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JODF — Portfólio online

20 de janeiro de 2016 — 18:26

E tem outra coisa… por JODF
Assunto: Literatura    

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e-tem-outra-coisaO desejo de Charlie Schulz para que seus personagens se aposentassem junto com ele me lembrou do sexto volume da Saga do Mochileiro da Galáxia, aquela que da questão fundamental da vida, do universo e tudo mais e Restaurante do Fim do Universo,  e que deu origem ao Dia da Toalha.

E tem outra coisa… foi lançado em 2011, dez anos após a morte do autor Douglas Adams e dezenove anos após a publicação de Praticamente Inofensiva. Um tal de Eoin Colfer escreveu este livro com a autorização dos herdeiros dos direitos autorais da saga. Nunca tive curiosidade de ler nem a sinopse. Só sei que dizem “que o escritor foi bem fiel ao estilo da obra original”.

Posso estar sendo muito “injusto” com este livro. A Saga do Mochileiro da Galáxia originalmente nasceu como um seriado numa rádio londrina, nos anos 70, e somente ao seu término chegou às livrarias. Não conheço a história do programa para saber se Adams contava com corroteiristas na produção (nem que Colfer seria um deles). Também não sei dizer se os dois autores se conheciam, se eram amigos ou se um era fã do outro.

Mas meu principal motivo do meu desinteresse tenha mais a ver com a conclusão da obra original. A série é conhecida como “a trilogia de cinco partes”. Os três primeiros volumes contam uma história única, contínua e com um final definitivo, o que é a definição exata de trilogia. Já no quarto volume há uma gigantesca reviravolta que reabre a saga de maneira bem surpreendente. E o quinto livro tem uma história totalmente independente, mas também totalmente fiel e coerente a tudo o que foi escrito antes. Porém, ao invés de criar um precedente para outras sequências, o quito volume tem um final muito mais definitivo que o terceiro volume. Então não sei dizer se eu leria uma sexta parte ainda que fosse escrita pelo próprio Adams.

Quando era moleque me ofendia muito se alguém “profanasse” algo que eu gosto. Hoje já não esquento a cabeça nem se o Latino fizer uma versão de alguma música dos Ramones. Então não condeno quem leu ou lerá E tem outra coisa… e nem convoco qualquer boicote a este livro, aos filmes do Snoopy ou O Despertar da Força, e nem quem já foi a algum show do Queen com vocalista convidado.


7 de setembro de 2015 — 16:59

O fim das enciclopédias por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Literatura — Tags: ,    

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Uma foto publicada por JODF (@jodf_) em

Terça-feira passada me livrei dos últimos disquetes, sábado foi a vez das enciclopédias.

Barsa, a famosa Enciclopédia Britânica, a coleção mais velha das três que havia em casa.Foi usada pelo meu pai no antigo Científico (uma das variedades de ensino médio da época).

A Conhecer era a mais legal. No lugar de verbetes em ordem alfabética possuía infográficos em páginas duplas demonstrando os assuntos. Outra diferença em relação às outras enciclopédias, ela não vinha completa, com todos os volumes de uma vez, era vendida em fascículos em bancas. Meu avô comprou todos e os mandou encadernar na época de escola da minha mãe e minha tia.

Já a Delta Universal é do meu tempo de escola. Meu professor da terceira série era vendedor da editora e vendeu a coleção para meus pais. Quase todos na escola, não só eu, tinha essa enciclopédia em casa. Era fácil de consultar, abrangente e atualizada. Até o Collor estava lá! Foi minha grande fonte de consulta por anos. Mesmo com a internet, quando já estava na faculdade, sempre em meus trabalhos exigiu-se bibliografia impressa (até teve uma professora no Mackenzie que proibiu especificamente consultas ao site historiadaarte.com.br). A Delta também foi minha grande fonte de alimentação de curiosidades. Sem sombra de dúvidas, esses livros de capas marrom foram muito importantes na minha formação.

Mesmo se não existisse internet, essas coleções já estavam completamente obsoletas. O mundo mudou muito no quarto de século que se passou desde a impressão da nossa Delta. As três coleções já estavam largadas num canto escuro e úmido da garagem há uns dez anos. Já não podíamos mais guardá-las.

