Arquivos Rock n Roll - Página 2 de 11 - JODF — Portfólio online JODF — Portfólio online
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29 de outubro de 2015 — 22:52

Outra pérola dos anos 90 por JODF
Assunto: Rock n Roll    

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Muita gente menospreza os anos 90. Visualmente foi uma década bem mais sóbria que os anos 60, 70 e 80. Com o final Guerra Fria e da Hiper-Inflação Brasileira todos sentiam que os males da humanidade estavam se resolvendo definitivamente.

Musicalmente (ou rockeiramente), a década teve a primeira metade dominada pelo Grunge e pelo Alternativo. E no resto dos anos, as “camisas xadrez” dividiram os holofotes com o Britsh Pop, com o Ska Core, com muitas bandas de um sucesso só, com projetos de lendas do rock, com todo mundo que voltou da aposentadoria (tentando voltar às paradas na virada do milênio) e com muita coisa esquisita.

Nesta última categoria, a dupla Tatola e Maia apresentaram (e enalteceram) os auto denominados “Ramones Argentinos”, a banda Ataque 77. Aqui no Brasil dois covers abriram as portas para esse ‘hermanos’: o primeiro foia versão castellana Queres Tu Bailar?, sucesso consagrado de Johnny Rivers (e anteriormente repaginado pelos Ramones originais) Do You Wanna Dance. A outra música que as rádios paulistanas tocaram intensamente foi um clássico bem mais tupiniquim (e bem menos Rock’n’Roll) Amigo, do “Rei”.

Milagre eles não fizeram. Mas até que conseguiram transformar a chatíssima homenagem do Roberto a Erasmo em algo minimamente audível.


6 de maio de 2015 — 14:55

O Lobo também estava lá por JODF
Assunto: Quadrinhos, Rock n Roll    

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lobo-dc[1]Em todos os shows do KISS é comum fãs encontrar na plateia muitos fãs com maquiagens iguais às dos membros da banda. No domingo, 26 de abril, havia algumas pessoas no entorno do sambódromo pintando rostos por R$ 30,00. Vária meninas dentro da arena também acabaram com os seus lápis de olho desenhando estrelas ou bigodes de gato na cara.

Dessa vez, não tive a mínima vontade de me pintar, mas em 1999 eu queria muito. Só não fiz um desenho na cara porque eu não tinha maquiagem apropriada (a única opção disponível era gouache). Cheguei realmente a procurar em Jundiaí e São Paulo pintura de palhaço, mas nem pista de onde comprar consegui.

Com a cara de qual integrante eu iria no show? Coma de nenhum. Também não queria pintar-me como um dos “personagens” esquecido do KISS (ao longo das décadas, a banda adotou novos visuais, inclusive o de cara limpa).

Mas então como eu me caracterizaria?

Naquela época eu estava começando a entrar no universo de quadrinhos da DC Comics, a editora do Batman e do Superman. Não pude deixar de notar a semelhança do sujeito mais escrachado da casa com os “Quatro que são Um”. Então o escolhi me maquiar como o Lobo, o último Czarniano, responsável direto pela aniquilação da sua própria raça (segundo ele “porque eram todos um bando de pacifistas”) e que conquistou a imortalidade por ser expulso tanto do inferno quanto do céu (ele enfiou porrada até no próprio Satanás!).

 Esse desejo se perdeu no meio de várias lembranças minhas sobre aquele dia em Interlagos. Mas, enquanto uma câmera fixada numa grua vasculhava o público em busca de peito, durante o show do Steel Panther, perdido no meio da galera o Lobo também estava lá! Dezesseis anos depois, alguém teve a mesma ideia que eu.


30 de abril de 2015 — 18:06

Os Monstros do Domingo por JODF
Assunto: Rock n Roll — Tags:     

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Levantei cedo no domingo. Ainda com os ouvidos zumbindo muito e as pernas doloridas desci para tomar café. Dessa vez, comi em menor quantidade mas com melhor qualidade.

Nilton e eu saímos sem a Polyana dessa vez. Iríamos mais cedo e pedi a ela que tentasse entrar com uma garrafa d’água para mim.

Saindo do hostel, passei numa farmácia para comprar protetores auriculares. Aproveitei e comprei meia dúzia de copos d’água. Na sequência, passamos novamente no caixa eletrônico do Tietê.

