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JODF — Portfólio online

21 de abril de 2016 — 23:56

Colocando o Coringa para dançar por JODF
Assunto: Cinema, Quadrinhos, Rock n Roll    

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Já tem quase um mês que não apareço por aqui. Em 2016 estou negligenciando muito o blog em 2016. Uma série de mudanças na minha vida têm atrapalhado. E o pior que nem é por falta de assunto. Por exemplo, depois de assistir Batman vs Superman a decepção era tanta que pretendia “descascar” o filme aqui. Mas a falta de tempo adiou o post e acabei tirando da pauta.

Estava com muita expectativa para ver  Batman vs Superman. A ansiedade era, guardadas as proporções de idade, a mesma que tive quando criança para a estreia de Batman o Filme, aquele dirigido por Tim Burton, estrelado por Michael Keaton, coadjuvado por Kim Basinger e antagonizado por Jack Nicholson, e ainda deu origem à aquela série animada dos anos 90.

Eu era criança e, meses antes da estreiado filme, já estava alucinado. Via na TV todas as reportagens sobre a produção. Acompanhei a polêmica sobre a ausência do Robin. E principalmente pedia ao meu pai que comprasse todos os itens relacionados ao “Batman Preto” (o dos desenhos ainda era azul com a barriga cinza). Ele chegou a comprar uma camiseta preta e duas azuis marinho (uma delas para o meu irmão) e mandaria pintar o símbolo amarelo, mas nunca rolou. Com trocos de padaria, comprei chaveiros de EVA que desencaixavam o morcego do centro.

O único produto oficial que ganhei antes da estreia foi o disco de vinil da trilha sonora. O LP tinha capa dupla (uma dento da outra) e era repleto de músicas alegre e dançantes, cantadas por um cantorzinho de voz aguda. Eu, meus irmãos e amolecada da rua pirávamos com aquele som.

Quando o finalmente assisti o filme, adorei de tudo, desde o “I’m Batman” até o Bat-jato pairando em frente à lua, e claro o “três-oitão” do Coringa. Foi o primeiro filme de super herói que assisti no cinema (os “Supermen” só assisti na TV). Mais velho, quando já estava imerso no Universo DC, me dei conta de como aquela adaptação foi fiel (claro que a HQ também copiou muita coisa do longa metragem).

Lembrei de tudo isso hoje, porque logo cedo soube da morte daquele cantorzinho de voz aguda que fazia a molecada pirar. Digo cantorzinho porque ele tinha só um metro e sessenta, não porque tinha pouco talento. Aliás, ele é recordista em indicações ao prêmio Emmy. Sobre todas as polêmicas que esse cara se envolveu e tudo de bom que ele fez e conquistou você já viu e ouviu o dia todo em todo lugar. Eu prefiro lembrar do Prince colocando o Coringa para dançar.

BATMAN 1989 VS PRINCE TRUST from Denis Gilbert on Vimeo.


19 de janeiro de 2016 — 21:39

Minduim e a Força por JODF
Assunto: Cinema, Quadrinhos, TV    

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Passando pelo parque Trianon hoje encontrei uma estátua do Snoopy, o cahorro do Charlie Brown. Semana passada estreou um filme da dupla nos cinemas. Ao ver a figura na Paulista senti algo muito parecido com aquilo que descrevi sobre o novo Star Wars.

Mas o caso do Snoopy é bem diferente do caso de Luke: Charlie M. Schulz não vendeu seu estúdio para uma megacorporação para depois ser chutado de lá. O criador da turma do Minduim aposentou os seus personagens e deixou de produzir as suas tiras diárias em 2000, após 50 anos de publicação. Ele sofria de parkinson e morreu menos de um mês depois.

A história Charlie Brown é a autobiografia de Schulz. Ele realmente ganhou um beagle chamado Snoopy quando era pequeno, depois que um molequinho despejou um balde de areia na sua cabeça. E todos os personagens (ou pelo menos os mais importantes) realmente fizeram parte da sua infância. Por isso antes de se aposentar, o cartunista declarou e testamentou que não queria que ninguém desenhasse ou escrevesse novas aventuras para a sua criação depois que ele morresse.

