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JODF — Portfólio online

21 de abril de 2016 — 23:56

Colocando o Coringa para dançar por JODF
Assunto: Cinema, Quadrinhos, Rock n Roll    

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Já tem quase um mês que não apareço por aqui. Em 2016 estou negligenciando muito o blog em 2016. Uma série de mudanças na minha vida têm atrapalhado. E o pior que nem é por falta de assunto. Por exemplo, depois de assistir Batman vs Superman a decepção era tanta que pretendia “descascar” o filme aqui. Mas a falta de tempo adiou o post e acabei tirando da pauta.

Estava com muita expectativa para ver  Batman vs Superman. A ansiedade era, guardadas as proporções de idade, a mesma que tive quando criança para a estreia de Batman o Filme, aquele dirigido por Tim Burton, estrelado por Michael Keaton, coadjuvado por Kim Basinger e antagonizado por Jack Nicholson, e ainda deu origem à aquela série animada dos anos 90.

Eu era criança e, meses antes da estreiado filme, já estava alucinado. Via na TV todas as reportagens sobre a produção. Acompanhei a polêmica sobre a ausência do Robin. E principalmente pedia ao meu pai que comprasse todos os itens relacionados ao “Batman Preto” (o dos desenhos ainda era azul com a barriga cinza). Ele chegou a comprar uma camiseta preta e duas azuis marinho (uma delas para o meu irmão) e mandaria pintar o símbolo amarelo, mas nunca rolou. Com trocos de padaria, comprei chaveiros de EVA que desencaixavam o morcego do centro.

O único produto oficial que ganhei antes da estreia foi o disco de vinil da trilha sonora. O LP tinha capa dupla (uma dento da outra) e era repleto de músicas alegre e dançantes, cantadas por um cantorzinho de voz aguda. Eu, meus irmãos e amolecada da rua pirávamos com aquele som.

Quando o finalmente assisti o filme, adorei de tudo, desde o “I’m Batman” até o Bat-jato pairando em frente à lua, e claro o “três-oitão” do Coringa. Foi o primeiro filme de super herói que assisti no cinema (os “Supermen” só assisti na TV). Mais velho, quando já estava imerso no Universo DC, me dei conta de como aquela adaptação foi fiel (claro que a HQ também copiou muita coisa do longa metragem).

Lembrei de tudo isso hoje, porque logo cedo soube da morte daquele cantorzinho de voz aguda que fazia a molecada pirar. Digo cantorzinho porque ele tinha só um metro e sessenta, não porque tinha pouco talento. Aliás, ele é recordista em indicações ao prêmio Emmy. Sobre todas as polêmicas que esse cara se envolveu e tudo de bom que ele fez e conquistou você já viu e ouviu o dia todo em todo lugar. Eu prefiro lembrar do Prince colocando o Coringa para dançar.

BATMAN 1989 VS PRINCE TRUST from Denis Gilbert on Vimeo.


19 de janeiro de 2016 — 21:39

Minduim e a Força por JODF
Assunto: Cinema, Quadrinhos, TV    

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Passando pelo parque Trianon hoje encontrei uma estátua do Snoopy, o cahorro do Charlie Brown. Semana passada estreou um filme da dupla nos cinemas. Ao ver a figura na Paulista senti algo muito parecido com aquilo que descrevi sobre o novo Star Wars.

Mas o caso do Snoopy é bem diferente do caso de Luke: Charlie M. Schulz não vendeu seu estúdio para uma megacorporação para depois ser chutado de lá. O criador da turma do Minduim aposentou os seus personagens e deixou de produzir as suas tiras diárias em 2000, após 50 anos de publicação. Ele sofria de parkinson e morreu menos de um mês depois.

A história Charlie Brown é a autobiografia de Schulz. Ele realmente ganhou um beagle chamado Snoopy quando era pequeno, depois que um molequinho despejou um balde de areia na sua cabeça. E todos os personagens (ou pelo menos os mais importantes) realmente fizeram parte da sua infância. Por isso antes de se aposentar, o cartunista declarou e testamentou que não queria que ninguém desenhasse ou escrevesse novas aventuras para a sua criação depois que ele morresse.

