Arquivos Arquitetura - Página 2 de 7 - JODF — Portfólio online JODF — Portfólio online
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1 de fevereiro de 2015 — 22:02

Formigueiro Humano por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags:     

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Estação Pinheiros de baixo para cima

Duas semanas atrás a Estação Pinheiros, aquela que desabou em 2007 durante a construção, entrou na minha rotina. Ali todas as manhãs passo da Linha 4 Amarela para a 9 Esmeralda. No final da tarde, faço o caminho de volta.

O túnel do Metrô passa por baixo do leito do Rio Pinheiros. O trem da CPTM corre paralelamente ao curso d’água. E a travessia de um para o outro é por uma passarela sobre as pistas da Marginal. Ou seja, é escada pra caramba num gigantesco buraco redondo.

A foto acima foi tirada num meio de tarde, no mesmo dia que tirei aquela foto da janela dianteira do trem. Seria impossível fotografá-la nos horários que passo por lá. Tem gente de mais circulando. Parece um formigueiro humano. E alguns parecem não entender esta dinâmica: acham que estão no shopping e param nas escadas rolantes. Isso congestiona o fluxo nas escadas rolantes e o problema se reflete nas escadas fixas, nas plataformas e na passarela sobre a marginal.

Antes de existir integração da Estação Pinheiros, havia apenas uma opção por trilhos entre o centro de São Paulo e a linha da Margina, era a baldeação da Estação Presidente Altino, em Osasco, que já estava saturada. Fora isso, só por ônibus (e não havia tantos corredores em avenidas como hoje). Ou seja, a coisa já foi bem pior. Mas, se as próximas duas ligações  (linhas 5 e 15) não ficarem prontas logo, já podem começar a operar saturadas.


31 de dezembro de 2014 — 18:57

Três Igrejas por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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Em Paris, visitar qualquer igreja é de graça. Exceto para subir nas torres, adentrar criptas ou algumas salas especiais, não se paga nada para entrar.

Se não fosse ao zoológico, iria à Catedral de Notre Dame. Imagine a muvuca que estaria na principal igreja da cidade em pleno “Dia do Senhor”. Então preferi ir na segunda-feira cedo.

Cateral de Notre Dame

Ela é bem maior que imaginava (porque as torres não são pontudas, sempre pensei que ela fosse bem baixa). em volta da nave, existem inúmeras capelas laterais. Várias imagens centenárias (algumas milenares). Apesar de escura e bem deteriorada, é uma igreja muito bonita.

Havia uma missa para crianças rolando enquanto eu e milhares de outros turistas fotografávamos todo o interior da catedral. Normalmente este é o único momento no qual é proibido tirar fotos no interior de outros templos, mas naquele não. Tem muitos televisores espalhados pela nave e por toda a igreja para todo mundo poder acompanhar a cerimônia.

Quando estava indo embora notei pessoas no alto das torres. Mas para também ir lá em cima, teria de enfrentar três horas de fila e só poderia permanecer por meia hora. Então desisti.

Ainda na segunda a noite, um casal de brasileiros me convidou para, no dia seguinte, ir até uma igreja gigante no norte de Paris.

Como eles não apareceram na hora combinada, decidi manter meus planos e visitar as Catacumbas de Paris (assunto do próximo post). E, após terminar o passeio subterrâneo, decidi ir até a tal igreja gigante: a Basílica de Sacré Cœur.

A basílica é gigantesca

Esta é a parte de trás da basílica (e este casarão acima do carro vermelho é a casa paroquial). Por dentro e por fora, é bem mais bonita e conservada que Notre Dame.

Como não havia fila, nessa subi no domo e desci até a cripta. Do alto, apesar de longe do centro, a visão é incrível. E em baixo, algumas sepulturas e várias capelas laterais (é a parte mais feia e mal conservada da igreja).

Já sem opções na quarta-feira, fui até a sede da UNESCO. Mas não me deixaram conhecê-la (precisaria agendar previamente por email). Então andei pelos arredores até encontrar os fundos do Museu da Armada, onde uma outra igreja chamou minha atenção.