Chegando no Anhembi, a fila estava mais desorganizada. Porém a entrada foi mais rápida e menos tumultuada. Passei na lojinha da Polyana, que conseguira entrar com a minha garrafa. Como achei que os seis copos comprados suficientes, deixei aquela água para ela e para a colega dela. Então fui para próximo do palco.

O palco

A primeira banda começou bem. Até o vocalista abrir a boca. Eles eram um bando de tiozinhos brasileiros e endinheirados. que montaram uma banda para curtir a crise da meia-idade.

Pela movimentação e trajes da galera, a segunda banda tocaria Metal Farofa, ou Glam Metal. Já havia torcido bem o nariz quando os caras entraram e mandaram muito bem. O quarteto Steel Panter não era só musicalmente bom, e nem só visualmente ridículos. A interação entre os quatro cabeludos e o público foi divertidíssima. “Mostra os peitos”, pedia o guitarrista para a mulherada em Português (além de debochar, também em Português, das genitálias dos colegas de banda). A mulherada, é claro, atendia os pedidos dos músicos, para a alegria da marmanjada que olhava o telão. Eles ainda pediram para várias garotas subirem ao palco e agitar com a banda, e claro, quase todas aproveitaram para levantar a blusa. É uma pena nunca ter ouvido falar deles antes!

Antes que alguém caia de pau acusando a banda ou a mim de machismo, de tratar mulher feito objeto e coisas do tipo, não direi que “ninguém obrigou a nada” ou “mostraram os peitos porque quiseram”. Digo apenas que todo mundo se divertiu com a brincadeira, não só os homens. Quem tirou a roupa terá história para contar pelo resto da vida. As mulheres que “se comportaram” riram muito e admiraram a coragem das outras. E principalmente deixo claro que mesmo tirando a roupa, tanto a banda quanto o público, ninguém tocou nelas. Ninguém rasgou a roupa de ninguém. Também não houve simulação de ato sexual entre os músicos e qualquer uma das moças que subiu ao palco.

O excelente guitarrista Yngwie Malmsteen se apresentou depois do Steel Panter. O cara é realmente fenomenal tecnicamente falando. Justamente por isso o show dele foi bem tedioso. No meio da apresentação muita gente sentou-se no chão esperando pela próxima banda.

Na sequência vieram duas bandas razoáveis. A primeira eraUnisonic, encabeçada por um ex-vocalista do Halloween. A segunda, e a mais aclamada do dia até o momento, Accept, da qual reconheci uma ou duas músicas.

Já era noite quando os caras do Manowar subiram ao palco. Conhecia-os apenas de nome. Sabia que muita gente no Brasil curtia eles. Mas não sabia o quanto os Músicos do Manowar gostavam dos seus fãs brasileiros. Os caras amam tanto o Brasil que o baixista da banda aprendeu a falar Português só para fazer um discurso de agradecimento para a galera. E ele discursou de verdade. Não estava lendo e nem decorou nada. A fala dele demorou uns dez minutos sem nenhuma falha ou gaguejo, e terminou dizendo para quem não gosta de Havy Metal, do Manowar, dos fãs do Manowar ou do Brasil “vai se foder”. E claro os caras mandaram muito bem musicalmente também. No final do show, um texto no telão agradeceu e exaltou o público brasileiro e renovou a promessa de regresso do Manowar ao país.

Baixista do Manowar

Logo depois, o Judas Priest voltou ao palco para uma nova performance. Apesar da qualidade impecável da performance e de ter gostado, achei desnecessário os caras tocarem duas noites seguidas no mesmo palco. Mas “foda-se” a minha opinião! A galera curtiu muito ver o Judas sábado e domingo. O guitarrista reconheceu muita gente na plateia que esteve lá na véspera.

Desde de a apresentação do Accept eu já estava bem esgotado, acabado e dolorido. Já estava até me batendo um desespero a espera do final do festival. A preparação para a entrada do KISS demorou de mais. Mas, por todas as diferenças do palco que notei assim que cheguei no Anhembi, em relação ao dia anterior, notei que tudo o que eu vi em Interlagos em 1999 estaria no show daquele princípio de madrugada, menos o telão 3D.