Inicialmente tetamos vendê-las por valores simbólicos na internet. Ninguém se interessou. Depois de consultar alguns sebos, nos sugeriram doar a um asilo aqui próximo. A resposta da instituição informou que encaminharia os livros para a reciclagem, pois contava com internet para os idosos usarem livremente. Resolvemos então encurtar o caminho e destinar nós mesmos os livros à coleta seletiva.

No final da tarde de sábado, coloquei todos os volumes eme caixas na calçada de casa. No inicio da noite as três enciclopédias já não estavam mais lá. Agora ficou uma sensação de vazio, mas sem arrependimento. É como receber a notícia que alguém que você perdeu todo contato há muito tempo tivesse morrido a alguns anos. É uma parte significativa do passado que desaparece sem deixar rastros.


4 de setembro de 2014 — 22:13

Um museu muito sem graça por JODF
Assunto: Design, Literatura — Tags:     

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Sempre dizia “Os melhores museus temáticos que já fui são o de Valores do Banco Central, em Brasília, e o do Gutenberg, na Mongúcia, empatados em primeiro. Mas acredito que o da Língua Portuguesa deva ser melhor que os dois”. Sempre ouvi falar que o museu da Estação da Luz era um dos lugares mais fantásticos do mundo para se visitar.

Ontem, finalmente fui ao Museu da Língua Portuguesa. Após almoçar com um amigo, fomos até lá. E não é tudo isso. Na verdade, foi bastante decepcionante. Ele é bem pequeno e as atrações interativas não são tão interessantes quanto se anuncia.

A verdade é que o lugar carece de um acervo de museu, ou seja, coisas velhas. Poderia ter edições raras de livros emblemáticos. Faltam pertences poetas e escritores históricos. Enfim, tentaram tanto distanciá-lo de um museu tradicional que o que existe ali não é um museu. Tudo o que há no local poderia ser facilmente viajar pelo país, como uma exposição itinerante.

No terceiro andar, era exibido o curta “A Origem da Linguagem”, que era tão pouco instrutivo que pensei ser apenas a introdução do filme. Na sequência, “uma experiência sensorial única”, com projeções no teto e “leituras famosas”, chato o suficiente para eu apagar.

A única coisa realmente interessante no museu é a linha do tempo da Língua Portuguesa. Mas, como já disse, é algo que poderia viajar pelo Brasil, ao invés de ficar parado na Estação da Luz.

Linha do tempo da Língua Portuguesa


25 de maio de 2014 — 21:26

Feliz Dia da Toalha de Micro-Fibra por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Literatura — Tags: ,    

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Feliz dia da Toalha!

Só percebi hoje que o Dia da Toalha coincidiu com as minhas férias.

Uma coisa que notei logo em Lima: a nova tendência ente mochileiros e alberguistas é a toalha de micro-fibra.

No ano passado, em Ushuaia, coloquei aquela minha toalha que comprei em Frankfurt para secar no aquecedor a gás. O calor da chama foi tão forte que fez um buraco nela.

Então, para a viagem deste ano, precisei de outra toalha. Resolvi comprar uma como as que uso na academia (uma de micro-fibra), só que maior.

As toalhas de micro-fibra absorvem mais, secam mais rápido e ocupam bem menos volume, apesar de não terem a mesma textura das toalhas de verdade.


10 de março de 2014 — 11:34

Ainda quero ler “O Farol no Fim do Mundo” por JODF
Assunto: Literatura — Tags:     

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Lá está o Farol do Fim do Mundo

Ainda quero ler “O Farol no Fim do Mundo”, desde o dia que tirei esta foto. Porém, com a dificuldade de encontrar o livro, a vontade acabou adormecida. Mas ontem a noite, conversando com uma amiga no Facebook, a vontade reavivou.

Andei pesquisando um exemplar para compra hoje de manhã. Encontrei uma edição de 2005 (com cara daquelas versõs resumidas para escola). Mandei um email para a editora perguntando se este volume tem a história completa ou um resumo. Tomara que seja a completa, se não continuarei caçando o livro.


