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JODF — Portfólio online

11 de novembro de 2015 — 23:29

A pontinha da asa dos Airbus por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design — Tags:     

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A típica pontinha de asa da Airbus

Estava passando pelo aeroporto de Congonhas ontem e aproveitei para tirar algumas fotos de aviões na fila de decolagem. Entre eles, este Airbus da TAM.

E como sei que não é um Boeing?

A pontinha da asa dos Airbus tem esse exclusivo formato de ponta de flecha. Nos Boeings, e em modelos da maioria dos modelos de outros fabricantes de jatos, esse detalhe se parece mais com uma quilha de barco virada para cima.

Parece ser um mero elemento estético, mas isso aí é um dos motivos para “aeroportos virarem rodoviária”. O valor das passagens aéreas diminuiu tanto no século XXI não só porque as companhias do setor estão espremendo mais gente na classe econômica, mas também porque conseguiram reduzir muito seus custos operacionais. Aeronaves mais eficientes precisam de menos manutenção e economizam mais combustível.

Nesse caso eficiência se traduz em aerodinâmica. As antigas asas eram muito instáveis, gerando muito arrasto. Resultado: gastavam muito combustível e ficavam mais tempo na oficina. As quilhas, e essa ponta da flecha, eliminaram a turbulência da extremidade das asas. Não aquela turbulência que chacoalha tudo e dá cagaço na galera, mas uma que faz as “asas baterem”, fatigando-as e aumentando o arrasto. É o mesmo princípio do estabilizador vertical (aquela parte da cauda onde as empresas colocam seus logos) que impede que o avião gire feito um parafuso, criando resistência onde não deve haver movimento.

Não sou engenheiro e nem mecânico para saber se as asas dos Airbus são mais eficientes que as dos demais fabricantes. Mas o detalhe da extremidades tornam os modelos da empresa muito mais reconhecíveis.


16 de outubro de 2015 — 22:11

A Trava U por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design — Tags: ,    

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Alguns meses atrás, fui alertado por quase todos os funcionários da academia que frequento sobre o crescente número de roubos de bikes no estacionamento do local. Como todas as unidades da rede tem uma placa desencorajando os alunos a irem malhar pedalando (“proibido a permanência bicicletas neste local”), pensei que estavam apenas tentando me persuadir. Semanas atrás, quando chegava na academia, um garoto abordou-me e alertou que o meu cadeado (de cabo de aço comprado na minha bicicletaria de confiança) não era seguro. Ele se identificou como uma das vítimas dos furtos anteriores.

Nunca confiei de verdade na minha trava. Não importa onde estaciono na, quando volto contando com uma pequena chance de roubarem mais minha bike. É sempre um alívio reencontrá-la. Então, senti que era hora de comprar uma u-lock: uma daquelas travas rígidas que realmente parecem um cadeado gigante.

Procuro uma trava u já há muito tempo, até mencionei isso quando falei sobre o cubo dínamo. Mas as dificuldades para encontrar o cadeado no Brasil são exatamente as mesmas com que me deparei na compra do dínamo: ou pago um preço absurdo em alguma loja on line que contrabandeou um produto de qualidade ou fico com uma peça de qualidade duvidosa baratinha. Isso sem falar no descaso dos fabricantes, comerciantes e blogueiros, não esquecendo dos consumidores e a velha mentalidade de “ou é a culpa é da Dilma ou é do Alkimin”.

Adotei exatamente a mesma estratégia usada para o cubo dínamo: comprei diretamente do exterior e assumindo o risco de ser taxado da alfândega. Mas dessa vez o produto veio dos EUA.

A trava chegou hoje. E, assim que a recebi, fui até a praça em frente a minha casa testá-la e aprender a usá-la.

U-Lock no postinho de placa

O preço acabou pesando muito na escolha. Comprei uma com nível de segurança 6 (1 é o mínimo e 10 o máximo). Temi que fosse pouco. Impressão que se desfez assim que a pequei pela primeira vez: ela é bem robusta!