Também tenho memoráveis lembranças da série “dublada nos estúdios da TVS” e posteriormente redublado pelo Selton Mello. Então entendo toda a nostalgia de todos que se mostraram empolgados com a estreia do filme. Mas até onde eu sei, ele nunca deveria existir, então não tenho nem curiosidade de vê-lo.

tira2


12 de janeiro de 2016 — 15:21

O cara que virava coruja por JODF
Assunto: Cinema, Rock n Roll    

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Não me lembro quantos anos eu tinha quando minha tia levou minha irmã e eu para ver um filme que me deu muito medo. O que me apavorou não foram os monstros que habitavam o labirinto, mas o cara que virava coruja e sequestrava o bebê.

Apesar do medo, não saí traumatizado do cinema. E, embora fosse muito pequeno, até hoje sou fascinado pela Jennifer Connelly.

Na época nem percebi que o homem-coruja tinha um olho de cada cor. Na verdade só soube disso quando já era quase adulto. Também descobri que ator também era um cantor muito famoso pelas transformações de radicais visual durante a carreira. Mas o que mais me impressiona nele até hoje é a sua habilidade para mudar a voz. Só de ouvido, você não diz que o interprete de Space Oddity é o mesmo de Let’s Dance. Por tudo isso, o sujeito ficou conhecido como “O Camaleão do Rock.

Assim como o LemmyDavid Bowie também morreu de cancer logo depois do seu aniversário. Ele nasceu num dia 8 de janeiro e morreu no último 10 de janeiro, dois dias após lançar seu último disco.


17 de novembro de 2015 — 23:40

Não estou esperando a Força despertar por JODF
Assunto: Cinema — Tags:     

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Falta só um mês para a estreia do sétimo episódio de Star Wars. Todo mundo aguarda ansioso por este filme que mostrará a velhice de Chewe, Han, Luke e Leia. Todo mundo no planeta, menos eu. Tanto que até agora ainda não assisti qualquer um dos trailers, vi fotos ou li qualquer coisa sobre a história.

A lembrança mais antiga que tenho de Guerra nas Estrelas é de meados da década de 80, quando os três filmes originais (ou pelo menos só O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi) passaram no Supercine, da Globo. Eu era bem criança e não aguentei assisti-los inteiros. Lembro-me que quando Luke Skywalker encontrou Yoda pela primeira vez, meu pai disse que o mestre baixinho era o primeiro ministro do planeta e do monstro que cuspiu o R2.

Outras cenas do Império Contra-Ataca que ficaram nas minhas memórias foram: Han Solo enfiando Luke nas tripas do bicho (por causa disso, por muitos anos acreditei que todos os personagens tinham uma “espada laser”); as navinhas derrubando aqueles bichões com cordas; quando “mataram” o Han Solo; da minhoca que engoliu a nave; e do impressionante momento que Darth Vader corta fora a mão do Luke (só não fiquei traumatizado porque não teve sangue). Fora isso, não guardei mais nada. Não me lembrava de diálogos, do enredo, da história e nem da ordem dos fatos que descrevi.

Na manhã seguinte o filho do pastor me explicou os detalhes da história na Escola Dominical. E na segunda-feira, um coleguinha da pré-escola estava lamentando que Luke não tinha esparadrapo para colar a mão de volta.

No sábado seguinte, a globo exibiu o Retorno de Jedi. Dessa vez só me lembro do descongelamento do Han Solo. Mesmo como filho do pastor, na manhã seguinte, explicando que não era, cresci achando que aquele cara era o tal “Jedai” que o nome do filme dizia estar de volta.

E pelo resto da infância nem sabia que Jornada nas Estrelas não tinha nada a ver com Guerra nas Estrelas.

Depois disso só me lembro de ter visto pedaços do Retorno de Jedi na Sessão da Tarde. Nessa época foi emocionante ver os “ursinhos da Caravana da Coragem” fazendo uma “participação especial” na batalha final. A cena do barco do deserto também foi marcante. Mesmo assim, a mitologia da série era tão presente no meu círculo de amigos que passei boa parte da minha adolescência acreditando ter visto os três filmes inteiros.

