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JODF — Portfólio online

19 de fevereiro de 2016 — 23:41

Plágio mal feito por JODF
Assunto: Fotografia, Internet — Tags: ,    

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Green Lantern

G Lantern

Estava esperando o ônibus quando decidi conferir o tema da semana do FlickrFriday. A proposta era Lantern. Lá mesmo no terminal urbano fotografei o anel da minha mão direita e postei no Flickr. Chegando em casa fui conferir se a imagem foi aceita no grupo. Então encontrei o meu compartilhamento e um plágio mal feito.

Qual das duas imagens é uma montagem mal feita? Acho que não precisa ter grandes conhecimentos técnicos para saber a resposta. Não bastou copiar a minha ideia, o sujeito também copiou o meu anel bem porcamente.

Os moderadores do FlickrFriday dificilmente aprovam fotos tratadas. Pedem para conferir a imagem original antes de dar o seu ok. E nunca aceitam montagens. Mas essa, mesmo tão precária passou na “inspeção”.


1 de dezembro de 2015 — 11:21

Nada a Lugar Nenhum por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: , ,    

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O Município de Jundiaí está prestes a ganhar sua primeira ciclovia em um bairro central. Aproveitando as obras de prolongamento da marginal unilateral de um córrego, pavimentou-se parte da calçada com concreto vermelho. A via ligará a Rua do Retiro à Rua Luiz Gonzaga Martins Guimarães (que deveria servir de alternativa à Rua do Retiro, mas que só serve de extensão para o estacionamento do gigantesco condomínio de mais de 400 apartamentos).

A ‘nova avenida’, ainda inacabada, terá menos de 350 metros e ligará a portaria principal do condomínio Practice Residencial Club à sua portaria secundária. Ou seja, ligará nada a lugar nenhum. Quanto à ciclovia do complexo, provavelmente virará pista de corrida e caminhada para os moradores desse condomínio e de outro vizinho. É exatamente o que acontece com a ciclo faixa recreativa, segregada todos os domingos de manhã na avenida Luis Latorre, onde se vê de tudo, menos bicicletas.

Em Jundiaí, bicicleta é vista ainda pela maioria da população como um brinquedo. Para outros “mais moderninhos”, como “fitness outdoor”. Então não existe a cultura de pedalar por mobilidade. Muitos motoristas ainda acreditam que não tem problema em tirar fina (na verdade acham que o problema é a bicicleta andar pelo asfalto). Em compensação, os ciclistas jundiaienses se sentem no direito de furar sinais vermelhos (isso é igual em todas as cidades brasileiras), a pedalar na contramão e sobre a calçada. Tudo para manter o seu ritmo de exercício. Sem falar que são muito poucas as bicicletas como sinalização noturna: é raro ver alguém com olhos-de-gato ou luzes piscantes (e a maioria só sai a noite para dar uma voltinha, depois do trabalho, pelas avenidas mais movimentadas).

Oficialmente essa ciclovia, da marginalzinha, não é a primeira de Jundiaí: existem alguma em parques e outra que liga um bairro periférico a um bairro suburbano, no acostamento de uma estrada municipal. Talvez haja até alguma outra que eu não conheça. Mas no geral o que prevalece é o uso recreativo.

Adoraria acreditar que essa ciclovia do córrego será a primeira de uma extensa malha vermelha que cortará toda a cidade, mas sei que não. Se há uma coisa sagrada em Jundiaí é vaga de estacionamento. Não se criam ciclofaixas ou faixas de ônibus, sem proibir os carros de estacionarem em via pública.

Quanto à nova ciclovia, ela é tão precária que em suas extremidades não há rebaixamento de acesso.

Início da ciclovia michurucaTêrmino da ciclovia michuruca


19 de novembro de 2015 — 21:52

O losango da Bandeira por JODF
Assunto: Design, Lugares & Fatos — Tags: ,    

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Hoje de manhã ventou muito e fez frio por meia hora

Cento e vinte e seis anos atrás, a turma do Marechal Deodoro adaptou a Bandeira Imperial para usá-la no período republicano.

Não sei como é ensinado hoje, mas no meu tempo de escola, aprendíamos que o verde representava as matas, o amarelo o ouro, o azul o mar (posteriormente corrigido para o céu) e o branco a paz.

