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26 de novembro de 2012 — 08:27

Chegou a vez de conhecermos os pôsteres da Copa por JODF
Assunto: Branding, Design, Jogos & Games    

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No mesmo dia em que a FIFAanunciou o nome do mascote, as doze cidades sedes apresentaram os seus cartazes oficiais para a Copa do Mundo 2014.

Belo Horizonte

Belo Horizonte

Brasília

Brasília

Cuiabá

Cuiabá

Curitiba

Curitiba

Fortaleza

Fortaleza

Manaus

Manaus

Natal

Natal

Porto Alegre

Porto Alegre

Recife

Recife

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Salvador

Salvador

São Paulo

São Paulo

Não farei uma análize detalhada de cada um dos cartazes, pois não conheço seus briefings para saber o que foi proposto em cada um, o quanto os autores atingiram os objetivos ou não.

No geral, cada poster está como deveria estar: valorizando e destacando as belezas naturais, os marcos urbanos e a cultura de cada cidade e/ou Estado. Os conjuntos visuais são harmônicos e coloridos. São peças bastante interessantes.

Porém: gostaria de comentar sobre dois:

Manaus:dos doze pôsteres estre é o que mais gostei. “O casal de araras no ponto-da-coruja”, uma pintura hiperrealista que torna este o trabalho mais simples de todos, a pesar da técnica de pintura mais difícil.

 

São Paulo: por que que a capital paulista sempre insiste em não mostrar seus difereciais? Por que esta insistência de ser uma cidade “gigante e genérica”? Nada contra o belo trabalho do ilustrador, mas o problema está na proposta. A prefeitura cogitou em entregar o serviço à dupla de grafiteiros OsGêmeos. Penaque a ideia não vingou, pois os trabalhos deles, por si só são marcos da cultura e da paisagem de São Paulo.

Quanto ao nome do Tatu-Bola, Fuleco: eu realmente acreditava e torcia que o Brasil não fizesse nada para nos envergonhar na Copa. Sério mesmo. As opções de nomes para a bola já foram horríveis, mas digeríveisl. Mas quando apresentaram as três opções para o mascote aí não teve jeito: a vergonha nacional veio à tona.

 


19 de setembro de 2012 — 08:14

Um mascote que não foi esquecido por JODF
Assunto: Branding, Jogos & Games    

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Talvez, no final das contas, tanto faça como se chamará o Tatu-Bola. Possívelmente, passada a Copa e vá para o limbo junto com quase todos os outros personagens símbolos de eventos esportivos ou não.

Na maioria das vezes até lembramos da figura do mascote. Lemos em algum lugar sobre sua origem e o significado do seu nome, quem o criou, o processo de escolha. Mas o normalmente essas informações nem chegam a ser registradas na nossa memória.

Compramos brinquedos, roupas e mais um monte de outras coisas apenas por simpatizar com a imagem do mascote. Achamos o personagem fofinho e queremos entrar no “espírito dos jogos”. Nada além de puro consumismo.

Isso sem falar daqueles personagens muito esquisitos dos quais nem conseguimos identificar o que são, portanto não conseguem nem despertar a curiosidade pública. Acho que o melhor exemplo que posso citar seja o mascote das Olimpiadas de Atlanta, em 1996, o qual sempre vi como uma versão humanóide da tocha  misturada com a marca dos jogos (ou sei lá o que). Ele é tão estranho que nem me interessa pesquisar seu nome para constar neste post.

Mas teve um mascote que particularmente eu lembro. Não é o urso soviético Misha, dos jogos olímpicos de 1980, em Moscou, que emocionou o mundo com sua lágrima que escorreu pelo painel humano na serimônia de encerramaento do evento. Eu ainda nem era nascido naquela época.

Falo do cachorro cubista que representou os jogos de Barcelona em 1992. Seu nome era Cobi (o mascote genial). E o que o eternizou na minha memória foi a série animada, politicamente correta e com preocupações ecológicas (típica de quase tudo o que foi feito no início dos anos 90), que era exibida na TV Cultura aqui no Brasil. Para quem não sele lembra ou não conheceu, aí está a música de abertura:

Segundo o Comitê Olímpico Internacional, Cobi e Misha foram os mascotes mais populares e rentáveis dos jogos olímpicos em todos os tempos.


