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28 de setembro de 2015 — 21:57

A música que acaba com a festa por JODF
Assunto: Outros/Diversos, TV    

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Certa vez vi na TV a Glória Kalil, aquela consultora de moda e etiqueta, dando dicas sobre aniversários. Alguém perguntou a ela qual a melhor forma de impor horário para o fim da festa. A resposta foi “os convidados começam a ir embora após cortar o bolo”. Ou seja, cantar parabéns acaba imediatamente com a festa.

Desde mais ou menos meus treze ou quatorze anos, não suporto “Parabéns pra você”. Nem ouvir  e nem cantar! Ô musiquinha chata…  Isso que a versão que conhecemos é uma tradução de uma original ainda mais sacal em Inglês (com um único verso que se repete indefinidamente).

Seja numa festa de criança ou adulto, fico de boca fechada e não bato palmas. Lembro-me no ensino médio, um professor e alguns colegas começaram a cantar parabéns para mim, e eu saí de fininho durante a homenagem. Num emprego, onde o pessoal comprava um bolo para contar na hora do almoço sempre que um colega fazia aniversário, quando chegou o meu dia, tirei a manhã para fazer serviços na rua e voltei só no meio da tarde (mas não escapei: o pessoal invadiu a minha sala cantando no final do expediente).

No último sábado, aconteceu a festa do primeiro ano da minha sobrinha aqui em casa. Coincidentemente naquela noite, o Cartoon Network exibiu o episódio “Concurso de Canções de Aniversário”, de Apenas um Show. Nesse capítulo Mordecai e Rigby participam de um concurso que escolheria uma música substituta para “Parabéns pra Você”. No desenho, muita gente ficava irritada ao ouvir a canção tradicional. A nova versão, composta pelos protagonistas, emociona todos que a ouvem (mas nós só a conhecemos no final do episódio).

ALERTA DE SPOILER: Durante a final concurso, surge uma figura humanoide macabra com cabeça de bolo: é o próprio “Parabéns pra Você”. Ele canta a sua tradicional canção e hipnotiza a plateia. Enfim, Mordecai e Rigby apresentam sua versão audível ao telespectador (a versão em Português é bem mais legal que a em Inglês). A galera se contagia e sai do transe. O cabeça de bolo amaldiçoa a dupla e se retira.

Ao longo dos tempos, muita gente tentou substituir “Parabéns pra Você”. Com certeza, a Xuxa foi a mais bem sucedida na missão. Mas a versão de Apenas um Show é a mais legal que já ouvi.


26 de agosto de 2015 — 14:06

A compra do Cubo Dínamo por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags:     

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No último post falei sobre o cubo dínamo que comprei, como o descobri e como funciona. Hoje falarei das coisas desagradáveis deste processo.

A própria forma como descobri o produto já é um grande problema. Precisei atravessar o mundo literalmente para descobrir que existia um cubo capaz de gerar eletricidade. Pior, este sistema é algo que uma criança de oito anos aprende na escola como usá-lo, lá na Bavária. Sei que muita gente pensa numa hora dessas “ah mas Europa é outra história”. Mas por que precisa ser assim? Estou falando de um produto fabricado na indonésia, de uma marca japonesa, sinônimo de qualidade e confiabilidade em componentes de bicicletas e que possui sede própria no Brasil.

Muita gente se gaba por comprar produtos na internet em sites estrangeiros. Vários desses “importadores” se orgulham por conhecer “as manhas” para burlar a fiscalização aduaneira. Esse processo de international e-commerce parece ser um ótimo exercício para reforçar o Complexo de Vira-Lata que uma parte da classe média insiste em conservar: ter algo que ninguém no Brasil tem (porque “aqui é um país atrasado”).

