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JODF — Portfólio online

28 de dezembro de 2015 — 15:54

O quarto no porão por JODF
Assunto: Arquitetura, Outros/Diversos — Tags:     

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No meu voo entre Buenos Aires e Ushuaia, em 2013, sentei bem próximo as banheiros do meio do avião. Era um Airbus A340, uma aeronave de quatro motores para voos longos, bem larga, com dois corredores internos e poltronas dispostas em três fileiras de 2-4-2 assentos. Na divisa das alas havia quarto cabines sanitárias em cada corredor: duas laterais e duas centrais.

Da minha poltrona, durante toda a viagem notei que vários tripulantes entravam num dos banheiros. Sempre no mesmo. Um não esperava o outro sair. Quando precisei usar, aproveitei e conferi a porta, que era bem disfarçada. Não era para ser percebida pelos passageiros. Aliás, as comissárias sempre olhavam ao redor antes de abri-la e passavam muito rapidamente, com o máximo de discrição.

Faltando pouco tempo para o pouso, os tripulantes começaram a voltar para os seus lugares. Algumas comissárias abotoavam suas camisas e arrumavam as saias. Com a mesma discrição que entraram também saíram: um a um, tomando cuidado para não serem flagrados pelos passageiros. Mas as últimas duas pessoas saíram juntas e consegui perceber que estavam subindo uma escada. Fiquei tentando entender o porquê daquele pessoal descer até o meio das malas.

O mistério acabou semana passada quando li num post do UOL que os aviões para voos de longas distâncias possuem áreas de descaço para tripulantes. As crew rest areas são pequenos alojamentos secretos onde a tripulação dorme ou relaxa durante a viagem. Normalmente são pequenos espaços claustrofóbicos (pé direito baixo e sem janelas) com algumas camas. Normalmente nos Boeings esses aposentos ficam sobre as alas de passageiros, bem em cima dos maleiros. Nos Airbus, as localizações variam em cada modelo (no A340 é mesmo no porão).

Para ilustrar este post e (principalmente) saciar a minha própria curiosidade, procurei uma foto da área de descanso de um A340.

Crew Rest Area A340


22 de dezembro de 2015 — 18:00

A Luz em chamas por JODF
Assunto: Arquitetura, Fotografia, Lugares & Fatos    

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Procurei uma foto no meu Flickr para ilustrar este post, mas não achei. Desde que me entendo por gente a Estação da Luz sempre foi uma importante referência. Seja no percurso entre Jundiaí e São Paulo, ou somente dentro de São Paulo, ou apenas só passando por São Paulo. Sempre passo por lá com pressa, nunca fotografei as plataformas centenárias. As únicas imagens que tenho do local são do telão cilíndrico da linha 4 e no interior do Museu da Língua Portuguesa.

Vejo desde ontem tanta gente lamentado pelo museu (o qual muitos nunca visitaram). Tirando uma exposição temporária (que foi integralmente salva do fogo), o restante do acervo era todo virtual e/ou substituível. Mas o prédio centenário é insubstituível. Nem a sua função de ingração intermodal (a úncia entre a linha 1 do Metrô e qualquer outra da CPTM). Mais que isso, como toda grande estação de qualquer metrópole do mundo, a Luz por si só é uma referência cultural, onde podemos encontrar todo tipo de gente, vindo de todos os cantos da cidade e arredores (oriundos do mundo todo), indo para o lado oposto de onde veio.

Cada um dos passageiros que passam diariamente pela Luz, Barra Funda, Brás, Sé, Tietê, Jabaquara e todas as outras estações do sistema dentro ou fora da Capital, carrega consigo novas gírias e expressões idiomáticas, difundindo-as por toda Grande São Paulo. Então, na prática, qualquer estação de trem e/ou metrô importa muito mais à Língua Portuguesa do que um ‘museuzinho high tech’.

Torço muito que o prédio não esteja estruturalmente comprometido. Espero que o espaço seja restaurado logo. Todos precisamos que os trens voltem a circular por ali urgentemente. Esse incêndio não destruiu só um patrimônio arquitetônico. O fogo queimou uma parte da nossa dinâmica cultural.


2 de dezembro de 2015 — 09:56

Até Itupeva tem ciclofaixas no centro da cidade por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags:     

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Ontem fui muito duro com a “iniciativa” de Jundiaí (população 400 mil) pela construção da sua (talvez) primeira ciclovia. Porém, evitei comparações com cidades muito mais avançadas neste assunto, como São Paulo (população 12 milhões) e Bogotá (população 10 milhões). A quantidade de habitantes, de vias públicas e os orçamentos para trânsito e obras jamais permitiriam uma equiparação justa entre a “Terra da Uva” e qualquer Capital Megalopolitana.