Então em 1996, numa matéria do Caderno 2 do Estadão, George Luccas deu uma longa entrevista contando da origem da série, da inspiração dos principais personagens, quando ele descobriu a Força. Ao jornal brasileiro o cineasta também contou que seu plano original sempre foi fazer nove filmes para a série. Além dos três capítulos já produzidos, ele pretendia gravar três partes contando a origem do Império e outras três com os filhos de Han Solo com a Princesa Leia.

Mas a principal novidade que Luccas contou ao Estado foi que no ano seguinte os três filmes originais voltariam ao cinema remasterizados, com cenas extras e novos efeitos especiais. A exibição aconteceria apenas em salas aprovadas “pessoalmente” pelo estúdio sonoro THX. Felizmente o Cine Haway do Maxi Shopping, em Jundiaí, era um desses cinemas privilegiados!

E em 1997, um comercial anunciava na TV a reestreia de Star Wars nos cinemas. Uma X-Wing dentro apareceu de um televisorsinho enquanto um locutor dizia algo tipo “para uma geração que só viu numa tela pequena…” (ou algo assim). O caça espacial saía do monitorzinho e a ação continuava numa tela larga. No final a marca de um patrocinador (que não me lembro qual) aparecia. Era arrepiante. Tentei achar o vídeo original com áudio em português para incorporar neste post, mas só encontrei a versão que era exibida no cinema antes do início de cada episódio. Não faz o mesmo efeito, mas dá para ter uma noção.

Convidei quase todo mundo que conhecia para ir ao cinema. Todos, sem exceção, responderam “ah não, já assisti esse filme”. Isso foi bem frustrante.

E então o primeiro filme estreou recém batizado de Episódio IV: Uma Nova Esperança. Naquela época o Ensino Médio ainda se chamava Segundo Grau, que no meu caso também era Técnico. Não me lembro se eu tinha aulas nas tardes de quarta-feiras, mas foi o dia que fui ao cinema. Saí da escola, fora da cidade e bem longe do centro, e fui até a praça da Bandeira. Desci até o Habbibs da avenida Nove de Julho para almoçar. Passei no Shopping Paineiras para jogar uma ficha em Street Figther vs X-Men. E atravessei Jundiaí a pé para chegar no Maxi Shopping.

Havia literalmente meia-dúzia de pessoas na sala de exibição (por causa disso, até hoje prefiro sessões vazias e sonho com uma exclusivamente só para mim). Antes do filme, um pequeno making off explicando as principais diferenças da versão original para a remasterizada. E a principal descoberta que fiz naquele dia: nunca antes eu assistira o primeiro Guerra nas Estrelas, nem inteiro ou qualquer pedaço. Achei bem monótono, maçante e sem ação (cheguei até a cochilar). Embora fosse o filme mais chato dos seis da série (e comparado a muitos outros que já vi), seria impossível entender toda a saga sem assisti-lo.

Claro que saí do cinema mostrando toda a empolgação possível. Esta é a primeira vez na vida que confesso ter ficado de saco cheio. Fiquei com a impressão que George Luccas previu, na década de 1970, que talvez eu não seria uma exceção, e fez um filme com começo, meio e fim mas deixava muita informação para instigar uma sequência (tipo o Lanterna Verde)

Duas semanas depois, repeti o ritual. Encontrei os mesmos espectadores no cinema. Descobri de verdade o que aconteceu com o Han Solo, como era o treinamento de um Jedi e entendi todo aquele enredo picado que povoava minha imaginação desde meus cinco ou seis anos de idade.

Mais duas semanas, o mesmo trajeto até o Maxi Shopping e os mesmos gatos-pingados na sala. Assisti, também inteiro pela primeira vez na vida, um dos filmes mais empolgantes que já vi até hoje. Uma batalha em três frentes: um batalhão de selva unida a uma tribo contra um exército profissional; uma “batalha naval”; um duelo de espadas à moda antiga, valendo a alma do perdedor. Um final feliz com festa em todos os cantos da galáxia.

Reassisti a trilogia remasterizada em VHS emprestado e no SBT antes da estreia da nova trilogia.

Em 1999, quando eu ainda nem tinha internet em casa, estava apreensivo quanto ao que encontraria em Ameaça Fantasma, o novo Episódio I de Star Wars. Meu medo era que a tecnologia avançara tanto desde a produção do Império Conta-Ataca que as naves e robôs do novo filme fossem mais modernos que os elementos dos filmes antigos.

