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JODF — Portfólio online

13 de dezembro de 2015 — 22:32

Resumo do texto: “Por que o diploma é uma bobagem” por JODF
Assunto: Lugares & Fatos — Tags:     

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Estava fuçando no meu disco rígido e encontrei um exercício de resumo que fiz durante a faculdade. Não achei o texto original mas, pelas minhas anotações, ele continua bem atual (se não estiver ainda muito mais relevante).

João Otavio Dobre Ferreira   –   4010163-0   –   5C1
Metodologia Científica 1   –   Professora Heny

Resumo do texto: “Por que o diploma é uma bobagem”
DIMENSTEIN, Gilberto – Folha de São Paulo – 12/12/99

O universitário Brasileiro não gosta de ler jornais e livros, e ainda estuda pouco.

É impossível alguém progredir, de fato, profissionalmente sem o hábito de leitura constante de jornais, livros e revistas. Meios eletrônicos como a TV, não permitem o aprofundamento da informação. A construção do conhecimento exige a palavra impressa. O diploma torna-se uma bobagem se o aluno pára de estudar e pesquisar por conta própria.

A pesquisa é o diferencial entre quem prospera e quem quebra a cara. A velocidade do conhecimento exige atualização constante. Tanto que as empresas investem cada vez mais na reciclagem de seus funcionários, tornando-se parecidas com a escola. Fazem isso motivadas pela pressa da competição.

Ao termino do curso de graduação, o aluno sente que não está apto para enfrentar a realidade. Isso porque, muitas vezes, os professores estão longe da prática e os currículos empoeirados.

O prestigio do trabalhador vai depender das experiências acumuladas, não só nas escolas, mas nos vários empregos e funções exercidas. A hipercompetição globalizada exige inovadores, gente capaz de capaz de aprender sempre, e criativa, que encontre novas soluções para novos problemas.


23 de outubro de 2015 — 11:25

o “C” do Carrefour por JODF
Assunto: Branding — Tags:     

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Quando eu estava no terceiro semestre, tive o primeiro módulo da Teoria do Design. O professor da matéria era o Mauro Claro, lendário por reprovar uma turma inteira com mais de setenta alunos. A média final seria calculada por três notas (com pesos diferentes, que não me lembro quais eram): um trabalho individual, um trabalho em grupo e uma prova individual.

Logo na primeira aula o professor já passou o trabalho individual com o tema o meu modo de ver o design. A proposta era cada um escolher algo do seu dia a dia, fosse um objeto, uma peça gráfica ou qualquer outra coisa e apresentar num cartaz, tamanho A3, “onde estava o design ali”. Não era para fazer uma análise detalhada, apenas um breve depoimento pessoal. A nota seria a soma da avaliação do texto (0 a 5) e da própria composição do poster (0 a 5).

Os trabalhos seriam apresentados e avaliados duas vezes. Após a primeira apresentação,  os problemas poderiam ser corrigidos antes da segunda. Embora nas duas etapas seriam atribuídas notas, só a final entraria no cálculo da média do semestre. A outra serviu como parâmetro para auto avaliação do trabalho e correção de problemas.

Eu escolhi falar sobre o “C” (já nem tão) oculto do logo do Carrefour:

Desde criança, sempre me perguntava: “O que significa esse logo do Carrefour?” Achava que era algum tipo de setas personalizadas. Mas se fosse, para onde estariam apontando?

Certa noite, quando eu voltava da faculdade, passando em frente a uma loja Carrefour, um amigo comenta: “Irado esse lance do ‘C’ do Carrefour!” Então percebi que havia uma letra entre as cores vermelha e azul no logo.

Notei também que o conjunto formava a bandeira francesa. A flâmula não está presente no logo apenas por simbolizar a origem do supermercado. A culinária francesa é considerada “a cozinha internacional”, ou seja, uma das melhores gastronomias do mundo.

 A letra ‘C’ mais a bandeira francesa significam que você encontrará a melhor comida no Carrefour.

Fiz um cartaz bem simplório. Imprimi numa das péssimas impressoras do prédio 29, imaginando contar com a compreensão do professor em relação à qualidade dos equipamentos do Mackezie. Era a primeira vez na vida que entreguei um trabalho impresso tamanho A3 na minha vida. Estava todo orgulhoso disso. Porém, a nota foi um balde de água fria: 3 pelo texto e 0 (ZERO) pelo visual! Sem nenhum comentário ou qualquer justificativa verbal sobre o que errei.

Eu mesmo precisei reavaliar o trabalho e percebi que teria que refazê-lo do zero. Só o texto se salvaria (mesmo assim foi bem revisado para ficar como está acima). E a versão final do cartaz ficou:

Carrefour

Sinceramente não me lembro qual foi a segunda nota do cartaz. Imagino que não tirei 10 (eu não daria dez para isso). Só sei que a avaliação foi ótima pela composição da média do semestre. Os dois trabalhos tinham peso iguais e menores que a prova, e mesmo antes de fazê-la, eu já estava aprovado (tanto que fui muito mal na prova e fechei acima de sete).


21 de outubro de 2015 — 20:28

Microondas subsidiados por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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Quando comprei minha trava U, a Amazon exigiu um depósito para pagamento de eventual taxação na alfândega brasileira. Esse é um procedimento padrão que a empresa adotou para evitar o retorno das suas postagens caso os compradores se recusem a quitar os custos tributários. Isso também agiliza a entrega aos clientes que optam pela não sonegação. Qualquer quantia que exceda os impostos incidentes é estornado no cartão.  Hoje tentei descobrir se tive algum reembolso desse depósito (mas terei de esperar a fatura chegar).