Eu já era grande quando vi, num programa infantil (que não me lembro qual) a verdadeira explicação para a composição. Obviamente, no período republicano, o brasão imperial foi substituído pela esfera celeste, que reproduzia o céu do Rio de Janeiro na noite de 15 de novembro de 1889. Quanto às cores: o verde era a identificação da Dinastia de Bragança, a linhagem real portuguesa pós União Ibéria, a família de Dom Pedro I; o amarelo representa a casa de Habsburgo, que governava a Áustria antes da formação do Império Austro-Húngaro, que era a família de Dona Maria Leopoldina, primeira Consorte de Dom Pedro I.

Até aí tudo bem. Mas por que um losango?
Isso é um pouco mais complicado: quando Dona Maria Leopoldina morreu, Dom Pedro I casou-se com Amélia de Leuchtenberg, filha do primeiro casamento de Josefina de Beauharnais. Ou seja, ela era enteada de Napoleão Bonaparte.

Durante a expansão do Império Francês, Napoleão assumiu a coroa do Reino da Itália por nove anos (que antes disso era uma república).

A bandeira da república italiana, naquela época, era composta por um quadrado verde no centro, dentro de um quadrado branco inclinado a 45°, que estava dentro de um quadrado vermelho. Napoleão alargou a bandeira para acomodar uma águia dourada no centro. Com isso, o quadrado branco distorceu-se e virou um losango. Este elemento geométrico, que surgiu acidentalmente, foi incorporado ao emblema pessoal do Imperador Francês.

Então o Imperador do Brasil incorporou o losango à sua bandeira pessoal como homenagem ao padrasto da sua segunda esposa. (Uma coisa que não bate nessa história é que a Dom Pedro já usava este símbolo antes de declarar a independência do Brasil, e Maria Leopoldina morreu em 1926).

Essa confusão ficou adormecida por muito tempo no meu inconsciente. Até quase um ano atrás, quando visitei o mausoléu de Napoleão Bonaparte e me deparar com este emblema no piso:

Por causa deste emblema a nossa bandeira tem um lozango


17 de novembro de 2015 — 23:40

Não estou esperando a Força despertar por JODF
Assunto: Cinema — Tags:     

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Falta só um mês para a estreia do sétimo episódio de Star Wars. Todo mundo aguarda ansioso por este filme que mostrará a velhice de Chewe, Han, Luke e Leia. Todo mundo no planeta, menos eu. Tanto que até agora ainda não assisti qualquer um dos trailers, vi fotos ou li qualquer coisa sobre a história.

A lembrança mais antiga que tenho de Guerra nas Estrelas é de meados da década de 80, quando os três filmes originais (ou pelo menos só O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi) passaram no Supercine, da Globo. Eu era bem criança e não aguentei assisti-los inteiros. Lembro-me que quando Luke Skywalker encontrou Yoda pela primeira vez, meu pai disse que o mestre baixinho era o primeiro ministro do planeta e do monstro que cuspiu o R2.

Outras cenas do Império Contra-Ataca que ficaram nas minhas memórias foram: Han Solo enfiando Luke nas tripas do bicho (por causa disso, por muitos anos acreditei que todos os personagens tinham uma “espada laser”); as navinhas derrubando aqueles bichões com cordas; quando “mataram” o Han Solo; da minhoca que engoliu a nave; e do impressionante momento que Darth Vader corta fora a mão do Luke (só não fiquei traumatizado porque não teve sangue). Fora isso, não guardei mais nada. Não me lembrava de diálogos, do enredo, da história e nem da ordem dos fatos que descrevi.

Na manhã seguinte o filho do pastor me explicou os detalhes da história na Escola Dominical. E na segunda-feira, um coleguinha da pré-escola estava lamentando que Luke não tinha esparadrapo para colar a mão de volta.

No sábado seguinte, a globo exibiu o Retorno de Jedi. Dessa vez só me lembro do descongelamento do Han Solo. Mesmo como filho do pastor, na manhã seguinte, explicando que não era, cresci achando que aquele cara era o tal “Jedai” que o nome do filme dizia estar de volta.

E pelo resto da infância nem sabia que Jornada nas Estrelas não tinha nada a ver com Guerra nas Estrelas.

