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JODF — Portfólio online

14 de setembro de 2015 — 12:54

Outro metre que se vai por JODF
Assunto: Tipografia — Tags: , ,    

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Enquanto não é hora de embarcar, vou dar um rolê pelos terminais

Em novembro de 2014, passando pelo gigantesco Charles de Gaulle a caminho, as placas foram muito úteis na procura do terminal onde embarquei para Munique. Nem me importei se usaram Helvética ou outra fonte qualquer no projeto de sinalização.

Uma boa fonte tipográfica deve ser invisível. Não pode chamar a atenção para si. O foco deve estar totalmente no conteúdo informativo do texto. Todo mundo já disse isso, de todas as formas possíveis. Este é o princípio fundamental para se criar fontes desde os tempos de Gutenberg. E foi exatamente isso que aconteceu no aeroporto de Paris. Só que não usaram qualquer fonte naqueles terminais franceses. Nos anos 60, quando o aeroporto foi construído, encomendaram uma família tipográfica a Adrian Fruiger. O mestre suíço deu seu nome ao tal conjunto de caracteres.

A fonte Frutiger também foi usada num outro projeto gráfico muito importante: as cédulas e moedas de Euro.

Mesmo com este currículo, a Frutiger não foi o principal trabalho do suíço nessa área. Vaiando peso, largura e inclinação, ele criou a gigantesca família Univers, com mais de vinte membros. Existe praticamente uma para cada uso que se possa pensar para fontes sans-serif.

Adrian foi um dos principais tipógrafos do século XX (“um dos” porque o principal foi Ed Benguiat). Escreveu vários livros (Sinais & Símbolos é leitura obrigatória para todos os profissionais da área). E foi um dos principais nomes do design pós Bauhaus.

Ontem soube da sua morte pelo Facebook. Outro mestre que se vai…


27 de julho de 2015 — 18:40

Finalmente o tão prometido novo visual do blog está no ar por JODF
Assunto: Design, O Blog, Tipografia    

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Hoje finalmente me livrei daquele visual tosco que este blog tinha desde o nascimento!

Como foram pouco mais de seis anos com a mesma cara, preferi manter uma estrutura bem fiel ao que o blog sempre foi. Mesmo assim, temos muitas mudanças e novidades:

A primeira grande diferença que se nota é substituição daquele fundo gradiente por uma fotografia. O background agora trará a imagem mais recente que eu adicionar ao Flickr. Ainda não descobri como a troca automaticamente, então precisarei editar o CSS do tema manualmente (então já peço desculpas antecipadas se a imagem estagnar por um tempo).

Em seguida, deixei o blog bem mais largo do que era. O tema antigo foi dimensionado para caber numa tela 800px × 600px. Hoje ele adequá-se ao Full HD (1920px × 1080px) quanto a telas de tablet (faltam alguns ajustes). Além do redimensionamento, a área de conteúdo também herdou o espaço do menu lateral, que se tornou retrátil e migrou da direita para a esquerda. Aproveitei para aumentar as margens laterais dentro do fundo branco para aumentar o conforto visual. obviamente isso entortará vários posts antigos (mas não me preocuparei com isso).

Ainda na área de conteúdo, troquei a tipografia dos títulos, categorias, tags, autoria e datas.  Sai a Arial Bold e dá lugar à Neo Basto nos títulos e a Tuvalu Bold nas outras informações, ambas fontes desenhadas por mim (um dia escrevo sobre elas). E no corpo de texto, sai a Verdana  e entra a Arial.

O cabeçalho e o rodapé ficarão fixos e sempre visíveis da em diante. E saem os fundos pretos retangulares. Agora esses elementos se mesclam com a borda metálica.

À esquerda de tudo está a maior novidade: um novo menu animado com botões que levam ao meu portfólio, ao meu currículo profissional (PDF) e ao meu perfil no Linkedin. Como este menu também aparecerá no site portfólio, ele também trás acesso ao blog e seu RSS. Incluí a seguir links para o Flickr e o Instagram. E caso alguém queira contatar-me (ou mesmo contratar-me)  pode me chamar no Skype, me escrever um email ou me telefonar (este é o mesmo número do WhatsApp).

O novo tema ainda tem alguns problemas estruturais (que se apresentam diferentes em cada navegador), então ainda não será aplicado ao meu portfólio. Então site e blog continuam separados por enquanto.