17 de setembro de 2012 — 08:33

Apenas “Tatu” não era suficiente? por JODF
Assunto: Branding, Jogos & Games    

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Ontem à noite, por intermédio do programa Fantástico, da TV Globo, a FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) apresentaram oficialmente o mascote da Copa do Mundo de 2014: trata-se de um Tatu-Bola amarelo e azul.

Caso alguém não se lembre (ou seja totalmente alienado) este é aquele pequeno mamífero que possui uma couraça e se enrola, formando uma esfera. Outra peculiaridade do tatu é viver em tocas e túneis, que ele mesmo escava. Aliás, esta sua “habilidade habitacional” já foi alvo de estudos científicos sérios e premiados, que abordavam a interferência do tatu nas escavações arqueológicas.

A apresentação foi apenas uma formalidade, pois o personagem já era conecido desde o começo de setembro. E, na última semana, além de conseguir o registro de marca e imagem, a FIFA realizou eventos com o Tatu-Bola em algumas das cidades-sedes da Copa.

Para se tornar o representante da competição máxima do futebol, o Tatu desbancou concorrentes como a Onça-Pintada, o Saci-Pererê (que me desculpem os torcedores colorados, mas um “perneta” jamais deveria ser associado ao futebol) e a Arara-Azul. A escolha foi feita no começo deste ano e a indicação partiu da Associação Caatinga ONG ambiental cearense, com o intúito de chamar a atenção para a preservação da espécie.

Após escolher o bicho, a FIFA e o COL lançaram o desafio de criar o personagem à seias agências brasileiras que apresentaram 47 propostas ao todo. E a simpática figura vencedora acima foi criada pela agência 100% Design.

Procurando em redes sociais e comentários de sites de notícias, encontramos todo tipo de opinião. Existem aqueles que não consideram o tatu “suficientemente representativo ao Barasil e ao futebo”. Também tem quem preferisse figuras mais manjadas como o Pelézinho, o Zé Carioca ou a Arara-Azul. Sem falar as pessoas que aproveitam para depreciar o país, protestar contra a corrupção e toda aquela ladaínhia “casse-mediana” de quem não faz nada para melhorar e só reclama das iniciativas alheias.

Beleza… depois do horror que foi a marca escolhida,  o Sabiá-Laranjeira “Gualtematéca” para a Copa das Confederações e as medonhas opções, apresentadas pela Adidas, que resultaram no depreciativo nome BraZuca para a bola da Copa, parecia que finalmente começariam a acertar na composição da identidade da Copa do Mundo de 2014.

Parecia… Até apresentarem as três opções de nome a serem escolhidos para o mascote da copa, ontem no Fantástico, anunciadas pelo apresentador Tadeu Schimith. Mas no site da FIFA é isso o que está oficialmente escrito:

A população brasileira agora terá a oportunidade de batizar a mascote oficial por meio de uma eleição aberta até meados de novembro. As três opções, definidas por um comitê composto por Bebeto, Arlindo Cruz, Thalita Rebouças, Roberto Duailibi e Fernanda Santos, são Amijubi — uma representação de simpatia e alegria — e dois nomes com uma mensagem ecológica: Fuleco e Zuzeco.

Dá para perceber, existe um direcionamento para o nome “Amijubi”, que seria a junção das Palavras “amigo” r “júbilo”. Os outros dois seriam a mistura de “futebol” com “ecologia” (na verdade “Fuleco”  soa totalmente depreciativo) e  a mistura de “azul” com “ecologia” (não me perguntem onde foi parar o “a” nem de onde saiu o segundo “z”).

Não acredito que algum desses três nomes pegue. Nem consigo definir qual seria o ômenos ruim”. Então me pergunto se chamar o personagem apenas de “Tatu” ou de “Tatu-Bola” não seira  suficiente? Imagino que até uma bizarrice como “Tatoo-Ball” para supostamente agradar os gringos seia uma opção menos estranha, por pior que seja.


13 de agosto de 2012 — 08:38

“Ripa na Chulipa e pimba na …” por JODF
Assunto: Branding, Jogos & Games    

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No último dia das Olimpíadas de 2012, numa parceria entre a Rede Globo e a Adidas, foi lançada uma enquete para eleger o nome da bola da próxima Copa do Mundo de Futebol, a ser disputada no Brasil em 2014.