Depois disso só me lembro de ter visto pedaços do Retorno de Jedi na Sessão da Tarde. Nessa época foi emocionante ver os “ursinhos da Caravana da Coragem” fazendo uma “participação especial” na batalha final. A cena do barco do deserto também foi marcante. Mesmo assim, a mitologia da série era tão presente no meu círculo de amigos que passei boa parte da minha adolescência acreditando ter visto os três filmes inteiros.

Então em 1996, numa matéria do Caderno 2 do Estadão, George Luccas deu uma longa entrevista contando da origem da série, da inspiração dos principais personagens, quando ele descobriu a Força. Ao jornal brasileiro o cineasta também contou que seu plano original sempre foi fazer nove filmes para a série. Além dos três capítulos já produzidos, ele pretendia gravar três partes contando a origem do Império e outras três com os filhos de Han Solo com a Princesa Leia.

Mas a principal novidade que Luccas contou ao Estado foi que no ano seguinte os três filmes originais voltariam ao cinema remasterizados, com cenas extras e novos efeitos especiais. A exibição aconteceria apenas em salas aprovadas “pessoalmente” pelo estúdio sonoro THX. Felizmente o Cine Haway do Maxi Shopping, em Jundiaí, era um desses cinemas privilegiados!

E em 1997, um comercial anunciava na TV a reestreia de Star Wars nos cinemas. Uma X-Wing dentro apareceu de um televisorsinho enquanto um locutor dizia algo tipo “para uma geração que só viu numa tela pequena…” (ou algo assim). O caça espacial saía do monitorzinho e a ação continuava numa tela larga. No final a marca de um patrocinador (que não me lembro qual) aparecia. Era arrepiante. Tentei achar o vídeo original com áudio em português para incorporar neste post, mas só encontrei a versão que era exibida no cinema antes do início de cada episódio. Não faz o mesmo efeito, mas dá para ter uma noção.

Convidei quase todo mundo que conhecia para ir ao cinema. Todos, sem exceção, responderam “ah não, já assisti esse filme”. Isso foi bem frustrante.

E então o primeiro filme estreou recém batizado de Episódio IV: Uma Nova Esperança. Naquela época o Ensino Médio ainda se chamava Segundo Grau, que no meu caso também era Técnico. Não me lembro se eu tinha aulas nas tardes de quarta-feiras, mas foi o dia que fui ao cinema. Saí da escola, fora da cidade e bem longe do centro, e fui até a praça da Bandeira. Desci até o Habbibs da avenida Nove de Julho para almoçar. Passei no Shopping Paineiras para jogar uma ficha em Street Figther vs X-Men. E atravessei Jundiaí a pé para chegar no Maxi Shopping.

Havia literalmente meia-dúzia de pessoas na sala de exibição (por causa disso, até hoje prefiro sessões vazias e sonho com uma exclusivamente só para mim). Antes do filme, um pequeno making off explicando as principais diferenças da versão original para a remasterizada. E a principal descoberta que fiz naquele dia: nunca antes eu assistira o primeiro Guerra nas Estrelas, nem inteiro ou qualquer pedaço. Achei bem monótono, maçante e sem ação (cheguei até a cochilar). Embora fosse o filme mais chato dos seis da série (e comparado a muitos outros que já vi), seria impossível entender toda a saga sem assisti-lo.

Claro que saí do cinema mostrando toda a empolgação possível. Esta é a primeira vez na vida que confesso ter ficado de saco cheio. Fiquei com a impressão que George Luccas previu, na década de 1970, que talvez eu não seria uma exceção, e fez um filme com começo, meio e fim mas deixava muita informação para instigar uma sequência (tipo o Lanterna Verde)

Duas semanas depois, repeti o ritual. Encontrei os mesmos espectadores no cinema. Descobri de verdade o que aconteceu com o Han Solo, como era o treinamento de um Jedi e entendi todo aquele enredo picado que povoava minha imaginação desde meus cinco ou seis anos de idade.

Mais duas semanas, o mesmo trajeto até o Maxi Shopping e os mesmos gatos-pingados na sala. Assisti, também inteiro pela primeira vez na vida, um dos filmes mais empolgantes que já vi até hoje. Uma batalha em três frentes: um batalhão de selva unida a uma tribo contra um exército profissional; uma “batalha naval”; um duelo de espadas à moda antiga, valendo a alma do perdedor. Um final feliz com festa em todos os cantos da galáxia.

