Arquivos Ciências & Tecnologia - Página 2 de 10 - JODF — Portfólio online JODF — Portfólio online
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5 de janeiro de 2015 — 19:11

Guerras Mundiais por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags: ,    

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Como já disse antes, junto com o ingresso para a tumba de Napoleão Bonaparte, comprei também entradas para o Museu da Armada e para uma exposição sobre as Guerras Mundiais.

Pelo tamanho do prédio, imaginei que o museu seria grande e cansativo (mais ou menos como foi o Louvré). Então, após visitar a Catedral de São Luis dos Inválidos e a Tumba de Napoleão, entrei na Exposição sobre as Guerras Mundiais.

Ao entrar na primeira sala da mostra, deparei-me com diversas pinturas e ilustrações sobre a Guerra Franco-Prussiana. Este foi o conflito que gerou todo o rancor entre França e Alemanha, no século XIX. Em fim, só uma pequena explicação do porquê essa gente se odiava tanto há cem anos atrás.

Na segunda sala, percebi que o que vi no ambiente anterior não era só um apêndice. Encontrei objetos, armas (leves e pesadas) e uniformes originais da Guerra Frano-Prussiana. Tinha até uma coleção de estátuas de cera dos principais oficiais franceses da época.

Estátuas de cera de oficiais franceses famosos na Guerra Franco Prussiana

Minhas expectativas ali eram tão baixas que percorri várias salas e não fotografei a etiqueta de qualquer peça, como faço em qualquer museu, exposição ou zoológico que visito. Ao chegar no começo da ala sobre a I Guerra Mundial, percebi o quanto eu vacilara até o momento. Aquela não era uma exposiçãozinha, com meia-dúzia de coisinhas e um monte de banners. Eu estava num lugar que deveria ser um museu permanente.

A evolução do mundo, ali mostrada, era contínua. Não existia algo que realmente indicasse o final da ala sobre a Guerra Franco-Prussiana e a I Guerra Mundial. Era como se fossem uma única guerra, com uma longa trégua. E realmente foi assim.

Mas falando da ala da I Guerra Mundial, a evolução das armas (principalmente francesas e alemãs) era muito bem demonstrada. Dioramas em escala detalhavam as trincheiras. Uniformes originais de todos os principais participantes do conflito também estavam lá. Tinha até um casaco sujo com barro original de algum campo de batalha.

Barro autêntico de trincheira

Passando para a ala da II Guerra Mundial (novamente com uma transição que mantém a história contínua e única), cheguei a parte mais detalhada da exposição. Muita coisa sobre as frentes do Leste e Oeste Europeus, sobre a guerra no Sahara e no Pacífico. Além de uniformes, objetos e armas (de todos os portes, incluindo uma réplica da bomba de Hiroshima), também vários veículos (alguns originais, outros réplicas em escala).

Scooter projetada para ser jogada de para-quedas

Completando o acervo da II Guerra Mundial, muitas fotografias e pôsteres de propaganda (alguns originais, mas a maioria reproduções).

Cartazes de propaganda da Guerra do Pacífico

E se a exposição começou com as origens do rancor europeu, ela acaba no momento que Franceses, Britânicos e Alemães deixam de ser os “fodões” do mundo: a Guerra Fria. Esta ala é a menor da exposição. Há pouca coisa sobre este período, apenas o suficiente para deixar claro que, o conflito iniciado no século XIX, acabara de vez e uma ameaça muito maior pairava sobre o mundo.

Berlin dividida


1 de janeiro de 2015 — 16:41

Catacombes por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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Na época que a Peste Negra assombrava a Europa, nos cemitérios de Paris não havia mais vagas. Como a demanda não parava de crescer, foi preciso criar demanda. A cidade então esvaziou todas as suas sepulturas e empilhou as ossadas num túnel sob o bairro de Montparnasse. E na manhã do dia 9 de dezembro de 2014, eu visitei esse gigantesco ossário.

Mais uma vez, cheguei antes da abertura das catacumbas. Entrei no segundo grupo. A cada quinze minutos, um certo número de pessoas é autorizado a entrar. O túnel é profundo, estreito e o acesso é difícil, então é melhor que seja assim (lá dentro isso é bem óbvio).

Andei muito pelo túnel cheio de guinadas. Encontrei algumas inscrições entalhadas nas paredes da galeria (algumas indicando o logradouro acima). Também havia alguns banners com explicações sobre a geologia parisiense. Isso tudo baixou muito minhas expectativas. Já imaginava que encontraria um pouquinho de caveiras e sairia de lá me sentindo um otário.