16 de setembro de 2013 — 08:29

Um antigo mini documentário do Século XXI por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Cinema, Tipografia    

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Eu “tropecei” nesse vídeo no youtube. Ele documenta uma aula de impressão tipográfica numa faculdade londrina.

Apesar de ser gravado em 2006, o pequeno filme adota a mesma linguagem que dominou os mini documentários e cine-jornais de “mil novecentos e preto e branco”. E não foi só a linguagem estética, mas também a narrativa: um locutor imparcial, o depoimento mestre acadêmico como base do filme, cenas de “operários produzindo”, uma trilha sonora orquestrada e silêncio quando a mais alta tecnologia é mostrada.

Não posso dizer que este filminho expandiu ainda mais os meus horizontes sobre a tipografia. Mas o vídeo conseguiu me enganar um pouco. Por quase um minuto achei que realmente se tratava de material da primeira metade do século passado.


10 de julho de 2013 — 07:49

Uma médica que usa letras de verdade para receitar por JODF
Assunto: Tipografia    

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A final de contas, por que os médicos em geral escrevem tão ilegível? Muitos desenham “linhas sinuosas” onde é impossível identificar qualquer caractere. Parece até que eles se recusam a usar letras no receituário.

Não sei como escrevem outros médicos pelo mundo. Não sei como a classe se posiciona perante outras sociedades. Sei que aqui, os auto-intitulados “Doutores” se colocam acima dos “humanos comuns”. Se consideram melhores que todos nós. Isso reflete no seu comportamento, no descaso com seus pacientes. E isso leva a situações como os diagnósticos de “viróse” e as receitas ilegíveis.

Mas nem tudo está perdido: sábado fui atendido por uma médica que usa letras de verdade para receitar!

receita

Além de escrever legivelmente, ela escutou o que eu disse, mas me examinou antes de dar o diagnóstico. Fiquei muito feliz que nem todo médico é um “deus”.


31 de janeiro de 2013 — 07:56

O poster oficial da Copa por JODF
Assunto: Branding, Tipografia    

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Ontem, os “embaixadores da Copa” apresentaram o poster oficial da competição.

jpeg

Como diria um professo meu: “explorou-se bem a relação figura e fundo”. No centro do cartaz está o mapa do Brasil, delimitado ao leste, sul e oeste por duas pernas disputando uma bola. Além dessas figuras citadas, o mapa também se cerca de grafismos que representam o toda a diversidade do país e das cidades sedes.

Esses grafismos me lembraram a marca do grupo Unilever: um “U” composto por vários símbolos pequenos, representando os diversos ramos e atividades onde os braços da corporação atuam.

Não poderiam faltar a horrível família tipográfica, da marca oficial, sendo usada aqui nas informações textuais. E a prória “palm face” no canto inferior direito.

Pessoalmente, achei os pôsteres das cidades sede visualmente mais interessante. E, por favor, não me digam que “menos é mais” pois, apesar da maior parte da composição ser ocupada pelo fundo branco, os grafismos garantem o excesso de informação.


28 de janeiro de 2013 — 08:32

CAIXA-ALTA e caixa-baixa, o que significa isso de verdade? por JODF
Assunto: Tipografia — Tags:     

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MAIÚSCULAS e minúsculas, todo mundo sempre chamou assim a vida inteira. Mas com a “explosão” do design na última década, essas duas palavras simples substituidas por duas palavras compostas: CAIXA-ALTA e caixa-baixa, respectivamente.

Parece bem óbvio associar a palavra “maiúscula” com a palavra “alta” e “minúscula” com “baixa”. É tudo adjetivo referente a tamanho. Mas na verdade não é nada disso: o que realmente importa aí é a palavra “caixa”.

A palavra “caixa” não se refere à “letra”, mas às gavetas do móvel onde eram guardadas as fontes tipográficas. Na primeira gaveta guardavam-se as letras maiúsculas. Na segunda, as minúsculas. Na teceira, algarismos e outros símbolos. E assim sucessivamente. Ou seja, se os primeiros tipógrafos do mundo tivessem invertido a ordem dos compartimentos, “minúscula” seria “alta” e “maiúscula” seria baixa”.

Nos tempos dos tipos móveis de metal, além de peso, inclinação e largura (como ainda é hoje), as fontes de uma mesma família também eram distintas pelo corpo (ou altura). Então imagine o espaço que as oficinas de tipografia pecisavam para guardar tantas caixas de tipos.