Muitas vezes, tal produto até existe oficialmente por aqui, “mas comprar fora fica mais barato, porque os impostos são muito altos”. A todos que chegam a esta simplória conclusão, pergunto se vocês sabem a tributação se dá de acordo com a relevância do produto (quanto mais fundamental, menos imposto) e é proporcional ao valor da mercadoria, ou seja, o que é barato paga menos imposto do que o que custa mais caro (a taxa é percentual, não é um valor fixo imutável)? Para não restar dúvidas, a regra primordial para formulação de preços, qualquer coisa vale exatamente o quanto o consumidor está disposto a pagar. Se você joga o preço para cima e as pessoas pagam, ele se sustenta caro, se não ele cai até um patamar mais aceitável.

Outro problema em potencial: e se o meu cubo dínamo não estivesse funcionando? Não adiantaria eu contatar a Shimano pois, apesar de ser a fabricante, como ela não distribui o produto oficialmente no Brasil, não tem obrigação de cumprir garantia ou de oferecer uma rede de suporte técnico (mesmo que eu pague pelo conserto).

Até encontrei uma ou duas bicicletarias brasileiras oferecendo o cubo dínamo na internet, mas nenhuma oferecia as luzes para ligar nele. E, possivelmente, essas lojas tsmbém devem traser o produto como contra-bando e e não fornecem nota fiscal ou garantia. Então optei mesmo pela compra na loja alemã, que não colocou nenhum tipo de proteção às mercadoria dentro da caixa, apenas as embalagens originais.

O pacote chegou às minhas mãos destruído! “A mas a culpa não é dos Correios Brasileiros ou da Receita Federal?”. Não, as fitas adesivas com o logo da loja estavam intactas e o pacote não foi tributado nem pelo valor declarado na nota fiscal que estava fora da caixa. Os Correios Brasileiros ainda colocaram a caixa destruída dentro de um saco plástico para que nada escapasse ao papelão destruído. A culpa foi da loja mesmo que pensou “é para a SudAmerika então foda-se”.

Depois de buscar a roda já com o cubo instalado numa bicicletaria de minha plena confiança (onde os funcionários não tinham a mínima ideia da existência da peça), não consegui fazer as luzes acender. Nas respectivas embalagens não contatavam manuais de instalação ou informações básicas sobre voltagem ou potência elétrica. Peças alemãs, fabricadas na Alemanha por um fabricante alemão. Não sei o que diz a legislação europeia (ou a alemã), mas a nossa obriga o fabricante a fornecer instruções e informações técnicas básicas.

Por fim, acessando o site da Busch & Müller (B+M), na sessão de “perguntas frequentes” descobri que a possível causa do não funcionamento seria o uso de um dispositivo estabilizador que protege a lanterna traseira de sobrecarga elétrica. A peça de segurança veio junto com o dínamo, ou seja, a própria Shimano recomenda o seu uso. Mas a B+M obriga a sua remoção completa e não garante claramente se a lanterna tem um dispositivo interno de proteção.

Após remover o estabilizador da Shimano as luzes acendem. Mas não se apagam ao desligar o interruptor. Não há informação sobre isso nem na embalagem e nem site (já procurei nas perguntas frequentes e nada consta). O motivo mais plausível saiu do vídeo postado no site da bicicletaria alemã: as luz se mantém acesas por um tempo quando a roda para, isso mantém o ciclista visível num semáforo fechado. Imagino então que, após sessar a alimentação elétrica, as luminárias descarregam as suas baterias internas para não viciá-las. É só uma especulação, não tenho como saber ao certo se é isso ou algum defeito.

Para coisas assim, o brasileiro se acomodou a colocar a culpa no governo (seja qual for legenda no poder). Mas eu prefiro responsabilizar, exatamente nesta ordem: os fabricantes, a maior interessada em divulgar o seu cubo dínamo é própria Shimano, o mesmo vale para as luzes; os fabricantes de bicicletas, Por que a Caloi, por exemplo, não oferece a peça como diferencial de alguns modelos?; as bicicletarias que devem se atualizar sobre tecnologias disponíveis e negociar a distribuição dos produtos junto aos fornecedores. Não sei em que posição entrariam, mas os cicloativistas também teriam um lugar nesta lista, pois todos eles se gabam de suas U-Locks importadas, mas nunca vi qualquer um levantar a questão da disponibilidade da trava ou qualquer item de segurança no Brasil.