Também tenho memoráveis lembranças da série “dublada nos estúdios da TVS” e posteriormente redublado pelo Selton Mello. Então entendo toda a nostalgia de todos que se mostraram empolgados com a estreia do filme. Mas até onde eu sei, ele nunca deveria existir, então não tenho nem curiosidade de vê-lo.

tira2


18 de novembro de 2015 — 22:49

O Calvin da vida real por JODF
Assunto: Outros/Diversos, Quadrinhos    

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Hoje faz trinta anos que a tirinha do Calvin foi publicada pela primeira vez. A divertida história de um moleque loiro, filho único, mimado e egoísta, sem amigos e que nem com os pais se dá muito bem. Com todas essas “qualidades” resta a ele apenas soltar a sua imaginação. Calvin adora fazer malvadezas contra os pais, contra os colegas de escola e contra as suas babás.

O mais próximo que Calvin tem de um amigo é o seu tigre de pelúcia, Hobbes (também conhecido como Haroldo). O brinquedo ganha vida na imaginação do garoto. E a dupla vive várias aventuras. Mas o bicho sempre deixa claro que nem ele gosta muito do Calvin.

Eu tinha uns oito ou nove anos quando conheci um molequinho, de uns cinco ou seis anos, que morava do outro lada da praça que fica em frente de casa. Ele também era loiro, filho único, mimado e egoísta e sem amigos. A principal diferença é que ele era um filhinho da mamãe.

Eu era o único amigo dele. Na verdade, só ia na casa dele porque ele tinha muitos brinquedos legais (eu sei, isso é muito feio). É como se eu fosse o Hobbes. Os pais do garoto percebiam que eu era um interesseiro, mas me toleravam, pois ninguém mais brincava com o filhinho deles. Mas até que era divertido.

O esporte preferido do Calvin era Calvin Ball, no qual a única regra era nunca usar duas vezes a mesma regra. O meu amiguinho, quando jogava futebol, de repente pegava a bola com as mãos e a lançava ao gol (ou fazia qualquer outra bizarrice do tipo). Se eu reclamasse, ele dizia “esse é meu jogo”. Isso não acabava com minhas queixas, mas a brincadeira continuava.

De vez em quando, até levava alguns amigo lá, apesar que ninguém gostava dele. Mas normalmente, eu aparecia sozinho no início da noite, quando todo mundo ia para casa jantar (mas a mãe dele não me alimentava, eu comia quando chegasse em casa). Também era comum que eu fosse em tardes que não tivesse nada para fazer. Ficava por lá mais ou menos por uma hora, depois ia embora.

Ele até fez um outro amigo por um tempo, do qual também frequentei a casa por um tempo antes de conhecer o ‘Calvin’ (mas este era gente boa, não ia pelos brinquedos). Essa amizade não durou muito, pois a família do outro mudou-se da vila depois de um tempo.

Numa época de férias, num início de noite, quando eu já tinha uns dez ou onze anos, estava brincando com a molecada da minha idade (e uns um pouco mais velhos). Estávamos cansados de jogar bola na quadra da praça e fomos até o parquinho. Sabe quando senta todo mundo no girador e todos impulsionam o giro até pegar velocidade suficiente para começar a derrubar a galera? Era o que fazíamos quando o loirinho chegou junto com a sua mãe e segurando um carrinho.

Ele se aproximou do girador (que estava começando a rodar), chamou o meu nome e pediu que eu brincasse com ele. Respondi apenas “ah não!”. A mãe dele brava retrucou “depois, quando você estiver sozinho, não vai lá em casa tocar a campainha”. O garoto chorou e os dois fora embora para casa

Um moleque, que estava ao meu lado parou o girador, olho para a minha cara e disse “ela tá certa”. Todos voltaram a dar impulso. E eu nunca mais toquei aquela campainha ou encontrei o garoto na praça. Meses (ou um ano) depois, percebi que a família já não morava mais na vila.

Apesar de nunca ter saudades do garoto. Mas carrego até hoje um remorso por não convidá-lo a subir no girador conosco. Acredito que a mãe dele não deixaria, mas seria a coisa certa a fazer na ocasião.


7 de novembro de 2015 — 16:00

Meu primeiro game zerado por JODF
Assunto: Jogos & Games, Quadrinhos    

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Certamente Superman não é o melhor jogo do Atari. Esse game é tosco até para os padrões do próprio console. Tem muito pouca ação e complexidade zero. Para escrever este post até consultei o Gamespot para descobrir se estou falando de um produto licenciado.