Reassisti a trilogia remasterizada em VHS emprestado e no SBT antes da estreia da nova trilogia.

Em 1999, quando eu ainda nem tinha internet em casa, estava apreensivo quanto ao que encontraria em Ameaça Fantasma, o novo Episódio I de Star Wars. Meu medo era que a tecnologia avançara tanto desde a produção do Império Conta-Ataca que as naves e robôs do novo filme fossem mais modernos que os elementos dos filmes antigos.

O filme estreou em julho, numa sala muito menor pertencente a uma rede concorrente do Cine Haway. Obviamente não havia só meia-dúzia de gatos pingados comigo. Entrava gente até não caber mais literalmente. Muitos se sentavam no chão dos corredores e outros ficavam em pé no fundo.

A sessão estava lotada. Ainda era aquela época que você ficava na fila para entrar na sala e algum acompanhante seu entrava na fila da bilheteria, e vocês só assistiriam o filme e vocês entrariam duas ou três sessões depois.

Fui sozinho. Na saída, encontrei três amigos na fila de para entrar. Peguei a penúltima sessão e eles a última do dia. Decidi espera-los para ter com quem conversar a respeito. Fomos todos para casa de um deles.

A empolgação do momento não nos permitiu ver os defeitos. Mas depois de cabeça fria, não daria para dizer que aquele garotinho, apesar casca-grossa viraria um dos vilões mais icônicos da história do cinema. O visual realmente era mais moderno que deveriam. A história era muito infantil para levar a um golpe de estado similar à ascensão do Nazismo.

Não me lembro quando ou onde estava na estreia do Ataque dos Clones. Só consigo lembrar que o grande problema deste filme foi a Ameaça Fantasma. O Episódio II tinha muita coisa a corrigir se George Luccas quisesse que a terceira parte da trilogia se encaixasse no resto da saga. A história foi confusa e corrida, mas deu conta do recado.

A Vingança dos Sith, Episódio III e última parte da segunda trilogia, foi o melhor dos três filmes da sequência. Porém pecou seriamente pelo excesso de informações. A fragilidade do roteiro da Ameaça Fantasma deixou muita ponta solta que não foi amarrada. Se não fosse a mágica Ordem 66, determinava aos Clone Troopers que exterminassem todos os Jedis, a saga nunca se fecharia.

Em 2008, quando trabalhava na Editora Devir, foi montada uma exposição no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, com itens originais usados nas filmagens dos seis filmes da saga de Star Wars. A Terramédia, empresa do mesmo grupo da Devir, foi convidada a montar a loja de souvenirs do evento. Com muita insistência e com algumas desistências, consegui participar da festa inaugural.  Tremendo muito, fotografei algumas coisas antes da abertura oficial. Usei meu primeiro celular com câmera, que não era smartphone e para resgatar as fotos precisava enviá-las por SMS. Esse foi o momento mais significativo de Guerra nas Estrelas na minha vida.

Exposição Star Wars Brasil 2008

Levei o DVD do Episódio IV: Uma Nova Esperança para o caso de algum ator do filme estar presente. Fiz Anthony Daniels, o único a trabalhar nos seis filmes, intérprete do C3PO assinar no disco.

Eu fiz o C3PO autografar o DVD

Ainda na Devir, tive a oportunidade de conviver com fãs verdadeiros de Star Wars. Gente que estuda o funcionamento das naves e lê os quadrinhos publicados pela editora Dark Horse, onde realmente o Universo da saga se expandiu. Muitos me contaram possíveis plots (ou bases) para a terceira trilogia. As HQs contam histórias de várias épocas, abrangendo desde a origem da Antiga República até os Tataranetos da Leia, passando por como Han Solo e Chewbacca se conheceram e tomaram a Millennium Falcon do Lando Calrissian.

Depois de tudo isso, se você chegou até este ponto do post, não deve nem se lembrar da minha falta de interesse no Episódio VII: o Despertar da Força. Afinal esta seria uma espera de quase 20 anos, dentro de um ciclo total de mais de trinta, considerando os próximos dois episódios da nova trilogia.