4 de agosto de 2015 — 21:19

O pôr do Sol judiaiense por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags:     

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Outro pôr do Sol em Jundiaí

Esta é a vista da minha janela em todo final de tarde. Depois disso o céu fica vermelho, passando gradativamente para um azul que vai escurecendo até que a noite tome conta total.

Falando assim parece igual a qualquer outro pôr do Sol em qualquer lugar do mundo. Mas não sei se é o costume ou se realmente Jundiaí tem realmente um crepúsculo único, com um belo espetáculo de cores. Em nenhuma dos lugares ao redor do mundo onde estive encontrei um entardecer que se compare ao daqui, seja visto da minha janela, do Parque da Cidade ou de qualquer outro ponto do município (e não sou o único com essa opinião).

Não espero que esse seja o mais belo pôr do Sol do mundo. Imagino que haja muitos outros mais espetaculares por aí (talvez até em uma das cidades onde já estive). Mas por enquanto, isso é o que Jundiaí tem de melhor que o resto do mundo.


11 de julho de 2015 — 23:09

Alguém se lembra do Edsinho? por JODF
Assunto: Cinema, Design, Fotografia, Outros/Diversos — Tags:     

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Se não me engano, foi no sétimo semestre que tivemos a disciplina de Animação. A classe foi dividia em grupos de cinco elementos. O professor propôs que cada membro escrevesse um story line (base de uma história em poucas palavras) e ele escolheria um para a equipe desenvolver ao longo do semestre.

Meu story line: “partes de um corpo se juntam formando um ser”. E este foi escolhido pelo professor.

A partir daí começamos a discutir o roteiro final, o material usado e como seria o personagem.

No meu grupo estava um colega chamado Edson. Um japonês de cabelo tigela com luzes e lentes de contato azuis. Ele trabalhava no Bradesco, então estava sempre de terno. Era um daqueles sujeitos que quase nunca assistia aula, sempre alguém assinava a lista de presença por ele. Só aparecia em dia de prova ou entrega de trabalho. Uma característica marcante nos seus trabalhos de desenho, ilustração e quadrinhos era a sua versão cartum. Claro que a galera não demorou a batizar o simpático personagem de Edsinho.

Escolhido o personagem, fomos atrás de material. Numa das papelarias da rua Maria Antônia compramos uma barra de plastilina (a versão adulta da massinha escolar). Compramos apenas massa branca e conseguimos algumas cores com um pessoal de outra classe.

Aproveitando uma sobra de massa, resolvemos criar um elemento surpresa para o final do vídeo.

No dia da filmagem, um dos colegas, que desde o início demonstrou contrariedade por não ter a sua ideia escolhida, não me deixou nem chegar perto da mesa de animação ou mesmo operar a câmera. A mim restou apenas fazer a contagem de quadros (e mesmo assim o colega se recusou a confiar nos meus números). No meio do trabalho, o operador da câmera trocou de lugar comigo (ele foi um grande amigo durante o curso todo).

No final do trabalho fiquei com o boneco do Edsinho.

Esta semana decidi resolver essa frustração de mais de uma década. Armei o tripé e a câmara sobre uma mesinha de cabeceira e peguei o boneco. Refiz a filmagem sozinho na sexta feira. A noite a animação já estava no YouTube em full HD. Por causa do ressecamento da massa, o Edsinho não pisca mais na versão 2015.


24 de abril de 2015 — 20:28

O Cardápio do primeiro dia do Monsters. por JODF
Assunto: Outros/Diversos, Rock n Roll — Tags:     

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Basicanente, este é o cardápio de amanhã. Sei que é quase nada saudável, mas é o que permitem entrar no Anhembi.