Também não compararei a malha cicloviária jundiaiense com a de cidades de portes próximos e orçamentos equivalentes, como Sorocaba (600 mil habitantes) e Bauru (360 mil habitantes). Meu parâmetro será a vizinha Itupeva (52 mil habitantes), município com 1/8 da população de Jundiaí.

Até Itupeva tem ciclofaixa no centro da cidade. A prefeitura local não teve o mínimo receio em segregar quase um terço de uma avenida onde se localizam várias secretarias municipais, unidades de saúdes e clinicas médicas públicas, bancos, escolas e até o terminal rodoviário.

Sei que a tendência imediata é comparar a iniciativa dos políticos de cada localidade. Mas esse tipo de medida depende muito mais da mentalidade coletiva de aceitar (ou acatar) mudanças no seu modo de vida. Não sei como pensam os itupevenses, mas os paulistanos sempre polemizam numa situação assim: parte da população se entusiasma exageradamente, os outros ficam putos, mas no final todos assimilam e se adaptam à novidade. Já em Jundiaí, embora a tendência seja sempre imitar a Capital (inclusive nas tarifas de ônibus), todo assunto que mexa com o mundinho individual de cada um é e sempre será um tabú.

Inauguração do Primeiro trecho da Checchinato


1 de dezembro de 2015 — 11:21

Nada a Lugar Nenhum por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: , ,    

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O Município de Jundiaí está prestes a ganhar sua primeira ciclovia em um bairro central. Aproveitando as obras de prolongamento da marginal unilateral de um córrego, pavimentou-se parte da calçada com concreto vermelho. A via ligará a Rua do Retiro à Rua Luiz Gonzaga Martins Guimarães (que deveria servir de alternativa à Rua do Retiro, mas que só serve de extensão para o estacionamento do gigantesco condomínio de mais de 400 apartamentos).

A ‘nova avenida’, ainda inacabada, terá menos de 350 metros e ligará a portaria principal do condomínio Practice Residencial Club à sua portaria secundária. Ou seja, ligará nada a lugar nenhum. Quanto à ciclovia do complexo, provavelmente virará pista de corrida e caminhada para os moradores desse condomínio e de outro vizinho. É exatamente o que acontece com a ciclo faixa recreativa, segregada todos os domingos de manhã na avenida Luis Latorre, onde se vê de tudo, menos bicicletas.

Em Jundiaí, bicicleta é vista ainda pela maioria da população como um brinquedo. Para outros “mais moderninhos”, como “fitness outdoor”. Então não existe a cultura de pedalar por mobilidade. Muitos motoristas ainda acreditam que não tem problema em tirar fina (na verdade acham que o problema é a bicicleta andar pelo asfalto). Em compensação, os ciclistas jundiaienses se sentem no direito de furar sinais vermelhos (isso é igual em todas as cidades brasileiras), a pedalar na contramão e sobre a calçada. Tudo para manter o seu ritmo de exercício. Sem falar que são muito poucas as bicicletas como sinalização noturna: é raro ver alguém com olhos-de-gato ou luzes piscantes (e a maioria só sai a noite para dar uma voltinha, depois do trabalho, pelas avenidas mais movimentadas).

Oficialmente essa ciclovia, da marginalzinha, não é a primeira de Jundiaí: existem alguma em parques e outra que liga um bairro periférico a um bairro suburbano, no acostamento de uma estrada municipal. Talvez haja até alguma outra que eu não conheça. Mas no geral o que prevalece é o uso recreativo.

Adoraria acreditar que essa ciclovia do córrego será a primeira de uma extensa malha vermelha que cortará toda a cidade, mas sei que não. Se há uma coisa sagrada em Jundiaí é vaga de estacionamento. Não se criam ciclofaixas ou faixas de ônibus, sem proibir os carros de estacionarem em via pública.

Quanto à nova ciclovia, ela é tão precária que em suas extremidades não há rebaixamento de acesso.

Início da ciclovia michurucaTêrmino da ciclovia michuruca


16 de julho de 2015 — 17:20

Reaprendendo AutoCad por JODF
Assunto: Arquitetura, Design — Tags: ,    

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Reaprendendo AutoCad

No último sábado comecei um projetinho. Basicamente tratasse de uma iniciativa voluntária de mobiliário urbano. Assim que o desenho estiver pronto, farei alguns orçamentos. E quando estiver em fase de implementação, contarei aqui no blog exatamente do que se trata.

Só não terminei o desenho ainda porque decidi fazê-lo em 3D. Para isso, precisarei reaprender o mínimo de AutoCAD, programa que dominei até meados da faculdade. E num belo dia, num teste para emprego, que apareceu durante minha busca por estágio, percebi que substituíra todo o conhecimento que tinha por outras ferramentas mais relevantes para minha atual profissão.

