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JODF — Portfólio online

24 de fevereiro de 2016 — 21:55

O que mesmo de tão positivo este vídeo nos ensina sobre Racismo? por JODF
Assunto: Internet, Lugares & Fatos — Tags:     

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Já faz alguns anos que este vídeo circulo pelo Facebook. Muito antes, a história era divulgada como “um relato verídico acontecido num voo da TAM” (acho até que a li pela primeira vez no Orkut). E tanta gente compartilhou o caso como um grandioso exemplo de combate ao Racismo.

Resumindo a história:

Uma elegante idosa branca reclama “exijo que tirem este negro daqui. Para onde irão levá-lo não é problema meu”. Aí a comissária sai a caça de um assento vago, que por um acaso o único que encontra está na primeira classe.

A comissária volta e avisa a “digníssima” senhora que o comandante do voo acatou a sua exigência e ela não precisará viajar ao lado do negro. Então a funcionária pela primeira vez dirige a palavra ao homem e nem pergunta se ele aceita trocar de lugar. Simplesmente mandá-o pegar as suas coisas e a acompanhe.

O sujeito é discriminado, mas ganha um “cala-boca” para fingir que não se ofendeu e não processar a companhia aérea. E se ele ainda quisesse prestar alguma queixa, seria chamado de “ingrato”, pois ele saíra “na vantagem” e continuava com o mimimi.

Os demais passageiros só se manifestam quando o problema já está “resolvido”. Afinal, ninguém quer ser grosseiro com uma velhinha, pois isso seria algo abominável.

Então o que mesmo de tão positivo este vídeo nos ensina sobre Racismo?


20 de fevereiro de 2016 — 14:57

Plágio removido por JODF
Assunto: Fotografia, Internet — Tags:     

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Entrei em contato com o autor do plágio que mencionei no post anterior e o sujeito substituiu a imagem por este troço aí.

G Lantern

Não sei o porquê, mas no post anterior ainda é possível encontrar o plágio. Imagino que o Flickr nunca elimine imagens postadas e, como os códigos de incorporação são gerados pelo nome original do arquivo upado, a foto antiga continua visível


19 de fevereiro de 2016 — 23:41

Plágio mal feito por JODF
Assunto: Fotografia, Internet — Tags: ,    

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Green Lantern

G Lantern

Estava esperando o ônibus quando decidi conferir o tema da semana do FlickrFriday. A proposta era Lantern. Lá mesmo no terminal urbano fotografei o anel da minha mão direita e postei no Flickr. Chegando em casa fui conferir se a imagem foi aceita no grupo. Então encontrei o meu compartilhamento e um plágio mal feito.

Qual das duas imagens é uma montagem mal feita? Acho que não precisa ter grandes conhecimentos técnicos para saber a resposta. Não bastou copiar a minha ideia, o sujeito também copiou o meu anel bem porcamente.

Os moderadores do FlickrFriday dificilmente aprovam fotos tratadas. Pedem para conferir a imagem original antes de dar o seu ok. E nunca aceitam montagens. Mas essa, mesmo tão precária passou na “inspeção”.


1 de dezembro de 2015 — 11:21

Nada a Lugar Nenhum por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: , ,    

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O Município de Jundiaí está prestes a ganhar sua primeira ciclovia em um bairro central. Aproveitando as obras de prolongamento da marginal unilateral de um córrego, pavimentou-se parte da calçada com concreto vermelho. A via ligará a Rua do Retiro à Rua Luiz Gonzaga Martins Guimarães (que deveria servir de alternativa à Rua do Retiro, mas que só serve de extensão para o estacionamento do gigantesco condomínio de mais de 400 apartamentos).

A ‘nova avenida’, ainda inacabada, terá menos de 350 metros e ligará a portaria principal do condomínio Practice Residencial Club à sua portaria secundária. Ou seja, ligará nada a lugar nenhum. Quanto à ciclovia do complexo, provavelmente virará pista de corrida e caminhada para os moradores desse condomínio e de outro vizinho. É exatamente o que acontece com a ciclo faixa recreativa, segregada todos os domingos de manhã na avenida Luis Latorre, onde se vê de tudo, menos bicicletas.