Durante o Esporte Espetacular de ontem, no cenário havia 12 pedestais. Em cada um havia a bola usada em uma das últimas 11 Copas do Mundo e o ano de cada edição da competição. O último pedestal estava vazio, e nele estava o número 2014.

Durante todo o progrma, os apresentadores usaram as bolas para ilustrar matérias sobre Copas passadas. Foi contada a história da evolução tecnológica do principal objeto do futebol. Citaram os nomes de todas as bolas presentes. Tudo estava muito interessante e visivelmente caminhando para duas hipoteses, das quais a dupla de âncoras fazia “mistério”: ou apresentariam a bola de 2014 ou abririam votação para escolher seu nome. Prevaleceu a segunda.

Quando a foram apresentadas as três opções, acredito que não somente eu, quanto muitos outros brasileiros sentiram uma grande decepção. “Bossa Nova”, “Brazuca” e “Carnavalesca”. Nomes que parecem ter saído de um livro de esteriótipos manjados e pouco populares.

Imagino que a Adidas deva ter feito uma grande pesquisa no exterior sobre “o que é o Brasil”, facilidade fonética e outras questões do gênero, mas não acredito que tenham perguntado a algum brasileiro comum, que gosta de futebol, que vai aos estádios, que joga bola na rua ou na garagem de casa. Nenhum brasileiro chamaria uma bola por qualquer um desses nomes inspontaneamente.

No ano passado chegou a existir uma campanha para que a bola se chamasse “Gorduchinha”, uma homenagem ao grande locutor Osmar Santos, que parou de trabalhar em 1994, após um acidente de carro. “Ripa na chulipa e pimba na Gorduchina” era o bordão mais imitado de Osmar. Gorduchinha talvés seja o apelido mais difundido para a bola no Brasil. E se não fosse esse podeiriam escolher outro, como pelóta ou redonda. Mas as opções apresentadas pelo fabricante, na manhã de domingo, foram péssimas. Chega até a ser desconfortável pensar que o “País do Futebol” não tem o direito nem de batizar a bola da Copa.

A única forma do nome pegar é se a bola for de baixa qualidade técnica, como foi com a Jabulani em 2010. Apesar de toda a tecnologia avançada na fabricação da Jabulani, ela não era capaz de manter sua tragetória. Chegou até a ser comparada com “aquelas bolas de plástico que a gente compra no supermercado”, pelo goleiro Júlio César, da seleção brasileira.


26 de julho de 2012 — 08:04

Copos × Crise por JODF
Assunto: Branding, Design — Tags:     

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Copos promocionais do McDonald’s: London 2012 & Beijin 2008

 Talvez o McDonald’s apenas não queira repetir o brinde, mas acredito que a situação global também tenha algo a ver com a diferença dos copos promocionais distribuídos na rede este ano e em 2008.

A promoção do McDonald’s foi a mesma nas duas Olimpíadas: comprando uma McOferta (combo com sanduíche + refrigerante + batata), junto com um McFlurry (um sorvete com pedaços de chocolate) você ganha o copo.

Na ocasião dos Jogos Olímpicos de 2008, disputados em Pequim, a primeira crise economica mundial ainda estava começando. Embora a situação nos EUA já não fosse muito boa, a recessão não chegara à Europa e ao resto do planeta.

Considerando-se que os brindes provavelmente foram encomendados em 2007 e foram distribuídos no começo de 2008, a crise global não afetou a verba disponível para a sua fabricação. Para os jogos chineses, a rede de lanchonetes produziu uma coleção de copos oficiais da Coca-Cola, com a marca oficial das Olimpíadas de Pequim no bojo e o seu próprio “M” no fundo, em vidro fino colorido (possívelmente em cristal).

Já para a promoção 2012, foram encomendados copos de vidro mais grosso. Não pretrendo quebrar um para conferir, mas acredito sejam feitos de vidro comum, e não de temperado. Embora silhueta seja a mesma e da marca da Coca-Cola em alto-relevo, o copo não tem os sulcos típicos das garrafas do refrigerante. A cor do material foi substituída por pulseiras de borracha em seis opções diferentes (além das cinco corém olímpicas, há ainda a opção de pulseira branca).

Embora não se tratar de um produto vagabundo, percebe-se que os copos de hoje têm um custo de fabricação menor que os distribuídos há quatro anos.