19 de agosto de 2013 — 18:30

“O Restaurante do Fim do Universo” por JODF
Assunto: Literatura, Lugares & Fatos, Outros/Diversos — Tags: ,    

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Primeiramente, aqui é o Fim do Mundo, não do Universo. Depois, não era o último restaurante de Ushuaia e nem o mais autral (por isso as áspas). Mas como o post de ontem teve em seu título uma referência literária, hoje não perderia a chance de citar a Saga do Mochileiro.

Hoje “tirei o escorpião do bolso” e entrei numa das churrascarias de Ushuaia: Parrillada de Vaca e de Cordero da Patagonia. Este foi o meu almoço de aniversário.

Meu presente: Parrillada de Vaca e de Cardero


6 de maio de 2013 — 08:23

Se você não sabe o que procura, nunca saberá quando encontrou por JODF
Assunto: Literatura, Outros/Diversos    

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Semana passada, após postar minha conclusão sobre a Lei de Murphy, lembrei de outra conclusão que chegara tempos atrás sobre outra coisa normalmente distorcida e incopreendida pela maioria das pessoas que conheço: “A resposta para a questão fundamental da vida, o universo e tudo mais é 42 ”.

Muito antes de eu ler o primeiro volume da Saga do mochileiro da Galáxia, todos que me falavam sobre a série simplificava a frase acima como “ Qual é o sentido da vida? 42”. Percebe como isso muda tudo? Isso transforma a sentença mais importante da história Arthur Dent e seus colegas de aventura num bordão sem sentido.

Prefiro deixar para outro dia os detalhes do que aconteceu com os protagonistas da saga e me concentrar apenas no que disse o Pensador Profundo, o computador construído para calcular a resposta para a questão fundamental da vida, o universo e tudo mais. Após milhões de anos de processamento, bilhões de seres por toda a galáxia se reuniram para ouvir a resposta: “42”, apenas “42” e nada mais.

Como assim? O que isso quer dizer? Isso não faz sentido algum! Então o Pensador Profundo retruca que o problema não está na resposta, mas na pergunta. Segundo ele, para que “42” faça sentido como resposta, o questão fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais deveria ser claramente formulada.

Nesse momento concluou o que Douglas Adams (o autor da série), e não o Pensador Profundo, quis dizer foi que: se você não sabe o que procura, nunca saberá quando encontrou. Ou seja, não adianta procurar sentido no número 42 (coincidentemente é o tamnaho que calço), ele em si pode  ser o que cada um quiser que ele seja. Poderia ser 24, 52, 69, 138, 2013 ou qualquer outro, se não faz sentido para você, são apenas números aleatórios.

Então qual seria a questão fundamental da vida, o universo e tudo mais? Isso o Pensador Profundo não respondeu. Mas deu as instruções para a construção de outro supercomputador, ainda mais inteligente e complexo que ele para calcular a resposta. Seria um computador gigantesco, do tamanho de um planeta, coberto de rochas, água e vida orgânica, e envolto numa camada de de gases como Nitrogênio, Dióxido de Carbono e Oxigênio, que levaria outras centenas de milhões de ano para computar a pergunta correta. Seu nome: Terra.

Isso mesmo: viver no Planeta Terra é uma busca constante pela questão fundamental da vida, o universo e tudo mais. Embora para a maioria das pessoas esta não seja uma procura consciênte, cada um quer que suas ações e propósitos tenham sentido. Todos os terráquios (não só os humanos) têm algum objetivo, seja apenas se reproduzir, seja dominar um ecossistema, ou viajar ao espaço sideral.

Ou seja, a questão fundamenta é diferente para cada ser. Então “42” provavelmente só fará sentido à pessoa que perguntou diretamente ao Pensador Profundo qual era a reposta para questão fundamental. Talvez, se ele ainda estivesse vivo e presente no momento em que o potente computador se pronunciou, saberiamos realmente o que é realmente “42”.

Falando um pouco sobre o 42:  número se tornou tão emblemático entre os fãs da série que foi usado numa interessantíssima homenagem ao criador da série. 42 dias após a data de falescimento de Douglas Adams é comemorado o Dia da Toalha (25/05).


25 de maio de 2012 — 08:12

Feliz Dia da Toalha! por JODF
Assunto: Literatura, Lugares & Fatos — Tags:     

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Feliz dia da Toalha!