Catedral de São Luis dos Inválidos

Ao me aproximar da Catedral de São Luis dos Inválidos, descobri que Napoleão Bonaparte estava sepultado ali. Isso me encorajou a entrar. O acesso à cripta era cobrado, aproveitei e adquiri ingressos para o Museu e para uma exposição sobre as Guerras Mundiais – venda casada – (assunto para posts futuros).

A nave (de visitação gratuita) era bem sem graça. Mas a cripta sob a cúpula, onde jaz vários comandantes do Império Francês, ao redor do mausoléu do auto-coroado imperador, me causou uma enorme sensação de repúdio e fascínio simultâneos.

Túmulo de Napoleão Bonaparte


24 de dezembro de 2014 — 17:52

O Arco do Triunfo por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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Do alto da Torre Eiffel, escolhi minha próxima parada: o Arco do Triunfo. Depois de descer, atravessei o Sena e segui na direção que mirei lá de cima (verdade que sem o mapa em mão eu me perderia).

O Arco em perspectiva

O Arco é muito imponente. Apesar de dedicado totalmente ao ego de Napoleão Bonaparte, ele cheio de inscrições com nomes e feitos de heróis franceses dos séculos XIX e XX, principalmente da I Guerra Mundial.

Ele é tão opulento que, ao avistar a Torre Eiffel de cima do arco, pensei “o Hitler não foi louco o suficiente para destruí-la, mas o Napoleão seria se a encontrasse em outra cidade e não conseguisse transportá-la inteira para Paris”. Enfim, não é o monumento mais agradável do mundo, mas só estando lá para saber.

Após sair do arco, percorria a chiquérrima Champs-Élysées, onde encontrei show-roons da Mercedes-Benz (onde expuseram o carro do Hamilton) e da Pegeaut, a casa do Santos-Dumont e uma gigantesca feirinha de natal.


16:17

A Torre Eiffel por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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Minha quarta-feira em Munique foi dedicada à roupa suja e meus preparativos de partida. Na manhã seguinte embarcaria para Paris. Embarcaria se não tivesse chegado atrasado no aeroporto. O pessoal da Air France ainda tentou me colocar a bordo com a mala na mão. Mas não teve jeito, ainda vi a ponte se desconectando do avião.

Enfim, reacomodaram-me no voo seguinte, que deixou a capital bávara no final da tarde. Com isso, acabei chegando ao hostel parisiense lá pelas oito da noite. Então, no meu primeiro passeio pela cidade, acabei não indo além do mercadinho da esquina.

Eu tinha várias ideias para o dia seguinte. Ao abrir a janela do dormitório, decidi qual seria o primeiro lugar onde eu iria no dia seguinte.

Olha quem eu achei na janela do quarto!

Cheguei ao pé da Torre Eiffel pouco depois das oito da manhã, com o dia ainda amanhecendo. Não sei se é porque ela já é muito manjada ou é sem graça mesmo, mas vê-la ao vivo e inteira não é tão emocionante quanto pensava. Mesmo assim, encarei a fila para subir os dois primeiros níveis por escadaria (4€ mais barato que pelo elevador).

Chegando na torre

No segundo nível, comprei um novo ingresso e segui até o topo de elevador. O tempo nublado e o frio não ajudaram muito. Mesmo assim, fique por lá muito tempo. Olhei para toda a cidade, procurando os outros lugares onde pretendia ir (tentei até achar o hostel).

Mesmo sendo uma estrutura inicialmente temporária, tem até banheiro lá no topo (pensando bem, faz muito sentindo, se levarmos em conta o tempo que levaria até o chão. Também já houve um pequeno botequinho ali, além de um minúsculo escritório do Engenheiro Gustav Eiffel.

Voltando ao segundo nível, encontrei o memorial da torre. Informações técnicas e históricas. Fotos e pinturas famosas com ela. Cartazes de filmes para os quais a torre serviu de cenário. As réplicas pelo mundo (não consta a do Hopi Hari). Além de comparação de altura com outras estruturas feitas pelo homem. Foi ali que pensei “ainda bem que nem o Hitler foi louco o suficiente para mandar derretê-la ou destruí-la”.

já no primeiro nível encontrei instalações artísticas, restaurantes, uma loja souvenirs, uma pista de gelo para patinação e um estúdio de TV com um pequeno auditório.