Essa u-lock vem com um suporte para fixá-la no quadro, um par de chaves codificada e um cabo de aço extra para prender a roda da frente. O ritual completo para prender a bicicleta ficou até um pouco mais rápido do que era com o antigo cadeado.


7 de setembro de 2015 — 16:59

O fim das enciclopédias por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Literatura — Tags: ,    

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Terça-feira passada me livrei dos últimos disquetes, sábado foi a vez das enciclopédias.

Barsa, a famosa Enciclopédia Britânica, a coleção mais velha das três que havia em casa.Foi usada pelo meu pai no antigo Científico (uma das variedades de ensino médio da época).

A Conhecer era a mais legal. No lugar de verbetes em ordem alfabética possuía infográficos em páginas duplas demonstrando os assuntos. Outra diferença em relação às outras enciclopédias, ela não vinha completa, com todos os volumes de uma vez, era vendida em fascículos em bancas. Meu avô comprou todos e os mandou encadernar na época de escola da minha mãe e minha tia.

Já a Delta Universal é do meu tempo de escola. Meu professor da terceira série era vendedor da editora e vendeu a coleção para meus pais. Quase todos na escola, não só eu, tinha essa enciclopédia em casa. Era fácil de consultar, abrangente e atualizada. Até o Collor estava lá! Foi minha grande fonte de consulta por anos. Mesmo com a internet, quando já estava na faculdade, sempre em meus trabalhos exigiu-se bibliografia impressa (até teve uma professora no Mackenzie que proibiu especificamente consultas ao site historiadaarte.com.br). A Delta também foi minha grande fonte de alimentação de curiosidades. Sem sombra de dúvidas, esses livros de capas marrom foram muito importantes na minha formação.

Mesmo se não existisse internet, essas coleções já estavam completamente obsoletas. O mundo mudou muito no quarto de século que se passou desde a impressão da nossa Delta. As três coleções já estavam largadas num canto escuro e úmido da garagem há uns dez anos. Já não podíamos mais guardá-las.

Inicialmente tetamos vendê-las por valores simbólicos na internet. Ninguém se interessou. Depois de consultar alguns sebos, nos sugeriram doar a um asilo aqui próximo. A resposta da instituição informou que encaminharia os livros para a reciclagem, pois contava com internet para os idosos usarem livremente. Resolvemos então encurtar o caminho e destinar nós mesmos os livros à coleta seletiva.

No final da tarde de sábado, coloquei todos os volumes eme caixas na calçada de casa. No inicio da noite as três enciclopédias já não estavam mais lá. Agora ficou uma sensação de vazio, mas sem arrependimento. É como receber a notícia que alguém que você perdeu todo contato há muito tempo tivesse morrido a alguns anos. É uma parte significativa do passado que desaparece sem deixar rastros.


1 de setembro de 2015 — 13:33

Meus últimos disquetes por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Internet    

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Ondem a noite me livrei dos meus últimos 38 disquetes. Tudo o que talvez eu pudesse um dia precisar neles já foram copiados para CDs há mais de dez anos. Na verdade, já faz quase este tempo que não tenho drives para lê-los. Ainda os tinha por pura nostalgia.

Não sei se alguém se lembra ou se importa mas, quando até a internet discada era para poucos, logo que os computadores pessoais realmente começaram a se tornar populares, em meados da década de 90, era assim que se conseguia qualquer coisa, fossem arquivos, programas ou jogos.

Havia muita solidariedade na era dos floppy disk. Você ouvia alguém dizendo que uma outra pessoa tinha um tal jogo ou programa. Mesmo que você não fosse muito amigo dessa pessoa, não via problema algum em abordá-la e pedir-lhe para copiar o que queria. Em agradecimento era muito comum oferecer outro software em troca. Então um dos dois providenciava os disquetes necessários e os enchia com os arquivos solicitados. Na volta, recebia-os já com o programa barganhado.

Se você emprestasse disquetes a alguém e não quisesse qualquer software em troca, quando tinha, a pessoa oferecia-lhe suas fotos de mulher pelada. É isso mesmo, até para conseguir putaria o disquete era fundamental!