Após sair de uma cabine telefônica Clark Kent testemunha a destruição de uma ponte. Então ele “veste novamente a sua cueca vermelha” e começa a perseguir os culpados por toda Metrópolis (que é confusa como um labirinto).

Ao todo são cinco bandidos, sendo que um deles usa um helicóptero individual (a galera dizia que este era o Lex Luthor). Os personagens se espalham pelas ruas até entram alguns prédios. Cada meliante capturado deve ser entregue na cadeia, que parece um portão no “alto de um edifício”.

Tem também as “kryptonitas voadoras”, que flutuam aleatoriamente pelas telas emitindo um bipe. Quando uma das pedras atinge o nosso herói, ele perde seus poderes. A cura é beijar a Lois Lane (que aparece imediatamente para salvá-lo).

Após prender todos os bandidos, é preciso reconstruir a ponte. Ela é dividida em três pedaços. A todo momento um helicóptero realoca as partes pela cidade.

Superman tem algo que nenhum outro jogo do Atari tem: um final. após juntar todos os pedaços da ponte no local original, ela se reconstrói. Após isso, você retorna o Superman à cabine telefônica para trocar a roupa. Então Clark Kent cruza a ponte e entra em dois prédios. Adentrando a segunda porta, o jogo acaba.

E acaba mesmo. Não é como outros jogos do Atari que você reinicia o circuito com mais obstáculos e mais rápido. Terminou a fase, já era. Este foi o meu primeiro game zerado na vida.

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6 de maio de 2015 — 14:55

O Lobo também estava lá por JODF
Assunto: Quadrinhos, Rock n Roll    

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lobo-dc[1]Em todos os shows do KISS é comum fãs encontrar na plateia muitos fãs com maquiagens iguais às dos membros da banda. No domingo, 26 de abril, havia algumas pessoas no entorno do sambódromo pintando rostos por R$ 30,00. Vária meninas dentro da arena também acabaram com os seus lápis de olho desenhando estrelas ou bigodes de gato na cara.

Dessa vez, não tive a mínima vontade de me pintar, mas em 1999 eu queria muito. Só não fiz um desenho na cara porque eu não tinha maquiagem apropriada (a única opção disponível era gouache). Cheguei realmente a procurar em Jundiaí e São Paulo pintura de palhaço, mas nem pista de onde comprar consegui.

Com a cara de qual integrante eu iria no show? Coma de nenhum. Também não queria pintar-me como um dos “personagens” esquecido do KISS (ao longo das décadas, a banda adotou novos visuais, inclusive o de cara limpa).

Mas então como eu me caracterizaria?

Naquela época eu estava começando a entrar no universo de quadrinhos da DC Comics, a editora do Batman e do Superman. Não pude deixar de notar a semelhança do sujeito mais escrachado da casa com os “Quatro que são Um”. Então o escolhi me maquiar como o Lobo, o último Czarniano, responsável direto pela aniquilação da sua própria raça (segundo ele “porque eram todos um bando de pacifistas”) e que conquistou a imortalidade por ser expulso tanto do inferno quanto do céu (ele enfiou porrada até no próprio Satanás!).

 Esse desejo se perdeu no meio de várias lembranças minhas sobre aquele dia em Interlagos. Mas, enquanto uma câmera fixada numa grua vasculhava o público em busca de peito, durante o show do Steel Panther, perdido no meio da galera o Lobo também estava lá! Dezesseis anos depois, alguém teve a mesma ideia que eu.


21 de abril de 2015 — 15:20

Os Quatro que são Um por JODF
Assunto: Quadrinhos, Rock n Roll    

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ShowImageNo próximo final de semana, como já disse nos dois últimos posts, acontece no Sambódromo de São Paulo o Monster of Rock. O primeiro dia do festival terá como cabeça o Comedor de Morcegos, Ozzy Osbourne. No domingo, me reencontrarei com o KISS.

Já passaram-se dezesseis anos que vi a banda pela única vez. Foi durante a grandiosa e espetacular turnê Psycho Circus (aquela do telão 3D). De lá para cá, o quarteto já deu as caras pintadas algumas outras vezes no Brasil. Porém, nenhuma dessas visitas posteriores teve a magnitude do show de 1999, com telões, pirotecnia e nem a formação original.