Gene Simons com os dois guitarristas no telão

A cortina caiu (literalmente) perto da meia-noite. Claro, não dá para cobrar a mesma energia de dezesseis anos atrás de caras que já eram velhos naquela época (pelo menos de Gene Simmons e Paul Stanley, Eric Singer e Tommy Thayer não estavam na banda na turnê Pscho Circus). Mesmo assim os caras agitaram e tocaram muito! A guitarra do Tommy Thayer soltou fogos. O Paul Stanley foi de tirolesa até a mesa de som. O Gene Simons soltou sangue pela boca subiu num mini palco sobre os equipamentos de iluminação. A bateria foi suspensa durante um solo de Eric Singer. O quarteto mascarado tocou as melhores músicas em meio a vários efeitos de iluminação, raios laser, fogos de artifício e bolas de fogo.

O show acabou com uma chuva de papel picado em quanto eles tocavam Rock’n’Roll All Night. Não estar no meio disso foi o meu maior arrependimento em 1999. Mas dessa vez eu estava a uma pessoa da grade e quase no meio do palco.  Isso vez valer a pena cada pedaço doído do corpo.

Acabado o festival, localizei o meu colega tocantinense de 19 anos e tão acabado quanto eu. Voltamos ao hostel e comemos salsichas cruas antes de dormir.

Na manhã da segunda-feira o Nilton foi embora antes que eu levantasse. A Polyana nem voltou ao hostel, foi direto do Anhembi para Campinas. Eu desjejuei com uma moça do Espirito Santo e um rapaz (já não tão jovem) de Porto Alegre. Outras pessoas se juntaram a nós e conversamos sobre os shows w sobre várias outras coisas. Então nos despedimos e cada um seguiu seu caminho.

Esse foi um fim de semana que fazia muito tempo que eu não tinha um igual.


29 de abril de 2015 — 09:59

Os Monstros de Sábado por JODF
Assunto: Rock n Roll — Tags:     

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Amanheci sábado num hostel na Parada Inglesa. Tomei café da manhã. Fui para o Metrô junto com uma fluminense radicada em Campinas e um garoto tocantinense. Estávamos todos indo ao primeiro dia do Monsters of Rock.

A moça desceu no Carandiru para pegar um taxi. Ela era dona de uma loja no Mercado Mundo Mix montado dentro do evento e tinha horário limite para chegar ao Anhembi.

O moleque e eu fomos até o Tietê, pois precisávamos sacar dinheiro. Na saída da rodoviária um baiano se juntou a nós (o cara veio de Feira de Santana só para ver o Ozzy pela quarta vez na vida).

Chegamos ao portão 19 do Anhembi pouco depois das 9h30. Mas os portões só foram abertos pouco antes das 11h. Na revista barraram minhas garrafas d’água. Deram-me quatro sachês com água mineral (não me pergunte quantos ml). Passei na lojinha da Polyana (a fluminense de Campinas) para dar um oi e fui para o palco.

Estava bem próximo ao palco antes dos shows começarem. Afastaria-me quando a primeira banda começasse a tocar. Não pretendia ficar dentro da muvuca. Mas quando imaginei Ozzy Osbourne a poucos metros de mim, não consegui me afastar.

O Palco

A primeira banda a se apresentar foi uma tal de De La Tirerra, projeto integrado por Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Depois, veio uma tal de Primal Fear, puro metal alemão de ótima qualidade cantado em inglês (nunca ouvi falar). Na sequência, o quarteto cluber Coal Chamber, que eu conhecia apenas de nome, mas nunca ouvira tocar.

A quarta banda tinha um visual totalmente hipster e um som que se prestaria muito mais ao Lolla Palooza. Eu e uma meia dúzia vaiamos. Para mairia, “não fedeu e nem cheirou”. Para uma garota, que atropelou metade da plateia para empunhar um CD o mais perto possível do palco os membros do Rival Sons eram deuses. E antes que descessem do palco, uma moça que estava ao meu lado disse “se você não gostou dessa banda, espere a próxima. Eles são odiados e serão muito vaiados”.

Aproveitando a deixa, assistir um show numa pista próxima ao palco tem um efeito interessante: a dinâmica do empurra empurra impede que você converse muito com a mesma pessoa por muito tempo. Antes que você tenha a chance perguntar o nome de alguém, você pisca e já tem outro sujeito ao seu lado.

Pois bem, voltando ao show, foi exatamente como a menina falou. Os caras foram vaiados desde que pisaram no palco (lembrei do Carlinhos Brown e entendi porque barraram minhas águas). Fiquei calado até o começo da terceira música. Estava paralisado e literalmente boquiaberto ao ver uma Boys Band do Havy Metal: os caras eram muito ridículos! A galera gritava o nome da atração seguinte: Mötor-Head. O vocalista questionou o público do porquê daquela atitude e declarou-se fã do Mötor-Head igual a nós todos e isso inflamou de vez a situação. A banda chegou a abandonar o palco, mas alguém nos bastidores deve ter dado uma dura nos caras e os obrigou a terminar o show visivelmente contrariados.