Após descer, andei o dia todo pela capital francesa. fiquei bem cansado. Mas só voltei a noite para o hostel, esperando a torre acender-se. E aquela imagem sem graça das oito e pouco da manhã, ganhou muita magia.

Assim ela fica bem mais impressionante

Mas legal mesmo é quando ela aparece entre os prédios durante a noite.

Entre os prédios


22 de dezembro de 2014 — 22:17

Outro castelo por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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O Castelo Nymphenburg

E na segunda, de volta à cidade, visitei outro castelo, o Nynphenburg. Na verdade, parecia muito mais um casarão e era onde as damas da nobreza bávara passavam as “férias de verão”. Apesar de muito bonito, não chega a ser imperdível. Mas os jardins formam um ótimo parque público e são cheios de cisnes e patos selvagens.

Deu até vontade de dar uma coçadinha na cabeça desses dois


21:03

Futebol e carrões por JODF
Assunto: Arquitetura, Ciências & Tecnologia, Design, Jogos & Games — Tags: ,    

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De vola a Munique, ao invés de só vagar pela cidade, decidi conhecer lugares onde não estive em 2011.

Na sexta-feira, fui conhecer o Allianz Arena, a atual casa dos dois times locais, onde fiz outro passeio guiado.

Vista do campo

Numa das arquibancadas, tive uma visão total do estádio construído para a Copa do Mundo de 2006. As cadeiras prateadas. A geral. A grade que impede invasão de campo. Ouvi também explicações sobre a construção da arena e do esquema dos jogos que são diferentes em cada competição que o Bayern e o 1860 disputam.

Saindo de lá, um tour pelos bastidores do estádio. Entramos no vestiário do Bayern e num dos dois para visitantes (ao todo são quatro: um para cada um das equipes da casa e dois para equipes visitantes). Fomos até o auditório de entrevistas (que também é alugado para eventos externos). Chegamos à entrada do campo (o guia colocou a música da Champions League enquanto a galera subia a escada até o gramado). E o passeio acabou na entrada onde as equipes desembarcam dos seus ônibus.

2013: Campeão de Tudo

Ainda no Allianz, visitei o Museu do Bayern, onde objetos do passado, relíquias de antigos (e atuais) ídolos e todos os troféus da equipe estão expostos. Não existe Museu do 1860.

No sábado fui até o Olympiapark. Mas antes de desbravar o complexo construído para os jogos de 1972, entrei no Show-room (BMW, Rolls Royce e Mini) e no Museu da BMW, onde também havia um pequeno museu anexo do Mini.

Rolls Royce Ghost

Motor de Avião 132 1933

Ursinho do Mr. Bean

Após ver todo tipo de motor e veículos de duas e quatro rodas, era ora de visitar o complexo olímpico. Estava muito, muito frio (nunca passei tanto frio assim na vida, nem quando navegei pelo Canal de Beagle) e a neblina absurdamente densa (tão densa que não tive coragem de pagar para subir numa torre de dezenas de metros de altura). Mesmo assim o parque é lindo (imagino num dia de sol).

Olympia Berg

A principal edificação do parque é o Olympiastadium, palco da abertura e competições de atletismo e futebol das Olimpíadas de 1972, da final da Copa do Mundo de 1974 e dos jogos do Bayern e do 1960 até 2005. Hoje ele ainda recebe os grandes show e eventos que passam pela cidade (a acústica do Allianz não presta para essas atividades).

Olympiastadium

Encontrei até a Pira Olímpica original esquecida num canto.

Pira Olímpica de 1972


27 de novembro de 2014 — 20:15

Visitando o Castelo do Rei por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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Depois de mais de um mês de abandono, é hora de retomar o blog.  Eu pretendia escrever sobre outra coisa, mas encontrei este post começado, então terminarei. Não como deveria ser, pois este seria o primeiro capítulo de um novo diário de viagem: Bavária, Tirol e Paris. “Aproveitando” o meu desemprego, aceitei o convite daquela minha amiga da Bavária para revisitar Munique.

De todos os lugares que visitei nos últimos anos, München foi a única que posso dizer que realmente não gostei. Passei alguns apuros por lá em 2011, como sede (a água das torneiras eram horríveis e não havia onde comprar no domingo) e um quarto de albergue super lotado e barulhento. Na minha primeira visita, saí de lá com muita raiva. Justamente por isso, prometi uma segunda chance à capital bávara.