Mesmo assim, KISS é uma daquelas bandas que detém a essência do rock como poucas, como Iron Maiden ou Rolling Stones, capazes de lotar estádios em qualquer lugar do mundo e fazer a galera vibrar a cada nota tocada. Diferentemente de pipoqueiros como o U2 que, se tirarmos toda a tecnologia e efeitos especiais do palco, sobra apenas uma musiquinha de excelente qualidade técnica e letras super conscientes, mas, que por si só, serviriam apenas para comerciais de operadoras de telefonia móvel.

Ainda que se garantindo no palco (e garantindo O Palco), para a turnê iniciada em 1998, o KISS preparou muito mais que a capa holográfica do CD homônimo. Além de versões especiais de discos e DVDs/VHSs de vários álbuns e camisetas oficiais, a banda lançou vários outros produtos com a marca Psycho Circus. De brinquedos e bonecos a caixões funerários, em tudo o que conseguiram imaginar, estamparam as suas caras.

O único desses produtos que eu comprei foi a minissérie em quadrinhos Psycho Circus. Apesar do roteiro ser muito pouco criativo, era bem divertido e apresentava os integrantes da banda como quatro partes de uma única entidade sobrenatural que habitava um estranho circo, ou simplesmente Os Quatro que são Um.

A história era dividida em dois ou três contos (não me lembro exatamente quantas). Em cada parte, um adolescente que vivia uma vida problemática e sofria maus tratos em casa (e outras desgraças chavões), passava a evocar os Quatro que são Um depois que o circo cruzou o seu caminho. O poder da entidade quadrupla poderia ser usado para o bem ou para o mau, de acordo com o arbítrio do seu hospedeiro.

Li a história uma única vez na vida, e nunca tive chance de conversar com outra pessoa a respeito dela. Os três gibis da minissérie sumiram da minha coleção (junto com algumas outras minisséries completas). Então realmente não me lembro de muitos detalhes da saga.

Curiosamente essa foi o único título que comprei da Image Comics em toda minha vida. E sinceramente, acho que foi a única história que li da editora de Todd McFarlane e Bob Liefild.


18 de março de 2015 — 23:34

Liberdade do opinião por JODF
Assunto: Outros/Diversos, Quadrinhos    

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capa-variante-da-41-edicao-da-hq-batgirl-em-comemoracao-aos-75-anos-de-coringa-1426564472123_300x420[1]

Em 1990, o Coringa atirou em Bárbara Gordon, a Batmoça (ou Batgirl) original. Na clássica história, A Piada Mortal, escrita pelo “perturbado” Alan Moore, o “Palhaço do Crime”, aleijou a jovem heroína, na porta de seu próprio apartamento, e a sequestra. No cativeiro, ele a tortura (o roteiro não deixa explícito, mas há forte insinuação de abuso sexual). O objetivo de toda essa barbárie era enlouquecer o pai da garota, o comissário de polícia de Gotham City, Jemes Gordon.

De todas as tragédias que se abateram sobre os principais super-heróis (tanto da Marvel, quanto da DC), essa sempre pareceu a mais definitiva de todas. O personagem Bárbara Gordon foi reformulado tornado-se uma hacker estrategista. Sob o codinome Oráculo, a agora paraplégica moça, tornou-se a principal estrategista do time do Batman, um apoio importante para a Liga da Justiça e líder de uma equipe só de mulheres, as Aves de Rapina.

Já no século XXI, outras garotas assumiram a identidade de Batgirl (o nome “Batmoça” foi definitivamente aposentado), sempre com a benção de Bárbara. Ou seja, foi uma tragédia realmente absorvida e bem resolvida dentro do Universo DC.

Observação: a morte do Flash da Era de Prata, Barry Allen, durou muito mais tempo que o período do que o período na cadeira de rodas vivido pela Batmoça. Mas Barry Além não foi assassinado, fez um heroico sacrifício para salvar o Multiverso (todas as realidades alternativas da DC Comics), durante a saga Crise nas Infinitas Terras.