Caixa alta de tipos Russos

Na falta de uma imagem de uma caixa (seja alta ou baixa) de tipos romanos, ilustrei este post com uma caixa-alta de uma fonte russa, pois era a única foto que eu tinha.


19 de setembro de 2011 — 17:44

O fim da Rota Bauhaus por JODF
Assunto: Arquitetura, Design, Lugares & Fatos, Tipografia — Tags: ,    

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Hoje concluí a última etapa do que denominei “a Rota Bauhaus”.

Dez dias atrás, em 9 de setembro, visitei o Gutenberg Museum, na cidade de Mainz. Vi várias prensas tipográficas, de gravura e litografia. Entrei no cofre onde estão duas bíblias de 42 linhas originais, impressas pelo próprio Gutenberg. Lá nasceu a tipografia e, de certa forma o design gráfico.

Na terça-feira passada, 13 de setembro, fui a Weimar, onde visitei o museu, comprei um Super Trunfo Tipográfico e almocei no campus da Bauhaus University.

Quinta e sexta-feira (15 e 16 de setembro), fui a Dessau, conhecer o lendário e icônico edifício Bauhaus. Dois dias para nunca mais esquecer.

E hoje, 19/09/2011, a última etapa: Bauhaus Archiv, em Berlin.

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Lá estão guardados a maior parte dos documentos e trabalhos originais produzidos na escola. Há também um pequeno museu de móveis e arquitetura. Confesso poderia ter mais coisas expostas lá.

O forte da Bauhaus de berlin é pesquisa. Gente do mundo todo vem consultar os arqauivos da Bauhaus e a biblioteca da Sociedade da Gestalt. É um a puta burocracia para pesquisar lá. Precisa até de carta autenticada de universidade para poder agendar uma visita. Quem sabe não volto um dia para escrever uma discertação ou uma tese?

Como a Bauhaus chegou fugida à Berlin, ela se instalou num galpão industrial e fechou suas portas antes que pudesse construir uma sede definitiva.

A escola acabou. Mas em seu lugar surgiu a “Sociedade da Gestalt”, que guardou e preservou seus arquivos nos últimos 80 anos. E acrescentou ainda em seu acervo material produzido no mudo todo sobre design e arquitetura, desde a década de 1930 até os dias atuais.

Algo interessante: existem peças tão icônicas que estão expostas nas três sedes.

Este passeio encerrou minha jornada pelos passos iniciais do design. Recomendo a todos que compartilham da minha profissão que quando puderem e se tiverem condições de fazer este percurso, façam. É muito gratificante.


13 de setembro de 2011 — 13:03

Comprei um “Super Trunfo Tipográfico” e almocei na Bauhaus por JODF
Assunto: Arquitetura, Design, Fotografia, Literatura, Lugares & Fatos, Tipografia — Tags: ,    

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O que temos para fazer hoje? Visitar o museu Bauhas! A casina na praça onde tudo começou.

E eu pensando que isto fosse a Bauhaus

De cara, assisti um vídeo contando a história da Bauhaus. Com dopimento de alguns professores, já bem velhinhos, gravados nos anos 60. O próprio Walter Gropius aparecia no filme. Apesar de falado em alemão e legendado em inglês, deu para entender muita coisa. Muito do que alí foi dito, não aprendi na faculdade.

Vamos à exposição. O museu é minúsculo, mas bem interessante. Muitos documentos originais da época da fundação da escola. Obras de arte assinadas por professores e alunos. E algumas peças de design produzidas na década de 1920, na Bauhaus.

Na saída, uma passadinha rápida pela lojinha. Muito mais interessante e barata que a loja do Museu do Gutenberg. Vários livros sobre a Bauhaus e vários assinados pelos professores da Bauhaus. Comprei um sobre a história da Bauhaus, da editora Taschen (aquela mesma do livrão sobre os 75 anos da DC), e um “Super Trunfo Tipográfico”. Missão cumprida em Weimar.

Então voltei para o albergue. E Checando meu Facebook, um recado de uma amiga que fiz pelo rede social. Patrícia de Paula, moradora de Weimar, estudante brasileira. Então ela me levou para conhecer a verdadeira sede da Bauhaus na cidade.

Foi aqui que oficialmente nasceu o Design!

Ao contrário do que sempre acreditei, a escola não nasceu numa casinha no meio da roça, mas num prédio imponente no centro da cidade. Com arquitetura muito ousada para a época. Com vidros curvos na fachada. Um lugar lindo. Então, ela me convidou a entrar.