O filme estreou em julho, numa sala muito menor pertencente a uma rede concorrente do Cine Haway. Obviamente não havia só meia-dúzia de gatos pingados comigo. Entrava gente até não caber mais literalmente. Muitos se sentavam no chão dos corredores e outros ficavam em pé no fundo.

A sessão estava lotada. Ainda era aquela época que você ficava na fila para entrar na sala e algum acompanhante seu entrava na fila da bilheteria, e vocês só assistiriam o filme e vocês entrariam duas ou três sessões depois.

Fui sozinho. Na saída, encontrei três amigos na fila de para entrar. Peguei a penúltima sessão e eles a última do dia. Decidi espera-los para ter com quem conversar a respeito. Fomos todos para casa de um deles.

A empolgação do momento não nos permitiu ver os defeitos. Mas depois de cabeça fria, não daria para dizer que aquele garotinho, apesar casca-grossa viraria um dos vilões mais icônicos da história do cinema. O visual realmente era mais moderno que deveriam. A história era muito infantil para levar a um golpe de estado similar à ascensão do Nazismo.

Não me lembro quando ou onde estava na estreia do Ataque dos Clones. Só consigo lembrar que o grande problema deste filme foi a Ameaça Fantasma. O Episódio II tinha muita coisa a corrigir se George Luccas quisesse que a terceira parte da trilogia se encaixasse no resto da saga. A história foi confusa e corrida, mas deu conta do recado.

A Vingança dos Sith, Episódio III e última parte da segunda trilogia, foi o melhor dos três filmes da sequência. Porém pecou seriamente pelo excesso de informações. A fragilidade do roteiro da Ameaça Fantasma deixou muita ponta solta que não foi amarrada. Se não fosse a mágica Ordem 66, determinava aos Clone Troopers que exterminassem todos os Jedis, a saga nunca se fecharia.

Em 2008, quando trabalhava na Editora Devir, foi montada uma exposição no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, com itens originais usados nas filmagens dos seis filmes da saga de Star Wars. A Terramédia, empresa do mesmo grupo da Devir, foi convidada a montar a loja de souvenirs do evento. Com muita insistência e com algumas desistências, consegui participar da festa inaugural.  Tremendo muito, fotografei algumas coisas antes da abertura oficial. Usei meu primeiro celular com câmera, que não era smartphone e para resgatar as fotos precisava enviá-las por SMS. Esse foi o momento mais significativo de Guerra nas Estrelas na minha vida.

Exposição Star Wars Brasil 2008

Levei o DVD do Episódio IV: Uma Nova Esperança para o caso de algum ator do filme estar presente. Fiz Anthony Daniels, o único a trabalhar nos seis filmes, intérprete do C3PO assinar no disco.

Eu fiz o C3PO autografar o DVD

Ainda na Devir, tive a oportunidade de conviver com fãs verdadeiros de Star Wars. Gente que estuda o funcionamento das naves e lê os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse, onde realmente o Universo da saga se expandiu. Muitos me contaram possíveis plots (ou bases) para a terceira trilogia. As HQs contam histórias de várias épocas, abrangendo desde a origem da Antiga República até os Tataranetos da Leia, passando por como Han Solo e Chewbacca se conheceram e tomaram a Millennium Falcon do Lando Calrissian.

Depois de tudo isso, se você chegou até este ponto do post, não deve nem se lembrar da minha falta de interesse no Episódio VII: o Despertar da Força. Afinal esta seria uma espera de quase 20 anos, dentro de um ciclo total de mais de trinta, considerando os próximos dois episódios da nova trilogia.

Entra um pouco de saturação do tema sim (teve até aquela “hamburgeria Jedi” do Morumbi, que muita gente compartilhou no Facebook que precisei bloquear para não me irritar). A compra da Luccasfilm pela Disney também pesa (um conceito injusto, pois a “Turma do Mikey” não cagou nos filmes da Marvel). A data de lançamento, uma semana antes do Natal, também não favorece (foi este o único motivo que me impediu de assistir O Hobbit).