Não me lembro quanto tempo exatamente faz que abandonei a leitura de quadrinhos. Foi depois da editora DC zerar o seu Universo. Visando atrair uma nova geração de leitores, a empresa reiniciou o histórico de todos os seus personagens. Nesse novo contexto, a tragédia de Bárbara Gordon foi apagado e ela voltou a ser a Batgirl.

Hoje a revista Batgilr é voltada para o público feminino adolescente.

Este mês, a DC comemora os 75 anos da primeira aparição do Coringa. Como é de praxe, alguns desenhistas foram convidados a criar capas variantes para as principais publicações ligadas ao personagem homenageado. Para desenhar a capa extra da 41ª edição da nova revista da Batgirl, a editora convocou o brasileiro Rafael Albuquerque, que resolveu relembrar a Piada Mortal (ver a arte à direita deste post).

Porém, a divulgação prévia da arte gerou muitas queixas nas redes sociais de entidades ligadas à luta por direitos femininos. A capa acabou não sendo publicada e muita gente contra-atacou acusando a editora de censura.

Hoje, no UOL, li uma entrevista do próprio Rafael Albuquerque esclarecendo o caso (http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2015/03/18/a-industria-de-hq-sempre-foi-machista-diz-brasileiro-de-capa-da-batgirl.htm?fb_ref=Default).  Segundo o artista, ele mesmo pediu à editora que reconsiderasse a publicação da homenagem ao Coringa.

Albuquerque não quis nem saber quem tem razão. Ele apenas se deu conta o quanto a sua criação ofendia muita gente. Garotas de 14 a 17 anos não tem obrigação de conhecer histórias escritas uma década antes delas nascerem. Um produto que objetiva aumentar a autoestima dessas meninas jamais deveria trazer uma imagem tão pesada estampada na capa.

Segundo Rafael Albuquerque, “a Liberdade de Expressão deve vir acompanhada de responsabilidade”. Eu acrescento que a Liberdade de Expressão não se sobrepõe ao Direito à Opinião. E, a qualquer momento, qualquer um pode repensar seus conceitos.

Nessa época, que o Brasil vive um racha ideológico (que beira o radicalismo), deveríamos ter o mesmo bom-senso que o Rafael Albuquerque teve. Isso nos ajudaria a resolver logo a crise moral que estamos passando e que está contaminando a nossa economia.


8 de maio de 2013 — 08:01

Uma risada para começar o dia por JODF
Assunto: Internet, Quadrinhos    

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Todos os dias, antes do expediente começar, visito dois sites para procurar um pouco de risadas:

Níquel Náusea (08/05/2013)

Níquel Náusea (http://www2.uol.com.br/niquel/): o site não tem muito mais que uma tira diária, assinada pelo veterinário e cartunista Fernado Gonsales, com o rato azul que empresta seu nome à página e muitos outros personagens. As tiras de Gonçales misturam muito humor nonsense e com um humor literal (ele desenha o significado real de expressões populares e gírias).

O Mundo Maravilhoso de Adão IturrusgaraiO Mundo Maravilhoso de Adão Iturrusgarai (http://adao.blog.uol.com.br/): no blog do cartunista gaúcho, radicado na Argentina, não há publicação diária. Ele posta alguma coisa sempre que tem vontade. Lá ele coloca tiras (O Homem Legenda, Minha Vida Ridícula, várias “impróprias” para menores de 18 anos, etc), ilustações que fez, “releituras” de personagens de outros autores, trabalhos de colegas, informações sobre o lançamento dos seus livros, informações sobre eventos, seus desenhos originais à venda e um guia de tarefas absurdas (como lavar meias na privada ou salada na piscina).

É bom começar o dia com pelomenos uma risada, mesmo que seja uma risada pequena.


19 de dezembro de 2012 — 08:14

Tão forte quanto uma orquéstra por JODF
Assunto: Cinema, Quadrinhos, Rock n Roll    

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Semana passada, fui apresentado ao trailer dO Homem de Aço, o rebut da franquia cinematográfica do Superman. O novo filme incorpora as mudanças do Universo DC nos quadrinhos.

Neste novo contexto, tanto nos quadrinhos quanto no cinema, Kal-El de Krypton não é mais o bom menino que cresceu em Pequenópolis (ou Smallville se preferir). Ele ainda foi criado e educado lá, mas agora ele é agressivo e idealista, quase um revoltado.