Entra um pouco de saturação do tema sim (teve até aquela “hamburgeria Jedi” do Morumbi, que muita gente compartilhou no Facebook que precisei bloquear para não me irritar). A compra da Luccasfilm pela Disney também pesa (um conceito injusto, pois a “Turma do Mikey” não cagou nos filmes da Marvel). A data de lançamento, uma semana antes do Natal, também não favorece (foi este o único motivo que me impediu de assistir O Hobbit).

Mas o que não deixa a empolgação tomar conta do meu ser foi uma declaração de George Luccas, entre a estreia dos episódios II e III: ele anunciara a sua desistência de filmar a terceira trilogia, pois já estaria muito velho e não queria correr o risco de deixar sua obra para outros terminarem. Por conta disso ele encerrou sua parceria com a 20th Century Fox e posteriormente vendeu seu estúdio.

Ou seja, não sei o quanto o criador da série está realmente envolvido nesse novo projeto. É quase como se fosse uma fan fiction! Então não sei porque não esperar que não seja uma bosta completa.

Talvez você deva estar pensando que eu sou mais um típico pedante querendo a me impor como maior fã do mundo. Não é esse o caso. Aliás, essa foi a gota d’água; nos últimos dias, li mitos debates e depoimentos de “caras das antigas” contando o porquê da nova geração não merecer o Novo Star Wars.

Sei lá se até o próximo dia 17 eu não me empolgo, se assistirei durante um voo de longa duração, se verei no Netflix ou quando passar em um canal qualquer. Mas no momento, se a Força despertar ou não é indiferente para mim.


16 de novembro de 2015 — 22:19

Sabor × Rendimento por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags:     

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Semana passada alguém aqui em casa comprou uma garrafa de suco Maguari sabor tangerina. Quando fui tomá-lo vi que a a proporção de preparo era de 1 medida de suco para cada duas de água.

Parece algo ignorável, mas esta recomendação de preparo indica o rendimento de cada sabor. Considerando ainda que o preço de cada garrafa é o mesmo, quanto mais solúvel é uma variedade, mais barata ela se torna.

Este não é um problema exclusivo da Maguari. A causa disso é a concentração de aroma e sabor na polpa de cada futa processada.

 Aproveitei a minha última ida ao supermercado para fotografar algumas garrafas e comparar os rendimentos: Maracujá 1/11, Abacaxi 1/2 e Caju 1/7. Claro que a preferência pessoal deve ser o principal critério de escolha, mas o lado econômico também deve ser levado em conta.

Uma foto publicada por JODF (@jodf_) em


11 de novembro de 2015 — 23:29

A pontinha da asa dos Airbus por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design — Tags:     

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A típica pontinha de asa da Airbus

Estava passando pelo aeroporto de Congonhas ontem e aproveitei para tirar algumas fotos de aviões na fila de decolagem. Entre eles, este Airbus da TAM.

E como sei que não é um Boeing?

A pontinha da asa dos Airbus tem esse exclusivo formato de ponta de flecha. Nos Boeings, e em modelos da maioria dos modelos de outros fabricantes de jatos, esse detalhe se parece mais com uma quilha de barco virada para cima.

Parece ser um mero elemento estético, mas isso aí é um dos motivos para “aeroportos virarem rodoviária”. O valor das passagens aéreas diminuiu tanto no século XXI não só porque as companhias do setor estão espremendo mais gente na classe econômica, mas também porque conseguiram reduzir muito seus custos operacionais. Aeronaves mais eficientes precisam de menos manutenção e economizam mais combustível.

Nesse caso eficiência se traduz em aerodinâmica. As antigas asas eram muito instáveis, gerando muito arrasto. Resultado: gastavam muito combustível e ficavam mais tempo na oficina. As quilhas, e essa ponta da flecha, eliminaram a turbulência da extremidade das asas. Não aquela turbulência que chacoalha tudo e dá cagaço na galera, mas uma que faz as “asas baterem”, fatigando-as e aumentando o arrasto. É o mesmo princípio do estabilizador vertical (aquela parte da cauda onde as empresas colocam seus logos) que impede que o avião gire feito um parafuso, criando resistência onde não deve haver movimento.