Depois de passar por um pórtico, onde estava escrito Memorle Majorum, cheguei ao ossário.

Daqui até a saída, todas as paredes serão assim

Corredores e mais corredores delimitados por pilhas de fêmures e crânios (os outros ossos eram jogados por cima e atrás das pilhas). Ao longo dos tempos, vários ossos foram danificados e roubados (na saída minha mochila foi revistada).

Em alguns pontos existem citações de textos sobre a morte. Noutros, a datação dos ossos daquele trecho. Desenhos de cruzes e outros símbolos formados por crânios também decoram as paredes das catacumbas.

São tantos corredores, que grades foram instaladas para criar um caminho contínuo. E quando pensei que já cheguei ao final, depois de uma curva, percebi que só estava na metade do ossário.

E o que eu senti ali? Um misto de fascínio, nojo e perplexidade. Lá estavam milhões de pessoas, de várias gerações, provavelmente de todas as classes e etnias francesas, não há prova maior que todo mundo é igual. A maioria morreu na pior epidemia da história. Dá medo, de verdade, pisar nas poças formadas pela água que se infiltra pelo teto. A possibilidade tocar, mesmo que levemente, aquelas ossadas e contrair alguma doença causa fobia.

Saí a mais de um quilômetro de onde entrei. Por causa da sinuosidade do túnel, andei muito mais que isso. E do outro lado da rua, no final da escada, encontrei uma loja oficial de soveniers.


22 de dezembro de 2014 — 21:03

Futebol e carrões por JODF
Assunto: Arquitetura, Ciências & Tecnologia, Design, Jogos & Games — Tags: ,    

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De vola a Munique, ao invés de só vagar pela cidade, decidi conhecer lugares onde não estive em 2011.

Na sexta-feira, fui conhecer o Allianz Arena, a atual casa dos dois times locais, onde fiz outro passeio guiado.

Vista do campo

Numa das arquibancadas, tive uma visão total do estádio construído para a Copa do Mundo de 2006. As cadeiras prateadas. A geral. A grade que impede invasão de campo. Ouvi também explicações sobre a construção da arena e do esquema dos jogos que são diferentes em cada competição que o Bayern e o 1860 disputam.

Saindo de lá, um tour pelos bastidores do estádio. Entramos no vestiário do Bayern e num dos dois para visitantes (ao todo são quatro: um para cada um das equipes da casa e dois para equipes visitantes). Fomos até o auditório de entrevistas (que também é alugado para eventos externos). Chegamos à entrada do campo (o guia colocou a música da Champions League enquanto a galera subia a escada até o gramado). E o passeio acabou na entrada onde as equipes desembarcam dos seus ônibus.

2013: Campeão de Tudo

Ainda no Allianz, visitei o Museu do Bayern, onde objetos do passado, relíquias de antigos (e atuais) ídolos e todos os troféus da equipe estão expostos. Não existe Museu do 1860.

No sábado fui até o Olympiapark. Mas antes de desbravar o complexo construído para os jogos de 1972, entrei no Show-room (BMW, Rolls Royce e Mini) e no Museu da BMW, onde também havia um pequeno museu anexo do Mini.

Rolls Royce Ghost

Motor de Avião 132 1933

Ursinho do Mr. Bean

Após ver todo tipo de motor e veículos de duas e quatro rodas, era ora de visitar o complexo olímpico. Estava muito, muito frio (nunca passei tanto frio assim na vida, nem quando navegei pelo Canal de Beagle) e a neblina absurdamente densa (tão densa que não tive coragem de pagar para subir numa torre de dezenas de metros de altura). Mesmo assim o parque é lindo (imagino num dia de sol).

Olympia Berg

A principal edificação do parque é o Olympiastadium, palco da abertura e competições de atletismo e futebol das Olimpíadas de 1972, da final da Copa do Mundo de 1974 e dos jogos do Bayern e do 1960 até 2005. Hoje ele ainda recebe os grandes show e eventos que passam pela cidade (a acústica do Allianz não presta para essas atividades).

Olympiastadium

Encontrei até a Pira Olímpica original esquecida num canto.