Essas mudanças também refletiram no visual do herói, inclusive com direito a um novo uniforme. Mas não foi só  a usência das botas e da cueca vermelha que me incomodou no no trailer. Tem outra coisa que define o personagem tanto quanto sua roupa, seus poderes e seu carater.

O tema musical, criado nos anos 70, por John Williams, é tão parte da personalidade do Superman quanto seu amor por Lois Lane. Imagino que mesmo quem nunca viu o filme ou não gosta do personagem, não sinta a nuca arrepiar e esboce um sorriso quando essa música toca. é um som “mais poderoso que uma locomotiva”, empolgante mas nenhum pouco intimidador.

E para quem nunca ouviu falar de John Williams, ele é o compositor vivo com a maior coleção de prêmios do Oscar na categoria Trilha sonora original. E entre os mortos, apenas Walt Disney ganhou mais vezes este prêmio.

Além do tema do Superman, o senhor Williams compôs também as trilhas de E.T., Indiana Jones, Tubarão, dos seis (e também provávelmente dos próximos três) episódios da Saga Star Wars, além de vários outros clássicos do cimena que não foram feitos nem pelo Spielberg e nem pelo Lucas.

Mas de todas as músicas, a que mais mexe comigo é essa. E não é só por se fã do personagem ou porque o filme é um clássico. Como eu disse, esse som faz minha nuca arrepiar e esboça um sorriso na minha cara.


12 de dezembro de 2012 — 07:56

A revista que me constrangeu no trem por JODF
Assunto: Quadrinhos, TV    

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neumanNa noite em que descobri o Apenas um Show, como já narrei no último post, sabia o que estava procurando: a adaptação animada da Revista MAD.

Paródias de filmes, Spy vs Spy, as Marginais do Aragonés e outras atrações deixam o programa bem a cara da revista impressa. Levando-se em conta que a publicação já não é mais como antigamente e que é feita para exibição num canal infantil, a animação é muito engraçada.

Mas engraçada, sem levar nada em conta, era a revista até alguns anos atrás. Também cheia de de paródias de filmes, TV e celebridades, escrachos políticos, Spy vs Spy, as Marginais de Aragonés, Zé José & Zé Mané, MAD Vê…  (por Sérgio Aragonés e outros autores), o Dia a Dia do Circo Garcia (na versão nacional), Respostas Cretinas para Perguntas Idiotas, O Lado Irônico, além é claro das fantásticas Dobradinhas MAD. Isso só pra citar o que dá tempo de lembrar agora. Todo este miolo dentro de uma capa sempre com essa cara ao lado impressa nela.

A MAD era tão engraçada que me fez passar vergonha no trem certa vez: Eu viajava todo sábado de Jundiaí até São Paulo para fazer um curso de 3D Studio Max. Ficava o dia todo na capital e voltava de trem.

Naquela época eu comprava a MAD todo mês. Num certo sábado, enquanto voltava para casa, abri a MAD do mês para entreter a viagem. Na capa da edição: Babaca Street BoiolasSandy & Júnior. Além de detonar a boy band do momento, também era apresentado o “futuro” dos irmãos “Chororó”.

Estava sentado no banco de costas para a janela, mas não no acento do lado da porta. À minha direita, no banco que viaja de costas, estavam duas medinas de cerca de 14 anos. E foi então que comecei a rir descontroladamente no vagão lotado. Eu mal conseguia respirar de tanto rir, mas não conseguia parar de ler.

Como se já não bastasse o meu escândalo, as duas meninas começaram a rir também. Tentavam entender no que eu via tanta graça. A que estava sentada mais perto, aos berros, tentava ler a revista para a outra. Eu até posicionar a revista para facilitar para as duas verem. Mas me sentia tão constrangido com a minha própria atitude que não consegui olhar na cara delas e nem falar com elas.

As pessoas olhavam assustas para nós três tentando entender o porquê de tanto escândalo. E eu não entendia o porquê, apesar de tanto constrangimento, eu simplesmente não guardava a mochila e ficava quieto.

Não me lembro onde foi que as duas desceram. Também não sei se as reencontrei em algum outro sábado. Sei que daquele dia em diante comecei a tomar mais cuidado com as coisas que leio em público: se ficar muito engraçado, eu guardo na mochila, antes que tenha outro ataque de riso e perca o controle.


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