Não sou engenheiro e nem mecânico para saber se as asas dos Airbus são mais eficientes que as dos demais fabricantes. Mas o detalhe da extremidades tornam os modelos da empresa muito mais reconhecíveis.


3 de novembro de 2015 — 22:39

Um vício do pedal por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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Pouco tempo depois de comprar a bicicleta pude sentir literalmente na pele o que é uma fina. Numa manhã de sábado, enquanto ia para um compromisso no centro da cidade, um Audi A3 raspou na minha mão esquerda. Por sorte foi numa rua de baixa velocidade na qual o carro acabara de entrar, portanto ainda não conseguira acelerar. O susto foi suficiente para me convencer que colocar um retrovisor na bike não era frescura.

Saí a caça de um retrovisor em todas as bicicletarias que encontrei. Busquei na internet. Enfim achei um na Decathlon e fui até lá para vê-lo pessoalmente e, se fosse o caso (como foi), comprar.

Instalei o espelho do lado esquerdo. Penei um pouco encontrar a regulagem correta. Levei um tempo para me acostumar a olha-lo: no começo eu olhava de mais e não prestava atenção a frente (felizmente não cheguei a cair). Depois, ao ver os carros se aproximando, apavorava-me e jogava a bicicleta junto a guia.

Atualmente já superei esses problemas. O espelho já não prende minha atenção e nem me apavoro com o tráfego. O mais importante é que não sou mais pego de surpresa por veículos tirando finas. Ou seja, uso o retrovisor exatamente como faria num carro. De lá para cá, pedalo cada vez mais e dirijo cada vez menos.

Nessas últimas semanas chuvosas, precisei substituir o capacete pelo cinto de segurança algumas vezes. E sexta-feira passada tomei um susto quando tentei passar para a faixa da direita numa avenida. Só entendi o porquê hoje, quando o problema se repetiu: tenho olhado apenas no retrovisor esquerdo do carro. Um vício adquirido pedalando, já que a bike não tem espelho nem no lado esquerdo nem no centro do campo de visão.

Se você trafega apenas pela direita da via isso não é problema. Em qualquer outra situação este é um risco real de acidentes. Então, já que não pretendo abandonar de vez a minha carta, o melhor a fazer é dar pelo menos um passeio de carro toda semana para não perder o costume.

Acssórios novos


27 de outubro de 2015 — 20:01

Obedecendo a ordem de consumo por JODF
Assunto: Design — Tags: ,    

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O kit Anchor Brewing traz um copo e duas variedades de cervejas californianas (Steam Beer e Liberty Ale), produzidas por uma cervejaria tradicional da cidade de São Francisco (EUA).

O cliente pediu que a composição do lay-out obedecesse a posição das garrafas dentro da montagem do kit: a Steam Beer à esquerda, o copo ao centro e a Liberty Ale à direita:

Kit Anchor Brewing de frente

Posicionei os elementos, conforme a solicitação, na frente e na tampa. No verso, onde iria a descrição de cada um dos produtos, inverti a sposições: a Liberty Ale à esquerda e Steam Beer à direita. Dessa forma as fotos e textos ficariam alinhados com suas respectivas garrafas e com os painéis superior e frontal.

Enviei a arte para aprovação. Ao responder, o cliente elogiou muito, mas pediu uma pequena mudança: passar a Liberty Ale para o lado direito do verso. Fiz a alteração e, pela lógica também corrigi a tampa e a frente da embalagem. Então, ele me pediu que voltasse a Steam Beer para a esquerda da caixa. Novamente inverti os produtos em todos os painéis. E, outra vez, outra solicitação de inversão. Ficamos nesse impasse por um tempo, até que me cansei e pedi que ele se decidisse definitivamente. A conclusão do projeto só dependia disso!

O cliente explicou que queria induzir a ordem de degustação do kit. Ele queria que o consumidor provasse primeiro a Steam Beer e depois a Liberty Ale. Então esta é a posição na qual as garrafas estariam no ponto de venda. Mas, se as descrições dos produtos acompanhassem a montagem do kit e outros outros painéis, a ordem de leitura estaria invertida, correndo-se o risco de também inverter-se a ordem de consumo.