As escadarias principais do prédio original

Um saguão maguinífico, belas escadarias, algumas obras da época, uma escultura doada aos fundadores pelo próprio Auguste Rodin, bustos de Walter Gropius e Henry van de Velde (os fundadores). Subimos  até o último andar. percorremos os corredores. Só não pude entrar em sala alguma neste prédio.

Então fomos a um segundo prédio . Inaqugurado na década de 20, foi a primeira expanção do campus. Lá funciona o curso de Artes e o curso de Design. Como cada turma tem aula durante o semestre todo na mesma sala, os alunos  tem chaves. A sala tem dois níveis; o inferior onde acontecem as aulas, e um superior de uso livre.

Em seguida fomos almoçar no bandeijão do campus. A comida não era das melhores. Mas e daí? Quantas pessoas você conhece que já almoçaram na Bauhaus, em Weimar?

Eu conheço duas: uma delas sou eu, e a outra não é você.


9 de setembro de 2011 — 14:44

Eu vi a bíblia de Gutenberg por JODF
Assunto: Arquitetura, Fotografia, Lugares & Fatos, Tipografia — Tags: ,    

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Depois de uma curta noite de sono, dois trens errados e um certo, cheguei a Mainz. Fui até lá para ver o que mudou a história da humanidade como, talvés nem a própria escrita ou a roda fizeram: prensa tipográfica de Gutenberg.

Parece um comentário exagerado, mas sem ela a escrita  , consequentemente, o conhecimento ainda seriam excluisividade de meia dúzia de monges enclausurados.  A importância desta prensa é tanta que Gutenberg é aclamado como a personalidade do segundo milênio, e a própria prensa, o invento mais revolucionário dos últimos 1000 anos.

Garoou o dia todo, e eu achava que havia decorado o percurso da estação até o museu, de tanto estudar o percurso no Google Maps. Mas acabei me perdendo ao cruzar a muralha que separa a cidade do rio Reno. Percorri uns 3 km pelo parque linear que margeia o rio. Uma visão muito interessante mas com bem menos aves que o rio Main.

Neste

Cheguei ao final do parque e fui parar na avenida principal da cidade. Então segui os mapas dos pontos de ônibus (bushaltestelle), até chegar ao museu. Um prédio histórico na frente, e um moderno que realmente abriga o museu.

Enfim, Gutenberg-Museum

A verdadeira fachada do museu

Comecei a visita pelo subsolo, algumas exposições temporárias de tipos não latinos. E enseguida, subi ao primeiro andar, onde havia várias prensas litográfica. Pena que é proibido fotografar. Equipamentos de centenas de anos de toda a Europa. Detalhes da preparação da pedra e da gravação da matriz. Impressão colorida, com direito a amostras e separação das camadas.

Na sala ao lado, gravura em meta. Água tinta, água forte, ponta seca, bisel, detalhando cada método de gravação. Máquinas para impressão. Tintas, amostras de tiragem. E um pouco de xilogravura também.

na seção seguinte, livros e códices barrocos e renascentistas. Impressões anteriores ao tratado de tordesilhas. Mapas-mundis, livros, folhetos. Tinha até um “manual médico” mostranto pontos e para ferimentos mortais em batalha. E o mais interessante: do mesmo jeito que temos diversos livros e manuais tipográficos, como os escritos por Cláudio Rocha, Adrian Frutiger e muitos outros, séculos atrás os impressores também tinham esses materiais de referência.

E na andar seguinte, a “especialidade da casa”: o acervo do “Cidadão do Milênio”.

Comecei pelas homenagens. Monumentos, copos, pratos, vitrais, impressos, histórias em quadrinhos e até brinquedos com a cara e/ou o nome de Johannes Gutenberg. Havia também uma maquete de Mainz na época que ele viveu.

Na sala seguinte, instrumentos, ferramentas e tipos originais usados pelo próprio. Foi então que descobri que a prensa não existe mais. Mas tinha um cofre (isso mesmo que vocêleu, um cofre) onde estavam expostas duas bíblias originais e outros trabalhos de Gutemberg. Mas resolvi deixar estes ítens para o final.

Percorrendo o andar, vi as técnicas de produção de tinta e de composição de práginas usadas por Gutenberg. Ornamentos, capitulates e textos eram entintados e impressos simultâneamente, nas respectivas cores azul, vermelho e preto. Por isso demou quase três anos para terminar uma tiragem de menos de 200 cópias, somando-se as em papel e em de pergaminho.