Antes de me tornar Designer eu era Cadista, ou seja, eu fazia desenhos técnicos no computador (numa época que nem todo mundo tinha PC em casa, e que tinha não necessariamente tinha acesso à internet). Eu trabalhei para alguns escritórios de engenharia e topografia (nunca registrado), em projetos de redes subterrâneas de água, esgoto e outras coisas em canos enterrados. Fiz também algumas plantas arquitetônicas para arquitetos e decoradores.

Na verdade foi o AutoCAD que me levou para o Design. Depois que me formei Técnico em Edificações, fiz um curso VIP do programa. O combinado seria eu aprender apenas 2D, mas um dia meu professor rapidamente mostrou-me o 3D. Acabei então contratando o módulo avançado e durante este segundo pacote, ele apresentou-me o 3D-Max, que fazia modelagem e animações (tipo as da Pixar).

Meu professor não era habilitado a ensinar 3D-Max e indicou-me a mesma escola onde ele aprendeu o software. Nesse novo curso havia um colega que fazia Desenho Industrial no Mackenzie. Isso deu-me o a curiosidade de saber o que ele estudava na faculdade. E foi assim que descobri meu caminho profissional.

Em muitos trabalhos na faculdade o conhecimento em 3D-Max foram-me muito úteis. Seja em maquetes virtuais de aplicação de sinalização ou em breves animações para multi-mídias, esta ferramenta facilitou muito a minha vida. Nos últimos semestres, metade da classe também aprenderam o software (e um ou outro vive exclusivamente dele até hoje). E eu, desenvolvi outros interesses durante o bacharelado e acabei abandonando também o Max (como era “carinhosamente” chamado).

Mas o AutoCAD, que foi o ponto de partida de tudo que fiz nos últimos dezesseis anos, como disse antes, se perdeu há muito mais tempo. Acho que a última versão que dominei foi a 2000 (ainda no tempo que o mouse tinha um terceiro botão, o das “ferramentas de precisão, no lugar a rodinha que existe hoje), lá pelos idos 2002 ou 2003. Nem me lembro quando foi, meu pai me pediu que arranjasse a versão mais “atual”, o então 2010, é esse que estou usando (ou tentando) para desenvolver o meu projetinho.

Comecei o tal projeto principalmente para ocupar a mente e estimular a criatividade enquanto estou em casa, então o “atraso” não é motivo para pânico. Reaprender AutoCAD está sendo um ótimo exercício mental (e até sentimental).


12 de março de 2015 — 22:48

Estética × Função por JODF
Assunto: Arquitetura, Design — Tags:     

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Estética x Função

Algum arquiteto e/ou paisagista idealizou passeios estreitos, cercados por canteiros e chafarizes retangulares. Um projeto muito bonito e harmonioso. Mas esse desenho não se presta à função que exerce: acesso a um condomínio com cinco torres comerciais e diversos escritórios térreos. Todo mundo que entra a pé pela portaria passa por aí.

Agora repare na largura da calçada e no formato dessa esquina. Imagine dezena de transeuntes, em ambos os sentidos, dobrando esta esquina ao mesmo tempo. Perceba a falha no gramado. Isso mesmo, nos horários de pico é inevitável que várias pessoas acabem encurtando o caminho pelo canteiro.

Quem desenhou essa calçada não considerou o fluxo que ela deveria suportar. O projetista pensou apenas na aparência do caminho. Talvez o custo de execução da obra também pesou: plantar grama é mais barato do que assentar pedras portuguesas.

Muita gente diria “é porque brasileiro é tudo sem-educação…” ou “se fosse no Canadá as pessoas respeitariam o trajeto”. Mas isso não é um problema dos usuários. É mesmo uma falha de projeto. De que adianta algo ser bonito se for algo inútil?


4 de março de 2015 — 22:50

Já estão concretando por JODF
Assunto: Arquitetura, Jogos & Games, Lugares & Fatos — Tags: ,    

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Em baixo desses cobertores, a ciclovia já foi concretada.Os cobertores na na foto ao lado cobrem concreto fresco. Eles não estão ali para aquecer, mas para manter a umidade. O grosso tecido é molhado de tempos em tempos para garantir uma boa cura ao cimento despejado no local.

 A mancha vermelha ao lado da concretagem não é “desperdício de tinta”, como afirmou Cesar Tralli. Também não é lama ceda terra roxa (ou “roja”). O que sujou as pistas da avenida foi resíduo do concreto do canteiro central. Isso mesmo: concreto vermelho. Jogaram corante na betoneira.

Como eu disse semana passada, a ciclovia da Paulista não será feita apenas pintando o asfalto de vermelho. Ela nem será no asfalto e muito menos pintada. Ela será de concreto vermelho e ficará elevada em relação ao leito carroçável. Isso a tornará uma intervenção permanente, uma obra definitiva. Depois de pronta, custaria muito mais caro desfazê-la.