Naquela época repassei o CorelDraw 7 para muitos colegas de classe, copiando o software instalado na minha máquina em 14 disquetes. Um me pediu e na devolução os outros pediram também. Nesses casos, para conseguir dividir tudo em vários discos, recorria-se ao Arj, um compactador de arquivos que rodava no MS DOS. E de compactador só tinha o nome, a diferença no tamanho final era quase irrelevante, mas era a única forma segura, rápida e prática de transferir estruturas complexas de pastas ou imagens que excediam a capacidade de um disquete.

Muitas vezes, os disquetes jamais voltavam às mãos do seu dono original. Fosse porque você se confundia na devolução, ou porque já tinha um com os arquivos pedidos, ou simplesmente porque ficou de devolver e demorou para reencontrar o proprietário.

Até se conseguiam programas e jogos em CD-ROM encartados revistas ou em “CDs cheios” (lotados de pirataria e nem tudo funcionava). No geral essas duas opções eram caras. A compra de um gravador era um investimento financeiro, quem tinha um em casa usava-o para fazer dinheiro. A maioria dos drives serviam mais para ouvir música do que para instalar coisas.

Se precisasse formatar o computador e não tivesse disquetes suficientes para salvar tudo, teria que convencer alguém a emprestar um disco rígido. Não existia HD externo e quase nenhum computador tinha mais que um, então esse era um favor que não se pedia a qualquer um.

Quem trabalhava com imagens não podia arjiar arquivos, pois eles perdiam qualidade. Era preciso comprar um caríssimo Zip Drive, com disquetões de 100 MB de capacidade.

CD, DVD, Blu-ray também já estão caindo em desuso. Nem o pen-drive mantém a sua popularidade. Já tem computador substituindo o HD por chips de memória. Mas, nos tempos de computação na nuvem, as unidades A: e B: do seu PC continuam reservadas aos discos flexíveis.


31 de agosto de 2015 — 22:50

A temporada de Siriris por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags:     

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Começou a temporada de Siriris

Nem me lembro mais quando foia última vez que vi um enxame desses. As crianças da minha rua chamavam esses insetos de aleluias, as da rua de baixo de siriris. Os adultos diziam que são cupins alados.

Este pequeno bando que apareceu em casa hoje. Antes eram vários grupos enormes rodeando as luzes da praça e dos postes de rua. Depois voar bastante, elas perdiam as asas e deixavam uma sujeira enorme no chão.

Mas os siriris estavam sumidos a anos, como outras espécies que habitavam a minha vila. Gambás, sapos, pernilongos e aranhas também eram abundantes por aqui, e também não são vistos desde os anos 90. Imagino que a diminuição do número de terrenos baldios na região causaram o fim desses bichos.

Eu deveria dissertar sobre o impacto da civilização sobre o equilíbrio ecológico e as consequências para a humanidade. Porém nunca fui exatamente fã de nenhuma dessas espécies, não sou a pessoa certa para fazer esse discurso hoje.


26 de agosto de 2015 — 14:06

A compra do Cubo Dínamo por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags:     

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No último post falei sobre o cubo dínamo que comprei, como o descobri e como funciona. Hoje falarei das coisas desagradáveis deste processo.

A própria forma como descobri o produto já é um grande problema. Precisei atravessar o mundo literalmente para descobrir que existia um cubo capaz de gerar eletricidade. Pior, este sistema é algo que uma criança de oito anos aprende na escola como usá-lo, lá na Bavária. Sei que muita gente pensa numa hora dessas “ah mas Europa é outra história”. Mas por que precisa ser assim? Estou falando de um produto fabricado na indonésia, de uma marca japonesa, sinônimo de qualidade e confiabilidade em componentes de bicicletas e que possui sede própria no Brasil.

Muita gente se gaba por comprar produtos na internet em sites estrangeiros. Vários desses “importadores” se orgulham por conhecer “as manhas” para burlar a fiscalização aduaneira. Esse processo de international e-commerce parece ser um ótimo exercício para reforçar o Complexo de Vira-Lata que uma parte da classe média insiste em conservar: ter algo que ninguém no Brasil tem (porque “aqui é um país atrasado”).