Amanhã cedo comprarei um pacotinhos de amendoim no caminho. Falta proteína nisso aí.

Na verdade nem sei se deixarão as garrafas entrarem. Eu terei de pagar o olho da cara nos copinho que eles vendem.

Mas que se foda! O cara que eu verei amanhã come morcego e cheira careira de formigas.

por João Otavio Dobre Ferreira no Flickr.

Basta clicar neste link para ver e comentar (foto):
Basicanente, este é o cardápio de amanhã. Sei que é quase nada saudável, mas é o que permitem entrar no Anhembi.


18 de março de 2015 — 23:34

Liberdade do opinião por JODF
Assunto: Outros/Diversos, Quadrinhos    

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Em 1990, o Coringa atirou em Bárbara Gordon, a Batmoça (ou Batgirl) original. Na clássica história, A Piada Mortal, escrita pelo “perturbado” Alan Moore, o “Palhaço do Crime”, aleijou a jovem heroína, na porta de seu próprio apartamento, e a sequestra. No cativeiro, ele a tortura (o roteiro não deixa explícito, mas há forte insinuação de abuso sexual). O objetivo de toda essa barbárie era enlouquecer o pai da garota, o comissário de polícia de Gotham City, Jemes Gordon.

De todas as tragédias que se abateram sobre os principais super-heróis (tanto da Marvel, quanto da DC), essa sempre pareceu a mais definitiva de todas. O personagem Bárbara Gordon foi reformulado tornado-se uma hacker estrategista. Sob o codinome Oráculo, a agora paraplégica moça, tornou-se a principal estrategista do time do Batman, um apoio importante para a Liga da Justiça e líder de uma equipe só de mulheres, as Aves de Rapina.

Já no século XXI, outras garotas assumiram a identidade de Batgirl (o nome “Batmoça” foi definitivamente aposentado), sempre com a benção de Bárbara. Ou seja, foi uma tragédia realmente absorvida e bem resolvida dentro do Universo DC.

Observação: a morte do Flash da Era de Prata, Barry Allen, durou muito mais tempo que o período do que o período na cadeira de rodas vivido pela Batmoça. Mas Barry Além não foi assassinado, fez um heroico sacrifício para salvar o Multiverso (todas as realidades alternativas da DC Comics), durante a saga Crise nas Infinitas Terras.

Não me lembro quanto tempo exatamente faz que abandonei a leitura de quadrinhos. Foi depois da editora DC zerar o seu Universo. Visando atrair uma nova geração de leitores, a empresa reiniciou o histórico de todos os seus personagens. Nesse novo contexto, a tragédia de Bárbara Gordon foi apagado e ela voltou a ser a Batgirl.

Hoje a revista Batgilr é voltada para o público feminino adolescente.

Este mês, a DC comemora os 75 anos da primeira aparição do Coringa. Como é de praxe, alguns desenhistas foram convidados a criar capas variantes para as principais publicações ligadas ao personagem homenageado. Para desenhar a capa extra da 41ª edição da nova revista da Batgirl, a editora convocou o brasileiro Rafael Albuquerque, que resolveu relembrar a Piada Mortal (ver a arte à direita deste post).

Porém, a divulgação prévia da arte gerou muitas queixas nas redes sociais de entidades ligadas à luta por direitos femininos. A capa acabou não sendo publicada e muita gente contra-atacou acusando a editora de censura.

Hoje, no UOL, li uma entrevista do próprio Rafael Albuquerque esclarecendo o caso (http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/18/a-industria-de-hq-sempre-foi-machista-diz-brasileiro-de-capa-da-batgirl.htm?fb_ref=Default).  Segundo o artista, ele mesmo pediu à editora que reconsiderasse a publicação da homenagem ao Coringa.