Em Jundiaí, bicicleta é vista ainda pela maioria da população como um brinquedo. Para outros “mais moderninhos”, como “fitness outdoor”. Então não existe a cultura de pedalar por mobilidade. Muitos motoristas ainda acreditam que não tem problema em tirar fina (na verdade acham que o problema é a bicicleta andar pelo asfalto). Em compensação, os ciclistas jundiaienses se sentem no direito de furar sinais vermelhos (isso é igual em todas as cidades brasileiras), a pedalar na contramão e sobre a calçada. Tudo para manter o seu ritmo de exercício. Sem falar que são muito poucas as bicicletas como sinalização noturna: é raro ver alguém com olhos-de-gato ou luzes piscantes (e a maioria só sai a noite para dar uma voltinha, depois do trabalho, pelas avenidas mais movimentadas).

Oficialmente essa ciclovia, da marginalzinha, não é a primeira de Jundiaí: existem alguma em parques e outra que liga um bairro periférico a um bairro suburbano, no acostamento de uma estrada municipal. Talvez haja até alguma outra que eu não conheça. Mas no geral o que prevalece é o uso recreativo.

Adoraria acreditar que essa ciclovia do córrego será a primeira de uma extensa malha vermelha que cortará toda a cidade, mas sei que não. Se há uma coisa sagrada em Jundiaí é vaga de estacionamento. Não se criam ciclofaixas ou faixas de ônibus, sem proibir os carros de estacionarem em via pública.

Quanto à nova ciclovia, ela é tão precária que em suas extremidades não há rebaixamento de acesso.

Início da ciclovia michurucaTêrmino da ciclovia michuruca


26 de novembro de 2015 — 22:25

Ainda é quinta-feira, mas a enganação já começou por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags:     

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S31MtVz6K1sSnW_XSVFdlyQj86dwiwaSTGxEOHT73j8A Black Friday nem começou, mas a enganação já: entrando no site do UOL deparei-me com este banner ao lado.

Cliquei nele e fui direcionado para a página inicial da loja Fast. Lá havia um carrossel com várias ofertas, sendo uma delas a desta lava e seca. Repare abaixo nos preços apresentados no banner do carrossel:

Rotativo_02_Golden_271115_SGWD103U4SAWQ

E dentro da página do produto, eu encontrei o “verdadeiro preço original” (como ele estava sem destaque, dei-lhe um pouco de contraste).

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O mais estranho disso é que o maior “preço original” é o com menos destaque. Em compensação, pelos dois banneres, o do UOL e o do carrossel da loja virtual, o desconto oferecido não é exatamente vantajoso. Então muito cuidado para não se sentir otário na manhã de sábado.


16 de novembro de 2015 — 10:57

Compaixão e mesquinharia por JODF
Assunto: Lugares & Fatos — Tags:     

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Neste final de semana o Facebook sediou a maior batalha de hipocrisia já testemunhada: a lama de Mariana × o terrorismo de Paris.

Começou com muita gente sobrepondo a bandeira francesa às suas fotos de perfil, em solidadriedade aos parisienses mortos na última sexta-feira. Na sequência, foram acusados de hipocrisia por não terem uma atitude semelhante quando as barragens de rejeitos de minério de ferro romperam-se em Minas Gerais uma semana antes. Também houve quem mencionou outras chacinas recentes promovidas pelo Estado Islâmico na Síria e uma outra que ocorreu numa universidade nigeriana. Começou-se então uma movimento de equiparação da catástrofe de Mariana ao aos atentados de Paris.

Mas quem se importa de verdade com o que afinal?
Realmente não sei e tanto faz… No final, em todas as desgraças o que sobra mesmo é a mesquinharia humana. Seja por não se importar com as consequências. Seja pela negligência prévia. Seja pela ganância financeira. Seja por querer impor a sua vontade a qualquer custo. Seja por acreditar que no fundo todo mal é merecido. Seja pela exagerada compaixão sem ações práticas. Seja por criticar a compaixão alheia.

Meus irmãos, que interessa se alguém disser que tem fé em Deus, e não fizer prova disso através de obras? Esse tipo de fé não salva ninguém. Se um irmão ou irmã sofrer por falta de vestuário, ou por passar fome, 16 e se vocês lhe disserem: “Procure mas é viver pacificamente, e vá-­se aquecendo e comendo como puder”, e se não lhe derem aquilo de que ele precisa para viver, uma tal resposta fará algum bem? Assim também a fé cristã, se não se traduzir em atos, é morta em si mesma.
— Tiago 2:14-17 (Novo Testamento Bíblico – Século I)

Não é o que você é por dentro que lhe define e sim o que você faz.
— Rachel Dawes (Batman Begins – 2005)

Então se você não pretende pegar uma pá para ajudar a limpar Mariana não critique quem chora por Paris. E se você chora por Paris, saiba que não precisa exagerar publicamente.