Para falar a verdade, quando ouvi que os cabeças do festival eram Ozzy Osbourne e o KISS decidir ir incondicionalmente. Depois vi que parte do resto incluía o Judas Priest, o Mötorhead e o Manowar, mas nem me preocupei em saber que tocaria em que dia. Mas quando o produtor do evento disse que a Lenda Sexual, Lemmy Kilmister passara mal e não subiria ao palco fiquei bem decepcionado. Provavelmente não terei outra chance de vê-lo. Tive medo que o cara morresse e cancelassem o show do Ozzy.

Já que o Lemmy estava zuado (pelos sintomas descritos ele, que é idoso, alcoólatra e diabético, encheu a cara e “pifou” – mas a galera suspeitou que ele contraíra dengue), o Sepultura se juntou aos outros dois membros do Mötorhead para fazer um som de improviso, que ainda assim foi melhor do que todas as bandas que tocaram antes naquele palco. Foi tão da hora que um operador de câmera não se conteve de euforia.

De volta à programação normal, a banda que inventou o visual clássico de metaleiro subiram ao palco. Apesar de parecer um defunto maquiado, Rob Halford ainda manda muito bem. Um puta show! Destaco também o carisma do guitarrista mais novo da banda que interagiu o tempo todo conosco. Por causa do problema do Lemmy, o Judas Priest tocou um set list maior. E o que sobraria para o domingo, já que eles se apresentariam no dia seguinte também?

Já fisicamente exausto e quase surdo, era hora de finalmente ver o Ozzy.

Ozzy Osbourne

O show não começou às 22h30 como estava planejado. O Madman não aguentou de ansiedade e entrou dois minutos antes. O cara tá veio, judiado, já fez muita merda, usou muita droga e até já quebrou o pescoço. Por tudo isso, o senhor Osbourne não aguenta correr pelo palco. Mesmo assim ele ainda detona! O cara zoou pra caramba e cantou muito bem.

Ozzy usou uma mangueira de alta pressão para “atacar” o público. Cansado e com muita sede o Nilton, aquele garoto de Araguaína, abriu a boca a espera do jato. O moleque descobriu do pior jeito que aquilo era espuma. Eu fiquei puto quando tamb´m percebi que não era água, mas depois fiquei aliviado, pois a pressão era tanta que não seria nada legal. Sobrou até para um holdie: enquanto limpava os respingos no equipamento de palco, sofreu um disparo intencional pelas costas.

A grande verdade é que eu já não estava mais curtindo, apenas me aguentando. Pensei comigo mesmo “após Carazy Train me afastarei do palco”. Mas esta música ficou para o final, foi a penúltima canção da noite.

Que noite! Já era quase 00h30 quando o show acabou. Eu estava muito cansado para procurar o Nilton e a Polyana, então me arrastei até a estação Carandiru.

Chegando no hostel, que está numa área onde a Sabesp nega haver racionamento de água, precisei tomar banho frio de caneca. Ainda bem que estava calor e eu com o corpo quente.

Agora estou indo assistir a Era de Ultron. Quando voltar do cinema conto como foi o segundo dia do Monster of Rock.


24 de abril de 2015 — 20:28

O Cardápio do primeiro dia do Monsters. por JODF
Assunto: Outros/Diversos, Rock n Roll — Tags:     

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Basicanente, este é o cardápio de amanhã. Sei que é quase nada saudável, mas é o que permitem entrar no Anhembi.

Amanhã cedo comprarei um pacotinhos de amendoim no caminho. Falta proteína nisso aí.

Na verdade nem sei se deixarão as garrafas entrarem. Eu terei de pagar o olho da cara nos copinho que eles vendem.

Mas que se foda! O cara que eu verei amanhã come morcego e cheira careira de formigas.

por João Otavio Dobre Ferreira no Flickr.

Basta clicar neste link para ver e comentar (foto):
Basicanente, este é o cardápio de amanhã. Sei que é quase nada saudável, mas é o que permitem entrar no Anhembi.