Comprei esta toalha no dia 8 de setembro do ano passado. Na ocasião escrevi um curto post chamado “Tenha sempre uma toalha”. Nele eu desabafei rápidamente sobre o sufoco de querer tomar um banho e não ter como me enxugar num país cujo o idioma oficial não possui uma palavra específica correspondente à toalha. E este é o “pano de ducha” (esta é a expressão correspondente a “toalha de banho em alemão) que comprei por lá.

Não a fotografei na época. Tirei esta foto ontem a noite no banheiro de casa especialmente para este post no banheiro de casa. Apesar de ser grande e super absorvente, não uso ela no dia a dia. Guardei-a como lembrança da viagem.

Porém, hoje faltam exatamente 15 dias para minha próxima viagem de férias. Não decidi se levo esta o se compro outra na primeira cidade que chegar e inicio “uma nova tradição de lembranças de viagens em estilo mochilão”.

Aliás, por conta desta nova viagem comeceia ler ontem O Guia do Mochileiro das Galáxias, romance de ficção científica do britânico Douglas Adams, adaptado para o cinema anos atrás. Neste livro a importância da toalha para quem cai na estrada é bem esclarecida. Segundo Adams:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido ao seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jangla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmoreadas de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode debaixo dela sob as estrelas brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e usá-la para lutar num combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (uma nimal estonteantemente burro, que acha que se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e, naturalmente, pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver relativamente limpa.
Guia do Mochileiro das Galáxias, página 27 (1979)

Ele ainda cita diversos fatores psicológicos e sociais para se ter uma toalha sempre a mão no contexto do “mochilão galáctico”.

A série é composta por cinco volumes e narra as andanças espaciais do último sobrevivente humano, após a destruição do seu planeta natal, a Terra. A bem-humorada coleção O Mochileiro das Galáxias criou uma legião de dezenas de milhões de fãs ao londo das suas três décadas de existência.

Após a morte de Douglas Adams, em 2001, seus fãs decidiram homenageá-lo de uma forma bem humorada: foi criado então o Dia da Toalha. Todo ano, em 25 de maio, 42 dias após o aniversário de falecimento de Adams, os leitores do Mochileiro saem de casa carregando uma toalha. Uns amarram no pescoço como uma capa. Outros usam como turbante. Há quem simpesmente dê um nó na alça da mochila. Enfim, cada um inventa um jeito para incorporá-la no seu visual. Mas, como mal comecei a ler o livro (cheguei só no quinto capítulo até agora), e tenho um preventivo senso do ridículo, não saí de casa nem com a toalha da foto acima, nem com nenhuma outra.

Me desculpem os mais fanáticos fãs, mas minha homengem neste post é a toalha em si. Um objeto comprovadamente, por mim, indispensável para qualquer mochileiro do universo, como muito bem decreveu Douglas Adams.


9 de maio de 2012 — 08:35

O Homem de La Mancha por JODF
Assunto: Literatura    

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Quando estava me aproximando do início da minha monografia, entre os livros técnicos e de referência que começara a ler, incluí um clássico universal de origem espanhola. Era um daqueles títulos que todos ouvimos falar sempre muito bem, mas nunca conecemos alguém que realmente leu. O nome era Dom Quixote de la Mancha, escrito por Miguel de Cervantes e publicado em 1605.

a versão original, cujo o nome  era El ingenioso hidalgo Don Qvixote de La Mancha, fora publicado em duas partes. Posteriormente foi reorganizado em três volumes. Mas escolhi essa versão laranja aí do lado, com bem menos páginas mas preservando bem o conteúdo, e era ilustrado com as gravuras de Gustave Doré.

Era um momento de transição na minha graduação. Hora de desenvolver um projeto complexo sozinho. Era o final do sexto semestre e em dois meses começaria o desenvolvimento de uma Fonte Tipográfica para Legendas de Tradução de Vídeo. Minha preocupação maior era estudar legibilidade, leiturabilidade, anatomia tipográfica, aprender a usar programas de geração de arquivos True Type, Pos Script e Open Type. Por isso quis conecer o “doido que enfrentava moinhos”.