Mas o que não deixa a empolgação tomar conta do meu ser foi uma declaração de George Luccas, entre a estreia dos episódios II e III: ele anunciara a sua desistência de filmar a terceira trilogia, pois já estaria muito velho e não queria correr o risco de deixar sua obra para outros terminarem. Por conta disso ele encerrou sua parceria com a 20th Century Fox e posteriormente vendeu seu estúdio.

Ou seja, não sei o quanto o criador da série está realmente envolvido nesse novo projeto. É quase como se fosse uma fan fiction! Então não sei porque não esperar que não seja uma bosta completa.

Talvez você deva estar pensando que eu sou mais um típico pedante querendo a me impor como maior fã do mundo. Não é esse o caso. Aliás, essa foi a gota d’água; nos últimos dias, li mitos debates e depoimentos de “caras das antigas” contando o porquê da nova geração não merecer o Novo Star Wars.

Sei lá se até o próximo dia 17 eu não me empolgo, se assistirei durante um voo de longa duração, se verei no Netflix ou quando passar em um canal qualquer. Mas no momento, se a Força despertar ou não é indiferente para mim.


21 de outubro de 2015 — 10:08

Outra vez o futuro chegou por JODF
Assunto: Cinema    

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A foto deste painel hoje inundará a TV, as redes sociais e a internet em geral. Outra vez o futuro chegou.

Nos anos 80 e 90 era comum filmes e livros ambientados no futuro projetarem uma data específica para marcar um evento que mudaria o mundo radicalmente. Lembro-me bem, em 1997, quando cheguei a escola e todos os colegas estavam na expectativa da Skynet a URSS com uma chuva de mísseis nucleares. O contra-ataque arruinaria toda a civilização humana. 29 de agosto daquele ano entraria para a História como o Dia do Juízo Final. Essa era essência da série O Exterminador do Futuro.

E foi assim em todas as outras obras do movimento Cyberpunk. O movimento cinematográfico e literário que previa um futuro terrível para a humanidade. Cidades super povoadas dominadas por gangues high techs ou cenários desertificados de um mundo pós apocalíptico.

A União Soviética acabou. A Guerra Fria congelou (pelo visto nem tanto). O Cyberpunk saiu de moda.

Na segunda parte da trilogia De Volta para o Futuro, a lógica da viagem temporal é invertida: ao invés de retornar ao passado (como os outros dois filmes da série) para mudar o presente, eles avançam para o século seguinte. Marty McFly e do Dr. Emmett Brown não encontram um mundo devastado e caótico. 21 de outubro de 2015 é um dia comum e sem nenhum fato histórico mundial relevante (até agora, pelo menos). Hoje a dupla de viajantes do tempo vieram apenas impedir que o filho de McFly andasse com a galera da pesada (que para os padrões de hoje, não seriam considerados bandidos por muita gente). Ironicamente, as ações da dupla no dia de hoje é que transformaram a época nativa deles num cenário cyberpunk.

Talvez este seja o único filme futurista não violento ou utópico focado num personagem melancólico, ou utópico que é tomado pela violência (o Demolidor, de 1993). Mesmo assim, não nos tornamos o que o diretor Robert Zemeckis imaginou: a Pepsi não vem em embalagem de xampu, os fliperamas ainda são jogados com o uso das mãos, a franquia Tubarão não chegou ao seu 19º episódio, as roupas não se secam e nem se ajustam sozinhas, os tênis não se amarram sozinhos, os carros não voa, os skates não flutuam e nem os patinetes se transformam em skates facilmente. No ano passado, a Mattel e a Nike prometeram lançar edições comemorativas dos seus produtos mostrados no filme (mas até agora nada).

Provavelmente nosso mundo está bem mais próximo do que o movimento Cyberpunk previu: tecnologia incorporada em tudo; enormes grupos de pessoas fugindo a pé e em veículos precários da guerra e da fome, em busca de um mundo utópico; aos poucos a Guerra-Fria volta a esquentar; a degradação ambienta gera secas, deixa cidades cobertas por nuvens de poluição; o transito nas metrópoles estão cada vez mais parados; as gangues dominam territórios com armas pesadas e usam explosivos para roubar bancos. Mas ainda tenho esperança que o mundo se torne mais ‘Jetsons’  do que ‘Blade Runner’.