A crise econômica de 2008 acabou. Mas muitos países, principalmente na Europa, ainda não se rucuperaram totalmente. Outros iniciaram seus próprios colapsos. Com isso, até o Estádio Olímpico sofreu cortes de custos drásticos em sua construção. Então não é absurdo pensar que dois dos maiores patrocinadores do evento, McDonald’s e a Coca-Cola, também reduzissem seus gastos.

O copo deste ano, por ser mais grosso, passa uma sensação maior de resistência. Dá mais confiança para usá-lo, e o estou usando. Já o copo de Pequim, usei-o somente uma ou duas vezes para estreiá-lo.

E, embora a forma do copo “chines” seja vizualmente mais interessante, a única coisa que realmente faz falta no copo “britânico” é o vidro azul.


2 de abril de 2012 — 08:35

Apelo Feminino por JODF
Assunto: Branding, TV    

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Alguém saberia dizer algo que tenha mais apelo publicitário que mulher bonita? Tanto faz se você mirar no público masculino ou feminino, adulto ou infantil, uma mulher bonita numa peça publicitária vende qualquer coisa a qualquer pessoa.

Essa foi a estratégia usada pelo canal pago History Channel para promover a terceira temporada da série Estradas Mortais, sub denominada “Andes”, ambientada nas montanhas bolivianas. Esta série coloca caminhoneiro norte americanos (canadensens e estadunidenses) nas estradas mais perigosas do planeta, transportando cargas reais com prazos rígidos.

Na temporada passada, denominada “Alasca”, um grande time de caminhoneiros enfrentou  estradas congeladas no Cículo Polar Ártico. Embora as missões fossem arriscadas, não havia aquele clima de morte espreitando a cada curva.

Já na primeira temporada, ambientada no Himalaia Indiano, três caminhoneiros enfrentavam estradas estreitas no alto de  montanhas, dentro de precários caminhos com cabines de madeira. Enfrentando não só as vias precárias mas também a imprudência e preconceito dos habitantentes locais. Os episódios eram realmente medonhos. O que almentava o “cagaço” era a imagem de um caminhão caindo no precipício, o qual criava-se uma expectativa de ser o veículo de um dos participantes do programa.

Duas semanas atrás, estreiou a temporada Andes. Bem parecida com a primeira, porém gravado na cordilheira sul americana, contando inicialmente com seis caminhoneiros. Além dos três protagonistas do Himalaia e um dos motoristas que acrescidos no Alasca, a equipe conta com dois novatos em estradas assassinas.

Para promover a nova temporada, Estradas Mortais: Andes, como mencionei acima, o History apelou para velha tática da mulher bonita. Mas não usando a imagem de qualquer uma, mas de Lisa Kelly, uma bela e delicada caminhoneira canadense, presente nas nesta e nas fases anteriores do programa.

E o canal não poupou esforços. Lisa participou de várias sessões de autografos pela América Latina, passeou pelas ruas diversas cidades, deu entrevistas e até gravou uma participação para o programa Auto Esporte, da Globo (ainda inédito).

Não sei se isso fecha a ação promocional no Brasil, mas ontem Lisa Kelly participou dum chat com telespectadores brasileiros, no site do History. Imagino que a atividade se repetiu ou se repetirá com o público de outros países.

Com a imagem bela e frágil de Lisa Kelly, bem diferente das “lébicas gordas” que imaginamos quando se fala em “mulher caminhoneira”, o canal a cabo conseguiu conquistar o interesse dos marmanjos e também das senhoritas. Pois ela encarou missões que seus colegas recusaram, tanto no Himalaia quanto no Alasca. É uma mulher de fibra, não uma donzela indefesa.

E sinceramente, as missões nos Andes estão bem mais emocionantes que as missões no Alasca. Ou seja, a série tem conteúdo para justificar tanto investimento publicitário.


15 de março de 2012 — 08:22

+1 menos colorido por JODF
Assunto: Branding, Internet    

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Notou algo diferente sob o título deste post? Ontem, enquanto navegava num dos sites da empresa que trabalho percebi que o botão “+1” agora é “g +1” e ficou branco. Oficialmente o google apresenta a versão ao lado como o novo visual do “+1”.

Você deve ter ouvido muito falar sobre as mudanças nas regras de privacidade do Google. Isso ocorre porque a empresa unificará todos os seus serviços e precisará de um contrato que cubra os seus vários sites (claro que aproveita-se para imbutir um pouco de sacanagem nisso tudo).