Albuquerque não quis nem saber quem tem razão. Ele apenas se deu conta o quanto a sua criação ofendia muita gente. Garotas de 14 a 17 anos não tem obrigação de conhecer histórias escritas uma década antes delas nascerem. Um produto que objetiva aumentar a autoestima dessas meninas jamais deveria trazer uma imagem tão pesada estampada na capa.

Segundo Rafael Albuquerque, “a Liberdade de Expressão deve vir acompanhada de responsabilidade”. Eu acrescento que a Liberdade de Expressão não se sobrepõe ao Direito à Opinião. E, a qualquer momento, qualquer um pode repensar seus conceitos.

Nessa época, que o Brasil vive um racha ideológico (que beira o radicalismo), deveríamos ter o mesmo bom-senso que o Rafael Albuquerque teve. Isso nos ajudaria a resolver logo a crise moral que estamos passando e que está contaminando a nossa economia.


3 de fevereiro de 2015 — 22:59

Longe do buraco por JODF
Assunto: Fotografia, Outros/Diversos — Tags:     

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Hoje a Estação Pinheiros saiu da minha rotina: fui transferido para a Avenida Paulista. Este é o meu terceiro ou quarto lugar preferido em São Paulo. Mas a ideia de trabalhar ali me empolgou totalmente.

Mais que um símbolo, a Paulista é um lugar completo. De muambas contrabandeadas a roupas de todo tipo, pouca coisa não pode ser encontrada nos poucos quilômetros da avenida mais elevada do centro da Capital. Minha única dificuldade lá é equilibrar bolso e nutrição. De resto não tenho do que reclamar.

Além disso, a Paulista é rica em arquitetura, design e gente. É ótima para fotos!

Hoje começa uma nova etapa


13 de janeiro de 2015 — 17:53

O parque ao lado por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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No dia 11 de dezembro, o meu último em Paris, andei bastante e aleatoriamente pelo centro da cidade. Esse é um ritual de despedida que faço em quase toda cidade por onde passo.

Voltando ao hostel, decidi finalmente entrar num parque que ficava ao lado. A praça Georges Brassens, onde todo domingo acontece uma feira de livros usados. Não importava o caminho que fazia para sair ou chegar, eu sempre passei na frente dele.

A proximidade do inverno faz o céu fechar e o dia acabar mais cedo. As árvores já estavam quase sem folhas. O pequeno lago central estava vazio. Adolescentes zoando. Algumas crianças brincando. Adultos jogando ping-pong em mesas de granito. Muitos corvos (e uma senhora alimentando-os). O lugar tinha um ar bem sinistro. A noite deve ser assustador.

Mas com tudo o que vi ali, no verão deve ser um ótimo lugar. Escola de teatro de um lado. Um teatro de marionetes do outro. Muitos bancos e árvores. Uns dois ou três parquinhos. Enfim, um típico parque urbano de bairro, daqueles que todo mundo adoraria ter perto de casa.

Praça Georges Brassens

Após sair da praça, era hora de preparar as malas para deixar Paris antes do Sol nascer.


5 de janeiro de 2015 — 19:11

Guerras Mundiais por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags: ,    

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Como já disse antes, junto com o ingresso para a tumba de Napoleão Bonaparte, comprei também entradas para o Museu da Armada e para uma exposição sobre as Guerras Mundiais.

Pelo tamanho do prédio, imaginei que o museu seria grande e cansativo (mais ou menos como foi o Louvré). Então, após visitar a Catedral de São Luis dos Inválidos e a Tumba de Napoleão, entrei na Exposição sobre as Guerras Mundiais.

Ao entrar na primeira sala da mostra, deparei-me com diversas pinturas e ilustrações sobre a Guerra Franco-Prussiana. Este foi o conflito que gerou todo o rancor entre França e Alemanha, no século XIX. Em fim, só uma pequena explicação do porquê essa gente se odiava tanto há cem anos atrás.