Muitas vezes, tal produto até existe oficialmente por aqui, “mas comprar fora fica mais barato, porque os impostos são muito altos”. A todos que chegam a esta simplória conclusão, pergunto se vocês sabem a tributação se dá de acordo com a relevância do produto (quanto mais fundamental, menos imposto) e é proporcional ao valor da mercadoria, ou seja, o que é barato paga menos imposto do que o que custa mais caro (a taxa é percentual, não é um valor fixo imutável)? Para não restar dúvidas, a regra primordial para formulação de preços, qualquer coisa vale exatamente o quanto o consumidor está disposto a pagar. Se você joga o preço para cima e as pessoas pagam, ele se sustenta caro, se não ele cai até um patamar mais aceitável.

Outro problema em potencial: e se o meu cubo dínamo não estivesse funcionando? Não adiantaria eu contatar a Shimano pois, apesar de ser a fabricante, como ela não distribui o produto oficialmente no Brasil, não tem obrigação de cumprir garantia ou de oferecer uma rede de suporte técnico (mesmo que eu pague pelo conserto).

Até encontrei uma ou duas bicicletarias brasileiras oferecendo o cubo dínamo na internet, mas nenhuma oferecia as luzes para ligar nele. E, possivelmente, essas lojas tsmbém devem traser o produto como contra-bando e e não fornecem nota fiscal ou garantia. Então optei mesmo pela compra na loja alemã, que não colocou nenhum tipo de proteção às mercadoria dentro da caixa, apenas as embalagens originais.

O pacote chegou às minhas mãos destruído! “A mas a culpa não é dos Correios Brasileiros ou da Receita Federal?”. Não, as fitas adesivas com o logo da loja estavam intactas e o pacote não foi tributado nem pelo valor declarado na nota fiscal que estava fora da caixa. Os Correios Brasileiros ainda colocaram a caixa destruída dentro de um saco plástico para que nada escapasse ao papelão destruído. A culpa foi da loja mesmo que pensou “é para a SudAmerika então foda-se”.

Depois de buscar a roda já com o cubo instalado numa bicicletaria de minha plena confiança (onde os funcionários não tinham a mínima ideia da existência da peça), não consegui fazer as luzes acender. Nas respectivas embalagens não contatavam manuais de instalação ou informações básicas sobre voltagem ou potência elétrica. Peças alemãs, fabricadas na Alemanha por um fabricante alemão. Não sei o que diz a legislação europeia (ou a alemã), mas a nossa obriga o fabricante a fornecer instruções e informações técnicas básicas.

Por fim, acessando o site da Busch & Müller (B+M), na sessão de “perguntas frequentes” descobri que a possível causa do não funcionamento seria o uso de um dispositivo estabilizador que protege a lanterna traseira de sobrecarga elétrica. A peça de segurança veio junto com o dínamo, ou seja, a própria Shimano recomenda o seu uso. Mas a B+M obriga a sua remoção completa e não garante claramente se a lanterna tem um dispositivo interno de proteção.

Após remover o estabilizador da Shimano as luzes acendem. Mas não se apagam ao desligar o interruptor. Não há informação sobre isso nem na embalagem e nem site (já procurei nas perguntas frequentes e nada consta). O motivo mais plausível saiu do vídeo postado no site da bicicletaria alemã: as luz se mantém acesas por um tempo quando a roda para, isso mantém o ciclista visível num semáforo fechado. Imagino então que, após sessar a alimentação elétrica, as luminárias descarregam as suas baterias internas para não viciá-las. É só uma especulação, não tenho como saber ao certo se é isso ou algum defeito.