Pra falar a verdade, não me lembro se tinha grandes espectativas ou se leria só pra falar que li. Mas foi uma experiência muito interessante. Devo dar crédito também ao tradutor, Ferreira Gullar, pela leitura empolgante.

Nunca li nada que transmitisse as emoções dos personagens tão bem. Quando Dom Quixote ri, você ri junto. Quando ele parte pra luta você se empolga e torce por ele. Quando ele se dá mal você fica chateado. Quando ele tem dor, você sofre junto. Quando ele se entedia, dá vontade de largar o livro.

Aficcionado por literatura de cavalaria, um velho fidalgo, com seus quarenta anos, veste uma armadura velha e decide sair pela Espanha, mentado no seu pangaré, para ajudar os fracos e salvar as donzelas. Ele contrata um ingênuo vizinho para ser seu escudeiro. Sancho Pança, montado em seu burrico, sempre leal, o único a acredita nele.

Como disse a um amigo (o qual obriguei a ler o livro), Dom Quixote foi o primeiro “RPGista Cosplay da História”. A obra ostra-nos como, mesmo que todos digam que não, muitas vezes abrir a mente e se entregar a insanidade (desde que não se prejudique ninguém) torna o mundo mais leve sobre nossos ombros.

Todos precisamos de diversão. Não precisamos exagerar como este fidalgo espanhol. Mas precisamos de diversão para viver.


13 de setembro de 2011 — 13:03

Comprei um “Super Trunfo Tipográfico” e almocei na Bauhaus por JODF
Assunto: Arquitetura, Design, Fotografia, Literatura, Lugares & Fatos, Tipografia — Tags: ,    

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O que temos para fazer hoje? Visitar o museu Bauhas! A casina na praça onde tudo começou.

E eu pensando que isto fosse a Bauhaus

De cara, assisti um vídeo contando a história da Bauhaus. Com dopimento de alguns professores, já bem velhinhos, gravados nos anos 60. O próprio Walter Gropius aparecia no filme. Apesar de falado em alemão e legendado em inglês, deu para entender muita coisa. Muito do que alí foi dito, não aprendi na faculdade.

Vamos à exposição. O museu é minúsculo, mas bem interessante. Muitos documentos originais da época da fundação da escola. Obras de arte assinadas por professores e alunos. E algumas peças de design produzidas na década de 1920, na Bauhaus.

Na saída, uma passadinha rápida pela lojinha. Muito mais interessante e barata que a loja do Museu do Gutenberg. Vários livros sobre a Bauhaus e vários assinados pelos professores da Bauhaus. Comprei um sobre a história da Bauhaus, da editora Taschen (aquela mesma do livrão sobre os 75 anos da DC), e um “Super Trunfo Tipográfico”. Missão cumprida em Weimar.

Então voltei para o albergue. E Checando meu Facebook, um recado de uma amiga que fiz pelo rede social. Patrícia de Paula, moradora de Weimar, estudante brasileira. Então ela me levou para conhecer a verdadeira sede da Bauhaus na cidade.

Foi aqui que oficialmente nasceu o Design!

Ao contrário do que sempre acreditei, a escola não nasceu numa casinha no meio da roça, mas num prédio imponente no centro da cidade. Com arquitetura muito ousada para a época. Com vidros curvos na fachada. Um lugar lindo. Então, ela me convidou a entrar.

As escadarias principais do prédio original

Um saguão maguinífico, belas escadarias, algumas obras da época, uma escultura doada aos fundadores pelo próprio Auguste Rodin, bustos de Walter Gropius e Henry van de Velde (os fundadores). Subimos  até o último andar. percorremos os corredores. Só não pude entrar em sala alguma neste prédio.

Então fomos a um segundo prédio . Inaqugurado na década de 20, foi a primeira expanção do campus. Lá funciona o curso de Artes e o curso de Design. Como cada turma tem aula durante o semestre todo na mesma sala, os alunos  tem chaves. A sala tem dois níveis; o inferior onde acontecem as aulas, e um superior de uso livre.

Em seguida fomos almoçar no bandeijão do campus. A comida não era das melhores. Mas e daí? Quantas pessoas você conhece que já almoçaram na Bauhaus, em Weimar?

Eu conheço duas: uma delas sou eu, e a outra não é você.


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