Ainda me lembro do lançamento de De volta para o Futuro parte 2 em 1989, quando o Bom Dia Brasil disse que ele começava exatamente onde terminava o filme anterior. Mas não me lembro quando o assisti pela primeira vez. Em fim, esse filme é verdadeiro clássico, daqueles que nunca ninguém se cansará de ver.


11 de julho de 2015 — 23:09

Alguém se lembra do Edsinho? por JODF
Assunto: Cinema, Design, Fotografia, Outros/Diversos — Tags:     

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Se não me engano, foi no sétimo semestre que tivemos a disciplina de Animação. A classe foi dividia em grupos de cinco elementos. O professor propôs que cada membro escrevesse um story line (base de uma história em poucas palavras) e ele escolheria um para a equipe desenvolver ao longo do semestre.

Meu story line: “partes de um corpo se juntam formando um ser”. E este foi escolhido pelo professor.

A partir daí começamos a discutir o roteiro final, o material usado e como seria o personagem.

No meu grupo estava um colega chamado Edson. Um japonês de cabelo tigela com luzes e lentes de contato azuis. Ele trabalhava no Bradesco, então estava sempre de terno. Era um daqueles sujeitos que quase nunca assistia aula, sempre alguém assinava a lista de presença por ele. Só aparecia em dia de prova ou entrega de trabalho. Uma característica marcante nos seus trabalhos de desenho, ilustração e quadrinhos era a sua versão cartum. Claro que a galera não demorou a batizar o simpático personagem de Edsinho.

Escolhido o personagem, fomos atrás de material. Numa das papelarias da rua Maria Antônia compramos uma barra de plastilina (a versão adulta da massinha escolar). Compramos apenas massa branca e conseguimos algumas cores com um pessoal de outra classe.

Aproveitando uma sobra de massa, resolvemos criar um elemento surpresa para o final do vídeo.

No dia da filmagem, um dos colegas, que desde o início demonstrou contrariedade por não ter a sua ideia escolhida, não me deixou nem chegar perto da mesa de animação ou mesmo operar a câmera. A mim restou apenas fazer a contagem de quadros (e mesmo assim o colega se recusou a confiar nos meus números). No meio do trabalho, o operador da câmera trocou de lugar comigo (ele foi um grande amigo durante o curso todo).

No final do trabalho fiquei com o boneco do Edsinho.

Esta semana decidi resolver essa frustração de mais de uma década. Armei o tripé e a câmara sobre uma mesinha de cabeceira e peguei o boneco. Refiz a filmagem sozinho na sexta feira. A noite a animação já estava no YouTube em full HD. Por causa do ressecamento da massa, o Edsinho não pisca mais na versão 2015.


14 de abril de 2014 — 08:31

As pessoas estão reaprendendo a ir ao cinema por JODF
Assunto: Cinema    

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Sábado assisti Capitão Amériaca 2. Ótimo filme mas, como diz o título do post, não é sobre ele que falarei hoje.

Chegando ao totem de vendas do cinema, percebi uma movimentação grande de molecada (idade entre 13 a 16 anos mais ou menos). A princípio nem pensei no assunto, afinal que adolescente hoje em dia assiste um filme 2D dublado às 12h45?

Então iniciei a compra. No momento de escolher o ingresso, uma surpresa: só havia lugares vagos do meio para a frente. O fundo já estava lotado antes mesmo da venda dos ingressos começar. Confesso que tive até vontade de desistir. Mas paguei e peguei meu bilhete.

Quase uma hora depois, entrei a sala. O fundo estava tomado de meninos e menidas do ensino fundamental. Minha poltrona era a I5. Nas poltronas I2, I3 e I4 estavam três garotos. O que sentado imediatamente ao meu lado estava com seu smartphone na mão. Tive muita vontade de me levandar e pedir para trocarem meu ingresso para o próximo sábado. Mas resolvi aguentar firme.

Um dos garotos mandou o “amigo da I4” desligar o celular. Ele se recusou alegando que faria isso quando as luzes se apagassem. E foi exatamente isso o que o moleque e todos a minha frente fizeram. Durante o filme todo não vi uma telinha brilhando durante o filme. Nada de Instagram ou Facebook. Apenas alguns cabeçudos se levantado durante a exibição.