Ainda neste andar, encontrei um anexo com tipografia asiática. Matrizes chinesas em terracota. A produção de “tipos” em argila, madeira e metal, esquematizada em linhas de produção com bonecos. Uma caixa de tipos chineses original do século XVII. Litografias japonesas do século XIX.

Chega de enrolação: vamos ao cofre. Duas Bíblias de 42 Linhas absurdamente conservadas. Gela a espinha olhar para aquilo. Mais dois enormes livros, um do gênesis e outro do Novo testamento. Alguns missais e outros livros pequenos. Alguns caligrafados por Gutenberg. Sério mesmo, só estando lá para entender o que é ver a impressão original que mudou o mundo. Sem esta bíblia, provavelmente nem meu blog, ou mesmo a internet existiriam hoje.

Subindo ao proximo andar, vários livros de várias partes do mundo, com diverss técinicas, de todas épocas e para todos os públicos. Sem brincadeira: havia até um livro infantil alemão, que ensinava crianças a não comer renho, de uma forma lúdica.

E no último andar, mais alguns equipamentos recentes de impressão e uma ala dedicada à encadernação capa dura, com métodos artesanais e o uso de alguns recursos mais modernos como máquinas de costura.

E última seção do museu: uma seção dedicada aos suportes de impressão antigos. produção de papiro, papel e pergaminho. E derrepente me deparo co trê molduras com o um aviso “Bitte berühren!”.  PÇuxei o dicionário do bolso, procurei o significado. Não acreditando na minha tradução, abordei um funcionário do mseu e pergunte se realmente era permitido tocar naquelas três peças. “Ja” disse o homem.

Então tmidamente encostei a ponta do meu indicador direito sobre a primeira amostra. O senhor me encorajou então a tocar a palma toda da mão sobre as amostras. Isso foi legal pra caramba!

Depois de quase duas horas e meia, decidi ir embora. Mas antes passei na lojinha, a Gutenberg-Shop. Sinceramente, não tinha muita coisa legal a venda. Nem aquela réplica da prensa valia a pena. para não sair com as mão abanando, comprei quatro tipos de metal (J, O, D e F) e três selos de cera quente com bastões de cera.

Recomendo a todo mundo que seja ligado à area gráfica, editorial ou mesmo design a visitar o local. É uma experiência única.

Me despedi do museu, e resolvi explorar um pouco mais a cidade de Mongúcia (o nome português de Mainz). Me perdi pelo labirinto de ruas estreitas do centro centenário do local.

Vista da catedral da Mongúcia numa rua estreita do centro

Então a chuva começou a almentar e tive de voltar a Frankfurt.

Amanhã eu sigo viagem até München.


26 de agosto de 2011 — 08:12

Uma pequena prensa de Gutenberg por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Internet, Tipografia    

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O que não se encontra a venda na internt? Vejam o que acabei de achar a venda: Uma maquete funcional da lendária prensa de tipos móveis de Gutemberg.

O modelo em escala é totalmente funcional e desmontável. Feito em madeira maciça, é idêntica àquela que Johanes Gutenberg usou para imprimir sua famosa bíblia de 54 linhas, dando origem à era de disseminação do conhecimento. A peça mede 12,0 cm × 16,0 cm × 18,0 cm, então imagino que a única diferença para a original seja a falta dos tipos de chumbo.

Criada na década de 1450, a prensa tipográfica é consideradas por muitos (inclusive eu) como o principal invento do último milênio. Unindo técnicas de xilogravura à uma prensa para fabricação de vinho e letras feitas com uma liga de chumbo, Gutenberb desenvolveu uma forma rápida barata e eficiente de transcrever textos.

Embora há muito tempo esta seja uma tecnologia totalmente obsoleta, sua excência permanece a mesma na era digital: A partir de caracteres pré-concebidos, compor um texto que pode ser reproduzido quantas vezes forem necessárias. A diferença que hoje usamos fontes digitais OpenType e gravamos matrizes em chapas de metal ou imprimimos pequenas quantidades numa jato de tinta. E no meu caso, a invés de tinta e papel, isto que aqui escrevo, se multiplica nas telas de quem lê meu blog.

Para quem gostou da maquete,  ela está a venda no site do museu do Gutenberg (www.gutenberg-shop.de) e custa 39€90. Não sei se enviam para o Brasil.


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