Na segunda sala, percebi que o que vi no ambiente anterior não era só um apêndice. Encontrei objetos, armas (leves e pesadas) e uniformes originais da Guerra Frano-Prussiana. Tinha até uma coleção de estátuas de cera dos principais oficiais franceses da época.

Estátuas de cera de oficiais franceses famosos na Guerra Franco Prussiana

Minhas expectativas ali eram tão baixas que percorri várias salas e não fotografei a etiqueta de qualquer peça, como faço em qualquer museu, exposição ou zoológico que visito. Ao chegar no começo da ala sobre a I Guerra Mundial, percebi o quanto eu vacilara até o momento. Aquela não era uma exposiçãozinha, com meia-dúzia de coisinhas e um monte de banners. Eu estava num lugar que deveria ser um museu permanente.

A evolução do mundo, ali mostrada, era contínua. Não existia algo que realmente indicasse o final da ala sobre a Guerra Franco-Prussiana e a I Guerra Mundial. Era como se fossem uma única guerra, com uma longa trégua. E realmente foi assim.

Mas falando da ala da I Guerra Mundial, a evolução das armas (principalmente francesas e alemãs) era muito bem demonstrada. Dioramas em escala detalhavam as trincheiras. Uniformes originais de todos os principais participantes do conflito também estavam lá. Tinha até um casaco sujo com barro original de algum campo de batalha.

Barro autêntico de trincheira

Passando para a ala da II Guerra Mundial (novamente com uma transição que mantém a história contínua e única), cheguei a parte mais detalhada da exposição. Muita coisa sobre as frentes do Leste e Oeste Europeus, sobre a guerra no Sahara e no Pacífico. Além de uniformes, objetos e armas (de todos os portes, incluindo uma réplica da bomba de Hiroshima), também vários veículos (alguns originais, outros réplicas em escala).

Scooter projetada para ser jogada de para-quedas

Completando o acervo da II Guerra Mundial, muitas fotografias e pôsteres de propaganda (alguns originais, mas a maioria reproduções).

Cartazes de propaganda da Guerra do Pacífico

E se a exposição começou com as origens do rancor europeu, ela acaba no momento que Franceses, Britânicos e Alemães deixam de ser os “fodões” do mundo: a Guerra Fria. Esta ala é a menor da exposição. Há pouca coisa sobre este período, apenas o suficiente para deixar claro que, o conflito iniciado no século XIX, acabara de vez e uma ameaça muito maior pairava sobre o mundo.

Berlin dividida


31 de dezembro de 2014 — 17:37

O único zoológico de 2014 por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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Já virou tradição: quando estou viajando, se onde estou tem um zoológico, domingo é dia de visitá-lo.

Nas cidades peruanas onde estive e em Bogotá não havia zoológico. Em Munique havia, mas não passei o domingo na cidade. Em Paris havia um zoológico, no qual eu fui no domingo em que estive na cidade.

O lugar estava vazio não só de pessoas. Muitos recintos estavam vazios. Imagino que levaram os bichos para algum lugar mais quente, por causa da proximidade com o inverno. Em Berlin, a maioria dos animais possuía um ambiente fechado para abrigá-los do frio. Mas em Paris, só as girafas tinham onde se esquentar.

Além disso, esse é um zoológico muito pequeno. Apesar de ocupar uma área relativamente grande, existe pouca variedade de animais expostos.

O grande destaque do parque é a estufa tropical. Uma grande área coberta que abriga espécies animais e vegetais da Amazônia da Guiana Francesa e de Madagascar. De tão quente e úmido que era o lugar, a lente da câmera embaçava em segundos. Então não consegui tirar boas fotos ali dentro. Mesmo assim, é muito legal.

Apesar de tão meia-boca, foi a melhor opção para aquele domingo. O resto dos pontos turísticos da cidade estariam muito lotados e eu perderia muito tempo em filas.

Parc Zoologique de Paris


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