Houve ainda algum alvoroço em cenas mais empolgantes (normal para uma sala lotada e um filme empolgante). No geral, toda a molecada (da frente, do meio e principalmente do fundão) se comportou muito bem. Saí com a certeza de que finalmente as pessoas estão reaprendendo a ir ao cinema. Ver o filme, durante as duas horas e pouco, voltou a ser mais importante que ligar para a mãe ou atualizar o status.

E a propósito: quem ainda não viu o Capitão América 2 e pretende ir, só saia depois que desligarem o projetor, pois este filme tem dois “finaizinhos”, e não só um como os outros filmes Marvel.


1 de novembro de 2013 — 07:59

LEGO, o filme está a caminho por JODF
Assunto: Cinema, Jogos & Games    

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Lá pelo começo deste blog, em 2009, quando eu ainda me obrigava a postar diariamente, falei sobre um filme “estrlelado” pelos blocos LEGO. Na época, dizia-se que a produção teria atores reais.

Os anos se passaram. Eu esqueci completamente disso. Mas no final da tarde de ontem descobri a produção já tem data de estreia no Brasil: 28 de fevereiro de 2014. Porém a história não mais será contada em live-action (com atores reais), mas será uma animação bem ao estilo de outras produções LEGO para games e TV.

Depois Shreck Terceiro prometi a mim mesmo não mais assistir animaçõe no cinema. Mas estou fortemente tentado ver este.


16 de setembro de 2013 — 08:29

Um antigo mini documentário do Século XXI por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Cinema, Tipografia    

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Eu “tropecei” nesse vídeo no youtube. Ele documenta uma aula de impressão tipográfica numa faculdade londrina.

Apesar de ser gravado em 2006, o pequeno filme adota a mesma linguagem que dominou os mini documentários e cine-jornais de “mil novecentos e preto e branco”. E não foi só a linguagem estética, mas também a narrativa: um locutor imparcial, o depoimento mestre acadêmico como base do filme, cenas de “operários produzindo”, uma trilha sonora orquestrada e silêncio quando a mais alta tecnologia é mostrada.

Não posso dizer que este filminho expandiu ainda mais os meus horizontes sobre a tipografia. Mas o vídeo conseguiu me enganar um pouco. Por quase um minuto achei que realmente se tratava de material da primeira metade do século passado.


13 de março de 2013 — 07:53

Batman × Wolverine por JODF
Assunto: Cinema    

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Não, o “Morcego” e o “Carcaju” não se enfrentarão nem nos quadrinhos, muito menos no cinema. Falo aqui do filme mais surpreendente que assisti nos últimos anos (não o melhor, mas com toda certeza o mais surpreendente): O Grende Truque, de 2006, dirigido por Christopher Nolan (de Batman Begins) e antagonizado por Christian Bale (o Batman “Begins”) e por Hugh Jackman (o Wolverine).

É impossível dizer que qualquer um dos dois seja o protagonista da história. Eles são dois mágicos britânicos medianos do século XIX. Numa apresentação, Alfred Borden (vivido Nolan) muda um pequeno detalhe do truque que os dois faziam e a noite acaba em tragédia. A partir daí ele ganha o ódio de Robert Angier (Jackman).

Uma grande rivalidade surge nos palcos de ingleses. A carreira dos dois mágicos passa a ser guiada por essa disputa. Os anos passam e ambos tornam-se grandes artistas. Sempre um tentando superar o outro com um truque melhor. E sempre que um apresenta uma novidade o outro tenta desvendar. Borden então cria um número impossível de ser perfeitamente copiado. Angier então institui como sua meta de vingança roubar e melhorar este Grande Truque.

Prefiro nem descrever do que se trata o tal truque ou entrar em mais detalhes sobre a trama. Só posso dizer o seu segredo é esfregado na nossa cara do começo ao fim da história, que aliás é contada de forma não linear: os fatos aparecem por ordem de relevância, despresando-se a cronologia.

Mas se o segredo do truque é tão evidenciado assim, por quê o final da trama é tão supreendente como eu digo? é como  mentor dos antagonistas, Cutter, vivido por Michael Cane (o Alfred de Batman Begins) fala também o tempo todo: o segredo do sucesso de um número de mágica é que o público quer ser enganado. O Mesmo vale para quem vê este filme.


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