Apartir de agora seu perfil no Gmail automaticamente será seu perfil no Google Plus, no YouTube e em qualquer outro serviço da empresa . Com isso seu celular Android se integrará com mais eficiência com o Maps, por exemplo. Ou seu navegador Chrome, quando logado, encontrará o que você procura com mais exatidão no buscador.

Ou seja, as mudanças estão relacionadas mais a busca pela onipresença que o Google busca desde de sua fundação do que apenas xeretar a vida alheia. E para isso precisará assumir novas políticas, não só no campo jurídico e técnico, mas principalmete no case de brending, com consquências principalmente no visual. Dessa forma, todo mundo que assistir um clip no YouTube e saberá que viu o vídeo no Google.

Isso parece complicado, e até um pouco malígno, mas é mais comum do que se imagina. Lembra-se dos sorvetes Yopa, dos iogurtes Chambourcy, das bolachas São Luiz? Aos poucos e esse nomes sumiram e todos viraram Nestlé. Assim como o Extrato de Tomate Elefante, que era da CICA, virou CICA + Knorr, e hoje é só. Ou mesmo de um dia você passou em frente à uma agência do Itaú que no dia anterior era UNIBANCO.

Fusões e incorporações levam a mudanças de posicionamento de mercado. E com isso as regras precisam mudar, mas nem por isso devemos nos sujeitar a abusos. Mas lembre-se que a única forma de não se sujeitar é abrindo mão dos serviços que usa. Então essa é uma decisão que cabe a cada um sem grandes mobilizações ou protestos. Apenas exclua seu cadastro ou ligue o “foda-se”.


9 de fevereiro de 2012 — 08:20

“R”s Vermelhos e “R”s Pretos por JODF
Assunto: Branding    

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Existe uma história curiosa por trás das únicas duas mudanças que o emblema da montadora britânica Rolls-Royce sofreu ao longo do século XX.

A empresa hoje fabrica turbinas de avião e vários outros componentes de alta tecnologia para veículos. Mas por muito tempo, a companhia fundada em 1906 pelo vendedor  Charles Stewart Rolls  e pelo auto-eletricista  Frederick Henry Royce, fabricou apenas carros de alto-luxo (tipo aquele convesível da Dilma).

Desde os primórdios da empresa, seus carros ostentam sobre a frente da grade do radiador um emblema preto e branco com um retângulo, dois “R”s e as palavras “Rolls” e “Royce”. Mas até 1910 as duas letras centrais eram vermelhas.

Com a morte prematura de Charles Rolls (aos 32 anos), um dos “R”s passoua ser preto em sinal de luto pelo co-fundador da empresa. E em 1933, o outro “R” também perdeu sua cor quando Frederick Royce morreu.

Hoje, a Rolls-Royce é controlada pela montadora bávara BMW, e é comum encontrar em catálogos e peças publicitárias o emblema da fabricante britânica numa versão azul e branca.

Vários são os fatores para se alterar uma marca: mudança de público, criação de uma nova linha de produto, contrução e modernização de fábricas, fusões e aquisições, ou simplesmente por uma atualização temporal. Mas para quem fabrica básicamente para “reis e imperadores” não faz sentido mudar seu símbolo, a não ser para despedir-se de seus criadores.


2 de fevereiro de 2012 — 08:08

A marca da Copa das Confederações por JODF
Assunto: Branding, Jogos & Games    

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Copa das Confederações 2013Ontem, sem estardalhaço, a FIFA apresentou a marca da Copa das Confederações 2013.

O torneio, que reune as seis seleções campeãs continentais mais a campeã mundial de futebol, já teve “vida própria”. Mas, desde 2001, serve basicamente para testar a organização para a próxima Copa do Mundo e “apresentar ao mundo” o país que a sediará.

A marca apresentada ontem lembra um pouco uma alternativa fake que circulou na internet logo após a divulgação do logo da Copa 2014. Quem não se lembra a marca fake era uma arara estilizada sobre a marca da Copa 2010. Cheguei até a posta-la aqui no dia 7 de junho de 2010. Porém o símbolo da Copa das Confederações é mais elaborado.

Com um estilo de “mais do mesmo”, o emblema da competição, que será disputada no Brasil em 2013, traz o voo de um sabiá-laranjeira. Procurei, mas não encontrei informações sobre a sua autoria.

