Capacetes e lanças greco-romanas

pistolas do seculo XVIII

Canhão de nove tiros

Depósito de armaduras

Exatamente como temia, o mesmo problema do Louvré: um acervo gigantesco, repetitivo e cansativo. O lugar parecia mais um depósito do que um museu.

No sub-solo do prédio havia uma exposição permanente, muito interessante sobre a vida de Charles de Gaullé (que seria ainda muito mais interessante se eu pegasse o equipamento de áudio, gratuito, na entrada.

A vida de Charles de Gaulle

Mas e aí, era só isso? Decidi atravessar o pátio e procurar mais coisa. E encontrei. Aquela metade do prédio é dedicada à Era Napoleônica.

Napoleão Bonaparte retratado como César

Uniformes, armas e objetos originais do próprio Napoleão Bonaparte, de seus sucessores e de suas tropas.

Casaco de Napoleão Bonaparte

Armas do final do século XIX

Até o famosos Cavalo Branco empalhado estava lá.

O Famoso Cavalo Branco do Napoleão era realmente branco

 No penúltimo andar daquela ala havia uma pequena exposição de arte e tecnologia da época da I Guerra Mundial.

Ilustração de Georges Scott de 1915

E no último andar, uma coleção de maquetes geográficas das antigas cidades fortificadas francesas (bem menos interessante do que você está pensando).

 O museu tem muita coisa interessante. Muita coisa mesmo. O grande problema é que essas muitas coisas são muito parecidas. Isso deixa o acervo muito mais ostensivo do que didático.


29 de dezembro de 2014 — 22:39

Procurando a Monna Lisa por JODF
Assunto: Artes Plásticas — Tags: ,    

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Quase sem fila

No dia 6 de dezembro, um sábado, acordei cedo, disposto a enfrentar a fila diante da “pirâmide de vidro”. Por tudo o que li antes de chegar em Paris, fiquei muito surpreso por chegar ao Louvré e entrar rapidamente. Demorei mais para ser revistado do que na fila propriamente.

Após comprar o ingresso e deixar o casaco na chapelaria (esqueci o ingresso no casaco e precisei voltar na chapelaria), entrei no museu por uma ala que contava a História da próprio Louvré. Construído sobre as fundações de um antigo castelo de mesmo nome pelo imperador Napoleão III (existe até um pedaço da fundação do castelo a mostra).

A seguir, entrei na ala Egípcia. Muita, muita coisa exposta. Uma constatação: encontrei muita quantidade mas pouca variedade. Vi dezenas de esfinges e sarcófagos, tudo muito parecido.

Depois, móveis Luis XVI. Outra constatação: as alas têm corredores paralelo, e no final desses corredores começa outra ala. Você acaba a atravessando uma seção vendo só metade dela.

Jóias de ouro. Objetos sacros de prata. Lanças e elmos greco-romanos de bronze. Pinturas holandesas de vários séculos (em algumas alas de pintura, você encontra alguém com um cavalete copiando alguma obra). Estátuas de mármore. Cerâmica grega. E de repente percebo que estou muito cansado e não consigo mais absorver informação. É hora de procurar a Monna Lisa!

Com um mapa do museu, tento descobrir onde eu estou e onde ela está. O lugar é tão grande que nem o mapa ajuda muito. Pergunto então a um funcionário da casa que direção seguir. Acabo atravessando várias alas, onde ainda não havia passado até chegar à Renascença Italiana.

Antes de encarar o “Retrato de Lisa Gherardini, esposa de Francesco del Giocondo”, dei uma geral nas obras dos “grandes mestres comedores de pizza” (as Tartarugas Ninja e muitos outros). Certamente o melhor do Louvré veio da “Bota”.

Então voltei ao meio da ala e numa sala lateral, juntos com outros quadros, cercado pela multidão e protegido por um vidro blindado encontrei o sorriso mais sarcástico da história.

Alí está o quadro mais famoso do mundo

Sinceramente, ela é bem sem-graça. Mesmo assim causa um fascínio que é difícil explicar. Só estando lá para sentir.

Saindo da ala italiana, me deparo com um clássico da Oitava Série:

La Liberté (Eugene Delacroix - 1831)

Agora era hora de visitar a exposição temporária da cidade de Rhodes (aquela do Colosso). Na bilheteria havia oferta para compra casada de ingressos e eu não queria “perder dinheiro”.

Na procura por Rodes, saí do museu e reentrei por outra. Encontrei alas que ainda não havia visitado. Estátuas e monumentos persas. Mausoléus franceses. E tantas outras coisas. Até achar a exposição (sem graça e a único lugar onde era proibido fotografar).

Conversando com outros brasileiros no hostel, chegamos à mesma conclusão: o Louvré é grande de mais e muito cansativo. Seria melhor se fosse dividido em vários museus menores e mais específicos. A experiência seria mais proveitosa.