Pira Olímpica de 1972


9 de setembro de 2014 — 16:38

Perigeu por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Fotografia — Tags:     

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Perigeu é o nome dado à menor distância registrada entre o planeta Terra e qualquer corpo que o orbite, seja este corpo artificial ou natural. Como as órbitas são elípticas, não circulares (na verdade são helicoidais, mas isso não vem ao caso) e também são levemente excêntricas (por conta do caminho helicoidal), uma vez por mês a Lua chega bem mais perto de nós do que nos outros dias. E quando o perigeu lunar coincide com a Lua cheia, temos uma Super Lua, exatamente como aconteceu em agosto e também na noite de ontem.

Super Lua sobre o centro da cidade

A do mês passado eu perdi. Mas a de ontem não. Precisei sair de casa para registrá-la (quase não há mais horizonte livre nesta cidade). Logo que a Lua nasce é o melhor momento para fotografá-la. A refração atmosférica  e os referenciais de solo deixam o satélite a perceptivelmente maiores. No alto do céu, não há grande diferença visual.

Lua totalmente cheia

E ontem, a Lua estava perfeitamente redonda. Se bobear, em algum lugar do planeta houve um eclipse visível esta noite.


12 de agosto de 2014 — 13:52

O Satélite Telstar por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia    

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telstar-satDuas semanas atrás, afirmei que o nome da bola do Mundial de 70 era a abreviatura de ‘Television Star’. Aquela foi a primeira Copa transmitida ao vivo e em cores e o marketing colocava a bola como uma verdadeira estrela de TV.

Dias depois descobri que essa história não é exatamente assim. Na verdade Telstar era o nome desta bola aí do lado. Este é foi o primeiro satélite de telecomunicações lançado pela NASA, em parceria com a empresa AT&T. Ele transmitia tanto ligações telefônicas quanto sinal de TV entre a América do Norte e a Europa.

Apesar de ainda não ter caído na Terra, o Telstar 1 teve vida curta. Ele chegou ao espaço em julho de 1969 e seis meses depois ele já estava muito avariado. O satélite “morreu” no começo de 1963, um pouco antes do seu primeiro sucessor ascender ao cosmo.

Como “primeiro teste” até que foi bem, mas Telstar 1 era muito precário. A potência de sua anteninha VHF era de 2,25 watts (na sua casa, mesmo entre as fluorescentes, certamente não existe qualquer lâmpada com menos que 9 W ou 15 W). Uma estação, na Nova Inglaterra, transmitia os sinais de TV e telefone até o satélite, que os retransmitia para uma estação na Velha Inglaterra. a transmissão retornava à Terra numa antena parabólica de 30 m de diâmetro e precisava ser ampliado dezenas de bilhões de vezes.

Testar não era geo-estacionário, ou seja, sua órbita não acompanhava a rotação da Terra. Isso causava interrupções nas transmissões. Mas, antes de 1970 todos esses problemas foram solucionados nos seus sucessores.

Mais que qualquer outro satélite vintage, este é o mais parecido com a Estrela da Morte (não seria surpresa descobrir que Lucas se inspirou nele). Os seus painéis solares também o assemelham à cabeça do R2-D2. Então talvez, o nome da bola de 70 não seja a única homenagem que este pioneiro do espaço recebeu na Cultura Pop.


3 de junho de 2014 — 22:02

Ouro e Esmeraldas por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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hoje foi dia de visitar dois museus temáticos.

Primeiro, fui a o Museo del Oro. Lá eram apresentados processos de beneficiamento e moldagem do metal. também estavam expostas peças tribais criadas nos últimos 1000 anos, por tribos de toda a Colômbia. Uma sala especial, que proporciona uma experieência multi-sensorial fecha a visita.

Sala especial de experiência multi-sensorial

Saindo de lá, fui ao Museo Internacional de la Esmeralda. A principal atração neste museu era o túnel onde partes reais das principais minas colombianas de onde a pedra verde é extraída. Também havia pedras lapidadas e formações curiosas expostas. É um museu pequeno, mas muito interessante.


30 de maio de 2014 — 21:13

Como isso passou pela segurança? por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Lugares & Fatos — Tags: ,    

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Como isto passou pela segurança

Enquanto passava pela tal revista, com direito a raio-x “integral”., fiquei com muita vontade de mostrar esta foto ao policial e questioná-lo como isso passou pela segurança do aeroporto de Cusco.

Isto é um bastão de caminhada. Uma haste metálica rígida e pontiaguda. Ou seja, uma arma em potencial.