Eu apresentei a minha lógica. Ele concordou que também fazia muito sentido e isso criou-le uma dúvida que nunca existira. O cliente pediu um tempo para pensar e perguntar a opinião de mais pessoas.

No final, o cliente optou pela ideia dele: no painel traseiro, a Steam Beer ficou à esquerda e a Liberty Ale à direita, obedecendo a ordem de consumo e não o alinhamento com as garrafas.

Verso do Kit Anchor Brewing


16 de outubro de 2015 — 22:11

A Trava U por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design — Tags: ,    

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Alguns meses atrás, fui alertado por quase todos os funcionários da academia que frequento sobre o crescente número de roubos de bikes no estacionamento do local. Como todas as unidades da rede tem uma placa desencorajando os alunos a irem malhar pedalando (“proibido a permanência bicicletas neste local”), pensei que estavam apenas tentando me persuadir. Semanas atrás, quando chegava na academia, um garoto abordou-me e alertou que o meu cadeado (de cabo de aço comprado na minha bicicletaria de confiança) não era seguro. Ele se identificou como uma das vítimas dos furtos anteriores.

Nunca confiei de verdade na minha trava. Não importa onde estaciono na, quando volto contando com uma pequena chance de roubarem mais minha bike. É sempre um alívio reencontrá-la. Então, senti que era hora de comprar uma u-lock: uma daquelas travas rígidas que realmente parecem um cadeado gigante.

Procuro uma trava u já há muito tempo, até mencionei isso quando falei sobre o cubo dínamo. Mas as dificuldades para encontrar o cadeado no Brasil são exatamente as mesmas com que me deparei na compra do dínamo: ou pago um preço absurdo em alguma loja on line que contrabandeou um produto de qualidade ou fico com uma peça de qualidade duvidosa baratinha. Isso sem falar no descaso dos fabricantes, comerciantes e blogueiros, não esquecendo dos consumidores e a velha mentalidade de “ou é a culpa é da Dilma ou é do Alkimin”.

Adotei exatamente a mesma estratégia usada para o cubo dínamo: comprei diretamente do exterior e assumindo o risco de ser taxado da alfândega. Mas dessa vez o produto veio dos EUA.

A trava chegou hoje. E, assim que a recebi, fui até a praça em frente a minha casa testá-la e aprender a usá-la.

U-Lock no postinho de placa

O preço acabou pesando muito na escolha. Comprei uma com nível de segurança 6 (1 é o mínimo e 10 o máximo). Temi que fosse pouco. Impressão que se desfez assim que a pequei pela primeira vez: ela é bem robusta!

Essa u-lock vem com um suporte para fixá-la no quadro, um par de chaves codificada e um cabo de aço extra para prender a roda da frente. O ritual completo para prender a bicicleta ficou até um pouco mais rápido do que era com o antigo cadeado.


6 de outubro de 2015 — 22:21

Outra bicicleta fantasma por JODF
Assunto: Lugares & Fatos — Tags: ,    

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Ontem a noite penduraram esta Ghost Bike ontem a noite

Ontem a noite, penduraram esta ghost bike.

Também foi ontem a noite que Ciclista morre atropelado em Jundiaí após motorista passar sinal vermelho, no dia 27 de setembro. Um sujeito furou o sinal vermelho em alta velocidade e matou o rapaz que pedalava. Com a mesma velocidade que atropelou, o motorista fugiu sem prestar socorro. E ele tem muita sorte, pois se fosse um ônibus ao invés da bike, seria o carro dele pintado de branco e pendurado no poste, pois seria impossível frear e evitar a colisão.

Não conhecia o garoto atropelado. Muita gente diria que “ele teria uma vida inteira pela frente, pois só tinha vinte e um anos”. Mas mesmo que tivesse oitenta e dois, a gravidade seria a mesma. Homicídio é homicídio, não importa quem matou e nem quem morreu. Por isso sempre que a imprudência de alguém acaba com a vida de outro  penso “poderia ser comigo”, pois seria com qualquer um que tivesse o azar de passar ali naquele instante.

A polícia e a Guarda Municipal já estão quase identificando o veículo que causou o acidente. Quando o acharem, provavelmente o motorista alegará que fugiu porque ficou muito “abalado” com o ocorrido e será liberado por ter expirado o prazo do flagrante. Tomara que eu esteja errado.


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