21 de abril de 2015 — 15:20

Os Quatro que são Um por JODF
Assunto: Quadrinhos, Rock n Roll    

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ShowImageNo próximo final de semana, como já disse nos dois últimos posts, acontece no Sambódromo de São Paulo o Monster of Rock. O primeiro dia do festival terá como cabeça o Comedor de Morcegos, Ozzy Osbourne. No domingo, me reencontrarei com o KISS.

Já passaram-se dezesseis anos que vi a banda pela única vez. Foi durante a grandiosa e espetacular turnê Psycho Circus (aquela do telão 3D). De lá para cá, o quarteto já deu as caras pintadas algumas outras vezes no Brasil. Porém, nenhuma dessas visitas posteriores teve a magnitude do show de 1999, com telões, pirotecnia e nem a formação original.

Mesmo assim, KISS é uma daquelas bandas que detém a essência do rock como poucas, como Iron Maiden ou Rolling Stones, capazes de lotar estádios em qualquer lugar do mundo e fazer a galera vibrar a cada nota tocada. Diferentemente de pipoqueiros como o U2 que, se tirarmos toda a tecnologia e efeitos especiais do palco, sobra apenas uma musiquinha de excelente qualidade técnica e letras super conscientes, mas, que por si só, serviriam apenas para comerciais de operadoras de telefonia móvel.

Ainda que se garantindo no palco (e garantindo O Palco), para a turnê iniciada em 1998, o KISS preparou muito mais que a capa holográfica do CD homônimo. Além de versões especiais de discos e DVDs/VHSs de vários álbuns e camisetas oficiais, a banda lançou vários outros produtos com a marca Psycho Circus. De brinquedos e bonecos a caixões funerários, em tudo o que conseguiram imaginar, estamparam as suas caras.

O único desses produtos que eu comprei foi a minissérie em quadrinhos Psycho Circus. Apesar do roteiro ser muito pouco criativo, era bem divertido e apresentava os integrantes da banda como quatro partes de uma única entidade sobrenatural que habitava um estranho circo, ou simplesmente Os Quatro que são Um.

A história era dividida em dois ou três contos (não me lembro exatamente quantas). Em cada parte, um adolescente que vivia uma vida problemática e sofria maus tratos em casa (e outras desgraças chavões), passava a evocar os Quatro que são Um depois que o circo cruzou o seu caminho. O poder da entidade quadrupla poderia ser usado para o bem ou para o mau, de acordo com o arbítrio do seu hospedeiro.

Li a história uma única vez na vida, e nunca tive chance de conversar com outra pessoa a respeito dela. Os três gibis da minissérie sumiram da minha coleção (junto com algumas outras minisséries completas). Então realmente não me lembro de muitos detalhes da saga.

Curiosamente essa foi o único título que comprei da Image Comics em toda minha vida. E sinceramente, acho que foi a única história que li da editora de Todd McFarlane e Bob Liefild.


17 de abril de 2015 — 11:04

Todos a Bordo por JODF
Assunto: Rock n Roll    

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Para o meu último smartphone, antes do atual, escolhi como aviso de mensagens recebidas aquele grito “satânico” da introdução Crazy Train. No início da música, Ozzy Osbourn brada “All aboard! (ahahahah)”, em Português, “Todos a bordo”.

Lembro-me bem que, toda vez que recebia uma mensagem, me assustava com o grito. Não só eu, mas todos que estivessem próximos a mim se “apavoravam” com o sinal (algumas vezes, algumas pessoas até gritaram com o susto). Não importa quantas você já o escutou, se não o estiver esperando, você “pula da cadeira” quando toca.

Apesar de toda a macrabilidade (não só o grito inicial, mas) dessa música, Crazy Train (ou Trem Louco) traz uma mensagem muito positiva. Sua letra fala sobre amor e paz. Indaga o porque da humanidade recusar-se ao entendimento mútuo. E a principal consequência disso é a loucura que é o mundo: um trem saindo dos trilhos.

Já se foram trinta e cinco anos desde que o “Mad Man/Comedor de Morcegos” gravou essa música. Quase todos os grandes conflitos daquela época foram resolvidos. Mas o ser humano parece que se recusa a viver em paz: novas inimizades sugiram no lugar das antigas. Algumas dessas já até foram resolvidas e outras ocuparam o seu lugar.