Não há muito a se analizar sobre ela. O símbolo segue o formato do “selo padrão de torneios FIFA”, que surgiu desde o final da década passada, deixando quase todas as competições mundiais com uma marca “igual”  a da Copa do Mundo 2010  (África do Sul). De lá pra cá, tanto torneios masculinos, seja futebol de campo, salão, areia, videogame ou qualquer outra modalidade organizada pela entidade é simbolizada pelo selo retangular, com um canto arredondado com uma característica manjada da sede. No caso do Brasil, a fauna.

Símbolo dos último e dos próximos torneios da FIFA

Até são símbolos  bonitos, mas a repetição tira a singularidade de cada evento.


23 de janeiro de 2012 — 08:32

Marcando uma nova época por JODF
Assunto: Branding, Quadrinhos    

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Nova marca da DCNa última quinta-feira, lá pelo final do dia, um amigo me surpreende mandando um email com a nova marca da DC Comics. Para quem não sabe, esta é a editora estadunidense dona do Superman, do Batman, da Mulher Maravilha e de toda turma da Liga da Justiça (Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantático e os Vingadores são da Marvel).

Segundo o blog oficial da editora, o novo símbolo brinca com a dualidade dos personagens. O “D descolando” é a máscara descobrindo a verdadeira facedo herói, representada pelo “C”. Uma referência direta e explícita ao conceito de identidade secreta, muito comum não só na DC, mas em praticamente todos universos de super-heróis. A nova marca aparecerá oficialmente nas capas das edições de março, nos EUA.

Para quem não lê quadrinhos e nem acompanhou as mudanças nos rumos da editora e des seus personagens, tudo se resume ao simples “gostei/não gostei”, baseado no “feio × bonito”.

Entre os fãs e leitores da empresa opinar sobre o assunto não é tão simples.  Nos seus mais ¾ de século de atividade, esta a mudança mais brusca na identidade visual da empresa. A DC sempre marcou seus produtos com suas iniciais dentro de um círculo, como um carimbo (exceto na versão de 1970). Símbolos de fácil entendimento, agilizando a procura nas bancas e livrarias.

Marcas anteriores da DC

A marca adotada em 1976, o grande ícone da DC, mesclou a forma clássica do simples carimbo redondo com a os emblemas que seus principais personagens ostentam nos uniformes.

 Já em 2005, tardiamente a editora resolveu aderir ao modismo da virada do milênio, tornado seu cículo elíptico e entortando suas letras. Embora a mudança pareça muito brusca, ela preserva todos os elementos do logo anterior.

A análise do novo logo não deve ser apenas visual. Não se trata só de atualizar um símbolo aos avanços tecnológicos ou aos contumes sociais da época. No ano passado a DC decidiu limpar os 75 anos do passado de seus personagens e fazer um reboot total. Todas as suas publicações voltaram à primeira edição. Até as mais antigas como Action Comics e a Dectetive Comics (que batiza a casa) que passaram do número 800 foram sumariamente zeradas.

Personagens clássicos foram descartados e outros novos surgiram. E, além da numeração, a história dos herois também foi reiniciada.

Está é uma aposta muito alta na renovação de público que pode expantar os leitores antingos. Finaceiramente falando, a mudança está funcionando. Muita gente se pergunta até quando. Será que um dia voltaram tudo como era antes? Ou essa é umaatitude sem volta? Impossível afirmar.

 E agora, para marcar esta nova época na editora, um novo símbolo é adotado. E, subjetivamente, podemos interpretar o “D descolando” como uma ,etaafórica virada de página. “a vida continua”. “Quem gostou gostou, e quem não gostos, azar”. O novo logo é praticamente irreconhecível, mas se adequa à grande mudança que tornou irreconhecível o novo Universo DC.

Como sempre aconteceu desde 1976, a marca da DC sempre apresentou a possibilidade de trocar o oficial azul marinho por outras cores, de acordo com a combinação cromática de cada capa. Isso continuará.

Nova marca da DC — variações de cores

A novidade que tem causado ira em muita gente, são as versões temáticas do logo. Elas não sejam pensadas para mídias impressas, apenas para vídeo (web, TV e cinema).

Resumindo a história: para quem lê DC Comics, gostar ou não do novoa logo depende exclusivamente de gostar ou não do reboot dos personagens. Exatamente por isso o novo símbolo não apareceu nas novas ‘edições número 1’ da casa.


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