Esta moça, cuja a nacionalidade não consegui identificar, não era a única portando um bastão de caminhada. Havia outros passageiros, de outas nacionalidades, portando objetos semelhantes. Descartariam eles as suas “armas” antes de embarcarem em seus voos internacionais? Não sei…

Sei que se um deles estivesse mal intencionado, poderia dar merda durante o voo.


20:57

Passando pelo raio-x por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags:     

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Saí de Cusco hoje parecendo que correria tudo bem. Até consegui trocar meu lugar no meio por uma janela depois da asa.

Chegando em Lima com alguma folga, resolvi gastar meus últimos Soles e comer alguma coisa. A comida demorou a chegar. Precisei engoli-la rapidamente e correr para o embarque. Foi aí que a coisa começou a desandar.

Ao passar pelo detector de metais, o botão da minha calça o fez apitar. A segurança me perguntou de onde eu era e para onde eu iria. Respondi que era brasileiro e iria para Bogotá. Então ela me pediu para esperar, pois uma autoridade policial falaria comigo. Pensei “pronto, acham que sou traficante e irei para a cadeia aqui no Peru”.

Quando policial chegou, me levou até uma sala onde havia um colega dele. O outro policial me deu um documento para ler e assinar (Espanhol e Inglês). O papel solicitava a minha autorização para um “procedimento invasivo de escaneamento com raios-x”.

Que escolha eu tinha?

Assinei o papel. Fui colocado numa esteira para ser inteiramente radiografado. Era como se fosse eu uma mala! Aliás, o policial revistou a minha bagagem de mão e me fez ligar o computador. Mas depois de tudo me liberou para embarcar.

É bom deixar bem claro que todos os agentes (seguranças e policiais) foram todos calmos e educados. Nenhum me hostilizou ou ameaçou. Até estavam respeitando o horário do meu embarque.

Mas esse susto não foi o único problema da viagem. Pouco antes do embarque começar, um grupo de idosas bêbadas saiu da sala VIP. Seis delas se sentaram nas duas filas a minha frente. Elas gritaram o tempo todo, davam em cima do comissário de bordo. Não deixaram-me assistir o chatíssimo (sobre um velho que era processado por construir uma casa sem um engenheiro responsável). Uma delas estava com um fedorento cigarro eletrônico.

Quando finalmente as mulheres calaram as bocas, um menininho começou a fazer birra. As senhoras começaram a cantar para acalmar o niño. E ficou nisso até o pouso.

Se não bastasse tudo isso, ainda quando fui pegar o taxi para o hostel, houve um último estresse. Combinei o preço com os encarregados da frota. Um deles me acompanhou até o local onde o carro me pegaria. Ele me disse “me dá a propina”. Pensei que era para pagar a corrida e entreguei o dinheiro. O outro encarregado apareceu com o motorista e falo “chegando ao destino, você paga a corrida”. Respondi que já avia pago ao colega dele, que retrucou que era só uma propina (gorjeta em Espanhol). Fiz ele entregar o dinheiro ao motorista e acabou a trambicagem.

Amanhã saio para explorar Bogotá logo cedo. Espero que minha cota de problemas tenha acabado hoje.


25 de maio de 2014 — 21:26

Feliz Dia da Toalha de Micro-Fibra por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Literatura — Tags: ,    

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Feliz dia da Toalha!

Só percebi hoje que o Dia da Toalha coincidiu com as minhas férias.

Uma coisa que notei logo em Lima: a nova tendência ente mochileiros e alberguistas é a toalha de micro-fibra.

No ano passado, em Ushuaia, coloquei aquela minha toalha que comprei em Frankfurt para secar no aquecedor a gás. O calor da chama foi tão forte que fez um buraco nela.

Então, para a viagem deste ano, precisei de outra toalha. Resolvi comprar uma como as que uso na academia (uma de micro-fibra), só que maior.

As toalhas de micro-fibra absorvem mais, secam mais rápido e ocupam bem menos volume, apesar de não terem a mesma textura das toalhas de verdade.


20 de maio de 2014 — 21:22

Sinusite nas alturas por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags:     

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Não se foi só o frio ou se a altitude contribuiu. Sei que acordei hoje com uma baita dor na cara típica de sinusite.

Em Aguas Calientes, eu estava com a garganta fechada (sem pus) e o nariz entupido. Ontem a garganta melhorou. Mas hoje, parecia até que eu estava chorando.

Sei que é desagradável escrever um post sobre, por isso não me estenderei mais no assunto. Mas isso não me impediu de curtir o meu penúltimo dia pelas calles da capital Inca.


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