9 de dezembro de 2010 — 07:42

Outro “Falso Moralista” por JODF
Assunto: Lugares & Fatos, Outros/Diversos — Tags:     

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Depois do post de segunda-feira, lembrei-me de outro Momento “Falso Moralista” ocorrido tempos atrás:

Certa vez um colega aqui da empresa, o Paulo Henrique, chegou contando sobre uma confusão da qual participara a pouco no metrô. Por causa da super-lotação ele bateu-boca com uma mulher. Mas apesar deste fato até que o cara é tranquilo.

Após relatar os detalhes da confusão, começamos a contar outros causos do transporte público. Falamos sobre empurrões, gente ouvindo som alto, quem não respeita os acentos preferenciais, e muitas outras situações.

Para concluir a conversa e voltar a labuta, o Paulo me disse:

— Olha João, pra definir essa gente não meço as palavras:

“Crianças tapem os ouvidos” pensei…

— Pra mim é um bando de Sem Educação!

E eu esperando o mais escabroso palavrão de todos tempos…


6 de dezembro de 2010 — 08:41

Momento “Falso Moralista” por JODF
Assunto: Lugares & Fatos, Outros/Diversos, TV — Tags:     

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Uma semana atrás, a novela Passione revelou o segredo do personagem Gerson (Marcelo Antoni). Desde o início da trama o autor, Sílvio de Abreu, garantia que o mistério seria sexual.

A expectativa por algo escabroso era tão grande, levando a Goodyear a ameaçar retirar seu patrocínio caso o personagem fosse pedófilo ou cometesse algum outro tipo de crime. Então a Globo garantiu ao anunciante que não se tratava de algo ilegal.

Pois bem… Na última terça-feira, esse foi o principal assunto na onde trabalho (e imagino que em muitas outros locais de trabalho pelo Brasil). Muito pouca gente (muito pouca mesmo) assiste novelas, mesmo assim a decepção foi grande em saber que o cara curtia “sexo sujo”. O engraçado foi ver que os mais frustrados eram os que não acompanham a trama (inclusive eu). Não sei dizer se a revelação foi realmente fraca ou se pouca coisa choca nos dias de hoje…

Isso não vem ao caso. De qualquer forma este foi um momento “Falso Moralista”.

Mas afinal, o que é um momento “Falso Moralista”?

Certa vez no terceiro ano do ensino médio, um professor dividiu a classe em grupos e nos passou um trabalho para fazer. Buscamos um livro na biblioteca para começar. E por algum motivo, que não me lembro mais, o professor saiu da sala e voltou meia hora depois.

Um membro do meu grupo, o Piá (Wellington Rodrigo Sartori) começou a resumir os textos do livro. Como só tínhamos uma fonte de pesquisa, o restante de nós estava brincando de um jogo de ligar pontos para formar quadrados (o jogo do ponto).

Após quase meia hora concentrado em cima do livro, o Piá pediu que alguém continuasse o resumo. Então ele entrou na fila do jogo do ponto. Quando chegou sua vez o professor retornou. Então o “mestre” confiscou a folha usada no jogo e disse:

— Wellington, você precisa levar o estudo mais a sério e parar de brincadeira em sala de aula!

Ninguém gostava daquele professor (nem os outros professores).

Na aula seguinte daquela disciplina, o professor começou a ditar a  matéria. Ao perceber que o Piá não se mobilizara para anotar, ele questionou:

— Você não vai escrever, rapaz?

— Pra que, se o senhor já decidiu que eu não faço nada? – respondeu o Piá.

Então começou um bate-boca sem controle entre os dois. O restante de nós vibrou e gritou “ô loco”. Até que o Piá parou de falar, olhou para a cara do professor e disse:

— Olha professor, sabe o que o senhor é?

Silêncio… todos nos calamos a espera de uma grande ofensa…

— Um FALSO MORALISTA. – completou Piá, virando as constas, saindo da sala e frustrando todos nós.


Observação:
antes que alguém me chame de hipócrita, alegando que assisto novelas e não admito, gostaria de dizer que não assisto e não critico quem assiste.

Normalmente no horário de 21h às 22h assisto cada dia um programa diferente em canais pagos, dos quais nunca disse que tem mais qualidade que uma novela. Por exemplo, às terças-feiras o Discovery Chanel exibe um programa chamado  À Prova de Tudo, no qual o apresentador se enfia a cada semana num matagal diferente para comer bigatos e beber seu próprio mijo. Embora eu ache legal ver isso, não digo que o Brasil seria um lugar melhor se todos trocassem Passione por À Prova de Tudo.