Sobre o vídeo incorporado: a versão original e oficial do clip de Crazy Train, publicada no canal VEVO, do YouTube, desapareceu. Então inseri esta montagem com trechos do primeiro filme do Motoqueiro Fantasma porque este vídeo é um dos poucos que trás a versão de estúdio da música com o assustador grito de abertura.


28 de março de 2015 — 17:45

Quem vem comigo? por JODF
Assunto: Rock n Roll — Tags:     

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Quem vem comigo?

Adiei o post desta semana para sexta-feira a noite por um único motivo: usar o blog para procurar alguém que que também vá ao Monsters of Rock.

Obviamente, não postei isso aqui na sexta-feira a noite, mas no sábado a tarde (quase noite). Para não pagar a absurda taxa de (in)conveniência, de R$ 126,00, ontem fui comprar meus ingressos no único ponto de venda onde a cobrança abusiva não é feita. Na volta, ao invés de retornar à linha 4 do Metrô, inventei de entrar num ônibus para “cortar” caminho.

O ônibus não seguiu por onde imaginei que iria, então cheguei tarde em casa. Mas valeu a aventura, não só pelos ingressos. De vez em quando é bom não se espremer num vagão lotado e curtir a paisagem urbana.

Por fim, se alguém mais for ao Monster, ver Ozzy, Kiss e várias outras bandas  (que facilmente seriam cabeças de qualquer festival pelo mundo), e quiser rachar transporte, por favor me avise.

Este apelo é bem parecido com o que fiz quatro anos atrás, quando fui ao show do Iron Maiden. Porém dessa vez a coisa é bem menos dramática. A proximidade do Anhambi com a rodoviária do Tietê e estações de Metrô facilitarão se eu não conseguir companhia.


18 de fevereiro de 2015 — 23:15

Saudade de usar All Star por JODF
Assunto: Design, Rock n Roll — Tags:     

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Um dos elementos que compõem o meu visual é o tênis Chuck Taylor. Junto com meu relógio, calças jeans com cinto de lona, camisetas Básicas Hering de várias cores (menos branca) e camisas xadrez de flanela (apenas quando a temperatura baixa), meus pares de All Star cano curto deixam-me com uma aparência intermediária entre o Grunge e Seu Madruga/Ramones.

Adoro tanto esse modelo que até usava-o quando comecei  a fazer academia. Parece absurdo, mas o All Star foi o primeiro tênis de alta performance esportiva da história. O modelo de cano alto  foi desenvolvido em parceria com um antigo jogador de basquete dos EUA, chamado Chuck Taylor. Mesmo com a sola tão fina, que dá até a sensação de se andar descalço, este estiloso calçado, ícone do Rock’n’Roll, nasceu co o propósito  de amortecer impacto, firmar o tornozelo e absorver e dispersar o suor.

Mas o Chuck Taylor não é pário para os tênis esportivos modernos, principalmente para os modelos Nike. Que, a propósito, uns seis meses atrás, comprei um Nike da linha Runnig (para corrida). E por quase todo esse período, uso-o diariamente para treinar. Em várias sessões de meia hora de esteira, transporter ou speening, cheguei em casa com ele encharcado de suor. Até agora só lavei-o uma única vez (após pisar na enxurrada), ele continua com a aparência de novo e mantém-se totalmente inodoro. Impossível para o All Star competir.

Porém, como disse no início do post, o Chuck Taylor combina comigo. O Nike fica bem ridículo com calça jeans! Infelizmente, minha mochila não comporta um par de tênis para corrida junto com a roupa sua. Então resta-me usar os meus surrados All Stars de lona apenas nos finais de semana, para ir ao shopping ou em algum outro passeio do tipo.


18 de novembro de 2014 — 17:23

Outra música para ser vista por JODF
Assunto: Rock n Roll    

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No último semestre do curso de Design gráfico, tivemos uma disciplina (que não me lembro o nome) dedicada ao estudo de áudio. Toda semana o professor nos apresentava exemplos de sons complementando (ou substituindo) imagens.

Uma vez ele nos mostrou um clip da dupla britânica The Chemical Brothers onde a paisagem vista pela janela de um trem marcava o ritmo da música. Cada elemento sonoro era representado por um poste, um semáforo, uma edificação ou qualquer outra coisa. O vídeo era simplesmente hipnotizante.

Em geral, não sou fã de música eletrônica dos anos 90 e 2000. Geralmente servem para dançar, apenas dançar. Mas, Star Guitar tem jeito de música de verdade. Não é um “puro som de balaca techno”.


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