Em 25 de novembro, embarquei em Guarulhos para Paris. No dia seguinte, esperei algumas horas no Aeroporto Charles de Gaule pelo meu voo de conexão segui para Munique. Minha amiga Bárbara, que me hospedou na cidade, foi me receber no aeroporto.

Não fomos direto para a casa da Bárbara, mas para a casa de uma família amiga dela, numa cidadezinha ao sul de Munique. Vera Lúcia (fluminense de Angra dos Reis), Tiozinho (não consegui aprender o nome dele, um bávaro que não fala português, e foi próprio que se apresentou como “Tiozinho”), e Ana Maria (a filhinha de três anos deles).

Ao chegar a casa, perguntei a Vera sobre o famoso castelo do Rei Ludwig II (que foi plagiado por Walt Disney, no seu parque de Orlando). Ela me disse que Schloss Neuschwanstein (é assim que ele se chama) e propôs que fossemos até lá no dia seguinte.

Na manhã seguinte, partimos para o castelo. E infelizmente, a neblina era tão densa que não conseguimos vê-lo. Esta é a melhor foto que consegui tirar dele.

Schloss Neuschwanstein

Mesmo assim, foi muito legal.

Fizemos um passeio guiado pelo interior de Neuschwanstein (eram proibidas fotos internas). Só uma pequena parte dos cômodos foi concluída. O Rei “Luizinho” quase quebrou o reino construindo os seus castelos e esse foi último (nunca foi e nem será terminado).

Ludwig II foi destituído do trono por uma junta médica, que atestou insanidade. Meses depois, seu apareceu boiando no lago Starnberg, próximo a um de seus vários castelos. Nunca chegou-se a um consenso sobre a sua morte. Uns acham que foi overdose, outros que foi assassinato.


18 de maio de 2014 — 20:03

Não consegui chegar ao cume por JODF
Assunto: Arquitetura, Lugares & Fatos, Outros/Diversos — Tags:     

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Hoje fiz o principal passeio das minhas férias: Machu Picchu.

Saí do hostel, em Aguas Calientes, às 4h30 da madrugada. Acompanhei um grupo por uma trilha escura até a entrada do Santuário Nacional de Macchu Picchu. Isso mesmo, aqui no Peru, a lendária cidade Quechua é denominada como um território sagrado.

E que porra é “Quecha”? No Museo Inka, em Cusco, descobri não era o nome do império sul-americano pré espânico. Quechua era o nome do povo que habitou os Andes. “Inka” era o “César” deles (o Imperador).

Enfim, voltando ao passeio. Depois de muita confusão, fui encaixado num outro grupo, com guia em espanhol. Durante o percurso, nos foi explicado que a cidade levou mais de 100 anos sendo construída, mas nunca acabada. Os Quechua a abandonaram cerca de 30 anos antes de serem dominados pelos espanhóis. O lugar era uma espécie de “condomínio de alto padrão”, com jardins ornamentais, auto suficiente em água e alimentos e  contava com uma grande universidade.

Em meados do século XIX, duas famílias peruanas fixaram residência no lugar. Este fato fez com que a “Lenda da Cidade Perdida” ganhasse novo fôlego. E, no início do século XX, exploradores da National Geographic Society (da NatGeo) a encontrassem. A partir daí, o turismo se estabeleceu.

Alguns abusos foram cometidos, como o pouso de um helicóptero contendo o rei da Espanha (Chê Guevar levou dez dias para chegar “na raça”). Um grande out door de uma cervejaria foi colocado na praça central. E teve até um presidente que realizou uma festa de seu partido na cidade.

Após a a República do Peru declara o local Santuário Nacional e a UNESCO Patrimônio da Humanidade, essa putaria acabou. Mas o excesso de visitantes continuou até meados da década passada. E, apartir do ano que vem, cada pessoa poderá permanecer no parque por apenas uma hora (45 minutos de explicações e 15 para fotografar uma área restrita). Os objetiv desta medida são a preservação do local e o aumento do número de visitantes por dia (atualmente em 3.500).