Para coisas assim, o brasileiro se acomodou a colocar a culpa no governo (seja qual for legenda no poder). Mas eu prefiro responsabilizar, exatamente nesta ordem: os fabricantes, a maior interessada em divulgar o seu cubo dínamo é própria Shimano, o mesmo vale para as luzes; os fabricantes de bicicletas, Por que a Caloi, por exemplo, não oferece a peça como diferencial de alguns modelos?; as bicicletarias que devem se atualizar sobre tecnologias disponíveis e negociar a distribuição dos produtos junto aos fornecedores. Não sei em que posição entrariam, mas os cicloativistas também teriam um lugar nesta lista, pois todos eles se gabam de suas U-Locks importadas, mas nunca vi qualquer um levantar a questão da disponibilidade da trava ou qualquer item de segurança no Brasil.


24 de agosto de 2015 — 22:39

Cubo Dínamo por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags: , ,    

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O cubo dínamo montado na roda dianteira

Na minha viagem de volta a Munique, no final do ano passado, notei que quase todas as bicicletas tinham o cubo dianteiro bem maior que o normal.

Eu visitei uma família que morava numa cidadezinha vizinha a Munique. As bicicletas das crianças seriam vistoriadas na escola no dia seguinte. Cada aluno recebia uma apostila com os itens de segurança obrigatórios. Descobri então que aquele cubo dianteiro exagerado era um dínamo (um gerador que usa a rotação da roda para geral eletricidade).

Cheguei até a cogitar comprar um cubo dínamo em Paris. Mas acabei não procurando uma bicicletaria.

 Minha amiga da Bavária veio me visitar. Depois que ela foi embora decidi pedir, se um dia ela voltar, que me traga uma trava u-lock. Procurando o site de alguma bicicletaria alemã para cotar o cadeado, resolvi simular o frete e descobri que não ficava tão caro. Então importei o dínamo e as luzes dianteira e traseira. Semana passada mandei instalá-lo (aquele da primeira foto é o meu).

Luzes alimentadas pelo cubo dínamo

O cubo é Shimano, mas as luzes são de um fabricante alemão, a Busch + Müller. Por segurança, elas acumulam energia e se mantém acesas por quatro minutos após a bike parar (assim, quando se para num semáforo você continua visível).

O farol dianteiro fica intermitente com a roda em movimento e firme quando parada

O farol dianteiro pisca enquanto a bicicleta está em movimento. A intermitência aumenta a atração visual. Quando se está parado a luz é firme e constante.

Quanto menor a velocidade da bike maior a intensidade luminosa da lanterna traseira

A lanterna traseira tem seu brilho inversamente proporcional à velocidade. Quanto mais de vagar, mais intensa é a luz. É como se a bicicleta tivesse uma luz de freio.

Quebrei um pouco a cabeça para entender exatamente como o sistema todo funciona, mas agora já está tudo ajustado.


31 de julho de 2015 — 13:04

Windows 10, um retrocesso por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags:     

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Windows 10

Dois anos e meio atrás, falei do meu primeiro contato com o Windows 8 e suas inovações. Comparei o lançamento a outros momentos na história do sistema operacional. Embora na época me causara muita estranheza aquele novo visual, eu estava otimista e não demorei muito a me acostumar e a gostar dele (achei até desnecessária a atualização que trouxe o botão Iniciar de volta).

Quando o Windows 8 saiu eu pensava nele como um sistema transitório. Ele era bem diferente dos seu antecessores, mas não diferente o suficiente. Pensava nele como uma etapa transitória e já imaginava como seria a 9ª edição do programa.

Pois bem, “por alguma razão que um dia a ciência há de explicar” a Microsoft pulo o Windows 9 e ontem disponibilizou gratuitamente a atualização para o Windows 10. De novo, a principal mudança que senti logo de cara foi o novo menu Iniciar: uma mistura dos grandes ícones da última edição com a lista suspensa, presente desde o Windows 95. Também sumiram com o menu lateral direito, aquele que aparecia sempre que se posicionava o mouse próximo ao relógio (outro prático recurso que desapareceu).

Comparando as impressões iniciais que tive com o Windows 8 e com o Windows 10 concluo que essas duas versões tiveram seus lançamentos invertidos. Lembro-me que dois e meio anos atrás, muita gente ficou insatisfeita com as inovações apresentadas pelo sistema operacional, por isso o retrocesso na atualização de ontem.