A obra está acelerada, detonando qualquer argumento de “falta de planejamento”. Imagino que em menos de um mês a ciclovia da Paulista esteja pronta.

Por tudo isso, espero que, tanto o outono quanto o inverno, sejam bastante frios e nublados, pois parece que eu terei algo bem interessante para fazer no horário de almoço.


25 de fevereiro de 2015 — 23:25

A ciclovia da Paulista está nascendo por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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A ciclovia da Paulista esta nascendo

Desde os meus primeiros dias na Paulista, encontrei tapumes encobrindo as obras de construção da ciclovia da avenida mais significativa da Capital. Semana passada demoliram o canteiro central em frente ao edifício onde trabalho.

O que difere esta ciclovia da maioria das já feitas pela atual gestão municipal é própria obra. Para construir esta ciclovia, canteiro central foi demolido e dará lugar a uma pista de concreto. As faixas de rolamento para carros perderão um pouco da largura. Ou seja, literalmente os automóveis perderão espaço para as bicicletas. Dessa vez não pintarão o asfalto de vermelho e “pronto”. Essa intervenção mudará radicalmente o principal ícone da cidade.

Não sei exatamente quando ficará pronta (acho que será no final do mês que vem).


10 de fevereiro de 2015 — 23:14

O Grande Ícone Paulistano por JODF
Assunto: Arquitetura, Lugares & Fatos — Tags:     

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GazetaNa virada dos anos 80 para os 90, a prefeitura de São Paulo promoveu uma votação para escolher o símbolo oficial da cidade. Vários ícones da Capital entraram na disputa. O Pacaembu, o Ibirapuera, o Monumento às Bandeiras, o MASP e vários outros que não me recordo para citar. Mas lembro-me o vencedor foi a Avenida Paulista (inteira).

A eleição, na verdade uma enquete, captou votos em diversos pontos da cidade e era patrocinada pelo Banco Itaú e promovida pela TV Globo. Imagino que por esse motivo, dois dos edifícios mais icônicos de São Paulo: o Banespa, no Anhangabaú, e o Gazeta, com sua gigantesca antena, situado na própria av. Paulista.

O Banespa, antiga sede do Banco do Estado de São Paulo (vulgo, Banespa), é um plágio do Empire State, de Nova York. Ele fica na ponta inicial da Avenida São João, no lado mais elevado do Vale do Anhangabaú , entre o edifício Martinelli, o Mosteiro de São Bento e a Bovespa. O prédio pontudo visível e tem vista de toda a cidade. A única coisa que bloqueia o seu panorama é a avenida Paulista. Até a privatização do banco, em seu topo tremulava a bandeira estadual, hoje substituída pela bandeira municipal.

Já o Edifício Gazeta, na Avenida Paulista, é sede da TV Gazeta, do Jornal A Gazeta Esportiva, do Teatro Gazeta, da Faculdade de Comunicação Casper Líbero, do colégio e do cursinho Objetivo e do primeiro campus da Unip. Arquitetonicamente falando, é um préio muito simples. Ele é baixo e quadradão. A faxada do teatro é a única parte que destoa do resto do exterior. Mas o que realmente o torna icônico é a sua antena, que transmite o sinal da Gazeta e já transmitiu também (ou ainda transmite) o sinal da Globo.

A antena, que aparenta ser mais alta que o próprio préio, na verdade é o que definia toda a Avenida Paulista. A antena da Gazeta é visível de boa parte da cidade. É mirando ela que se acha a Paulista, tanto de dia quanto a noite e torna o edifício muito mais reconhecível que Conjunto Nacional, a Fiesp e talvez até que o MASP.

Hoje em dia ela não é mais a única torre metálica sobre um edifício. Da Rua Cerro Corá até a Avenida Noé de Azevedo, existem várias antenas em ciam de prédios (sendo a maior delas, a da Igreja Renascer, na Consolação). Mas se você estiver na Praça da República ou no Parque do Ibirapuera, a antena da Gazeta ainda é a grande referência no visual da parte mais alta da Capital Paulista.


2 de fevereiro de 2015 — 08:08

Apenas um buraco por JODF
Assunto: Arquitetura, TV    

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Desde que a Linha 4 Amarela foi inaugurada, o buraco da Estação Pinheiros me causa um estranhamento (muito antes dela entrar na minha rotina). Não só pela sua profundida, mas pela tragédia que marcou a história da sua construção em janeiro  de 2007. Não é exatamente uma sensação mórbida ou aflitiva, apenas um estranhamento.

O episódio Jornada ao Fundo do Poço de Apenas um Show traduz bem o que sinto toda vez que passo pela Estação Pinheiros.


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