Da saída do hostel até a minha saída do parque, foramm-se mais de dez horas. Além do passeio guiado, pude visitar o Portal do Sol. Um templo que fica numa montanha fora dos limites da cidade, que tinha comu função marcaro alinhamento dos solstícios, de verão e inverno, com as janelas do Templo do Sol, situado no meio da cidade.

Também pude me aproximar de uma ponte inacabada.

Mas a principal aventura fora dos limites da cidade, foi a subida da montanha que empresta o nome ao local. Isso meso, “empresta o nome”: nunca ninguém decifrou o nome oficial do lugar.

Havia grandes escadias irregulare pelo trajeto. Porém, num ponto onde a trilha se estreitava muito, eu travei. Entre em pânico e agarrei-me à parede. Um casal francês tentou me tranquilizar e gritar os nomes deles caso eu tivesse algum problema.

Mas pavor da altura me fez desisti. Era pouco mais da metade do caminho até o cume quando travei e decidi dar meia volta. Eu que me recuso a aparecer nas minhas próprias fotos de viagem, prometi-me um selfie do topo da Montanha Machu Picchu (isso obviamente não aconteceu).

O dia foi excelente. Conheci hoje o lugarmais incrível de toda minha vida até aqui. Mas não posso dizer que foi perfeito, porque carregarei para sempre esta frustração.

Não tenho como postar fotos aqui Aguas Calientes. As subirei amanhã em Cusco.


9 de maio de 2014 — 21:19

Típica Metrópole Sul-Americana por JODF
Assunto: Arquitetura, Lugares & Fatos — Tags:     

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E o buzinaço avança noite a dentro.

Está vendo lá em baixo? Este é o rush de Lima.

Hoje saí para explorar a cidade.

Entrei num museu, que fica num parque em frente ao hostel. O parque é lindo cheio de esculturas, chafarizes, árvores e pássaros. Ocorria um show em homenagem ao dia das mães. Estudantes matando aula. Gente lendo ou almoçando em baixo das árvores.

Saindo de lá, dei uma andada pelo centrão da cidade (guardei a câmera na mochila). Comércio popular, carrocinhas de comida. Marreteiros e camelôs. Passei por algumas ruas que nunca passaria em São Paulo ou em Jundiaí.

Sem percebi, cheguei a um bairro classe média. Com pouco movimento, mas cortado por algumas avenidas.

Agora tem muita gente na rua voltando para casa. O trânsito está terrível. É um buzinaço dos infernos!

O que posso dizer sobre Lima? Uma típica metrópole sul-americana. E como tal, mesmo sendo muito parecida com todas as outras capitais ou cidades grandes do continente, é uma experiência única conhecê-la.


19 de fevereiro de 2014 — 09:15

O Foguete da CICA por JODF
Assunto: Arquitetura, Outros/Diversos — Tags:     

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A primeira casa que morei em Jundiaí, mais ou menos entre os meus quatro e cinco anos, ficava num bairro chamado Jardim CICA. O lugar, entre o Vianello e a Vila Arens, tem este nome porque alí ficava a homônima fábrica de derivados de tomate.

Do portão de casa era possível avistar a principal característica do prédio da CICA: uma torre com um relógio de quatro faces e um luminoso vertical com o nome da empresa. Como eu tinha o péssimo hábito de destruir todos os relógios que a minha mãe teve, era pelo relógio dessa torre que ela se orientava para tudo que fazia, de cozinhar a sair.

Mas nós, os filhos, tinhamos “outro uso” para a torre: pensávamos que ela fosse um foguete. Esperávamos atentamente o dia que ele se lançaria ao espaço. Na verdade, todas as crianças da rua Bélgica (este é o nome da minha rua, e a CICA ficava na rua CICA) também tinham a mesma espectativa vê-lo indo para a Lua.

Morei lá muito pouco tempo. A CICA foi embora de Jundiaí nos anos 90 (na verdade a marca nem existe mais). Hoje o prédio abriga uma loja da Telha Norte (que até um tempo atrás era na ala da torre e hoje está em outra parte do complexo).

Atualmente a torre está em degradada, mas ainda é bem visível de boa parte da cidade .

Hoje a CICA abriga uma loja da Telha Norte


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