Sei que logo me acostumarei com o Windows 10. Mas espero que daqui alguns anos, a próxima versão do sistema seja mais parecida com a anterior do que com a atual.


21 de janeiro de 2015 — 23:03

Light pen por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design, Fotografia — Tags: ,    

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jarra

Esta é outra coisa que se pode fazer aumentando o tempo de exposição da câmera é o Light Pen. Na verdade, deve-se arreganhar o diafragma da câmera (nem sei se câmeras digitais ainda têm esta peça, que é a “cortina” que quando se abre permite a passagem da luz e o registro da imagem).

Num ambiente totalmente escuro, com o diafragma travado aberto, usa-se uma lanterna ou qualquer outra fonte pontual de luz para desenhar no ar ou sobre algum objeto. Fixando-se luzes em corpos em movimento, obtém-se um efeito “Tron”. Como há pouca luminosidade no processo, o “filme” fica exposto pelo tempo necessário, mesmo que demores dezenas de minutos.

Fiz a foto acima com uma câmera reflex analógica da faculdade. Esse foi o último exercício que fiz no segundo módulo de Fotografia. Usei uma pequena lanterna e uma ponteira laser para traçar essa jarra e a minha Lanterna Verde. Entre todas as fotos que fiz naquela aula, escolhi essa para avaliação do professor (não me lembro a nota).

A jarra foi trabalho de Rodrigo José Brolli, o “Praga”, ex-colega de fretado e de cursinho. Entramos no mesmo semestre no Mackenzie, mas ele optou por Design de Produtos e eu por Design Gráfico.


12 de janeiro de 2015 — 17:48

Musée de l’Armée por JODF
Assunto: Artes Plásticas, Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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Pretendia terminar o relato da minha passagem por Paris ainda na semana passada. Porém, motivos óbvios tornaram este post inconveniente para ocasião.

Após visitar a exposição sobre as Guerras Mundiais, era hora de visitar o museu da Armada Francesa.

Morteiro de Bronze

O museu fica no prédio de uma antiga (e imagino, a principal) academia militar francesa. Num grande pátio central rodeado de canhões de bronze, andei feito “barata tonta” até achar a entrada.

Nas salas daquele museu havia todo tipo de espadas, armaduras e elmos. Também encontrei muitas bestas, mosquetes e canhões. Armamentos que iam desde a época dos romanos até quase a Era Napoleônica.

Capacetes e lanças greco-romanas

pistolas do seculo XVIII

Canhão de nove tiros

Depósito de armaduras

Exatamente como temia, o mesmo problema do Louvré: um acervo gigantesco, repetitivo e cansativo. O lugar parecia mais um depósito do que um museu.

No sub-solo do prédio havia uma exposição permanente, muito interessante sobre a vida de Charles de Gaullé (que seria ainda muito mais interessante se eu pegasse o equipamento de áudio, gratuito, na entrada.

A vida de Charles de Gaulle

Mas e aí, era só isso? Decidi atravessar o pátio e procurar mais coisa. E encontrei. Aquela metade do prédio é dedicada à Era Napoleônica.

Napoleão Bonaparte retratado como César

Uniformes, armas e objetos originais do próprio Napoleão Bonaparte, de seus sucessores e de suas tropas.

Casaco de Napoleão Bonaparte

Armas do final do século XIX

Até o famosos Cavalo Branco empalhado estava lá.

O Famoso Cavalo Branco do Napoleão era realmente branco

 No penúltimo andar daquela ala havia uma pequena exposição de arte e tecnologia da época da I Guerra Mundial.

Ilustração de Georges Scott de 1915

E no último andar, uma coleção de maquetes geográficas das antigas cidades fortificadas francesas (bem menos interessante do que você está pensando).

 O museu tem muita coisa interessante. Muita coisa mesmo. O grande problema é que essas muitas coisas são muito parecidas. Isso deixa o acervo muito mais ostensivo do que didático.


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