Isso reacendeu a minha indignação de não termos acesso direto a alguns produtos simplesmente porque os fabricantes descartam a exploração do mercado brasileiro. Pensei em possíveis desculpas para a Shimano, por exemplo, não nos disponibilizar a sua linha de cubos dínamo. O melhor argumento que encontrei foi que as bicicletarias no país só vendem luzes movidas a pilha ou bateria. Como a empresa japonesa não produz esses itens, os dínamos seriam inúteis por aqui.

E por que a própria Shimano não traz um lote de faróis e lanternas para viabilizar o comércio de dínamos no Brasil? Que empatassem os ganhos nessas peças, mas lucrassem muito nos cubos? Exatamente como a loja do Carrefour, no bairro do Limão fez, com fornos de microondas para vender comida congelada.

Quando eu estava na faculdade, meu professor de criação de marcas contou essa história sobre a loja do Limão. Aquele Carrefour da Marginal Tietê, ao lado da ponte Julho de Mesquita, é cercado de favelas e conjuntos Cingapura. Então o gerente do hipermercado encomendou uma pesquisa de perfil para os potenciais clientes que habitavam o entorno e entender suas principais necessidades.

O relatório mostrou que a maioria dos moradores da região, trabalhava em bairros distantes e gastavam muito tempo no deslocamento diário. Consequentemente, todos chegam em casa com muita fome e cansados de mais para encarar o fogão. A gerência da loja descobriu então um nicho: comida congelada barata, produzida na própria loja. Mas como descongelar este rango, se a mesma pesquisa mostrava que poucos vizinhos tinham microondas? Se fosse para perder um hora no forno comum, ninguém quereria os PFs do Carrefour.

A solução para este possível impasse foi exatamente a mesma que eu sugeriria à Shimano: o Carrefour importou um lote de fornos de microondas baratos e os vendeu na loja do Limão a preço de custo. Hoje cada cliente tem onde esquentar a sua janta, que compram congelada no hipermercado ao lado de casa.


14 de setembro de 2015 — 12:54

Outro metre que se vai por JODF
Assunto: Tipografia — Tags: , ,    

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Enquanto não é hora de embarcar, vou dar um rolê pelos terminais

Em novembro de 2014, passando pelo gigantesco Charles de Gaulle a caminho, as placas foram muito úteis na procura do terminal onde embarquei para Munique. Nem me importei se usaram Helvética ou outra fonte qualquer no projeto de sinalização.

Uma boa fonte tipográfica deve ser invisível. Não pode chamar a atenção para si. O foco deve estar totalmente no conteúdo informativo do texto. Todo mundo já disse isso, de todas as formas possíveis. Este é o princípio fundamental para se criar fontes desde os tempos de Gutenberg. E foi exatamente isso que aconteceu no aeroporto de Paris. Só que não usaram qualquer fonte naqueles terminais franceses. Nos anos 60, quando o aeroporto foi construído, encomendaram uma família tipográfica a Adrian Fruiger. O mestre suíço deu seu nome ao tal conjunto de caracteres.

A fonte Frutiger também foi usada num outro projeto gráfico muito importante: as cédulas e moedas de Euro.

Mesmo com este currículo, a Frutiger não foi o principal trabalho do suíço nessa área. Vaiando peso, largura e inclinação, ele criou a gigantesca família Univers, com mais de vinte membros. Existe praticamente uma para cada uso que se possa pensar para fontes sans-serif.

Adrian foi um dos principais tipógrafos do século XX (“um dos” porque o principal foi Ed Benguiat). Escreveu vários livros (Sinais & Símbolos é leitura obrigatória para todos os profissionais da área). E foi um dos principais nomes do design pós Bauhaus.

Ontem soube da sua morte pelo Facebook. Outro mestre que se vai…


7 de setembro de 2015 — 16:59

O fim das enciclopédias por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Literatura — Tags: ,    

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Uma foto publicada por JODF (@jodf_) em

Terça-feira passada me livrei dos últimos disquetes, sábado foi a vez das enciclopédias.

Barsa, a famosa Enciclopédia Britânica, a coleção mais velha das três que havia em casa.Foi usada pelo meu pai no antigo Científico (uma das variedades de ensino médio da época).

A Conhecer era a mais legal. No lugar de verbetes em ordem alfabética possuía infográficos em páginas duplas demonstrando os assuntos. Outra diferença em relação às outras enciclopédias, ela não vinha completa, com todos os volumes de uma vez, era vendida em fascículos em bancas. Meu avô comprou todos e os mandou encadernar na época de escola da minha mãe e minha tia.

Já a Delta Universal é do meu tempo de escola. Meu professor da terceira série era vendedor da editora e vendeu a coleção para meus pais. Quase todos na escola, não só eu, tinha essa enciclopédia em casa. Era fácil de consultar, abrangente e atualizada. Até o Collor estava lá! Foi minha grande fonte de consulta por anos. Mesmo com a internet, quando já estava na faculdade, sempre em meus trabalhos exigiu-se bibliografia impressa (até teve uma professora no Mackenzie que proibiu especificamente consultas ao site historiadaarte.com.br). A Delta também foi minha grande fonte de alimentação de curiosidades. Sem sombra de dúvidas, esses livros de capas marrom foram muito importantes na minha formação.

Mesmo se não existisse internet, essas coleções já estavam completamente obsoletas. O mundo mudou muito no quarto de século que se passou desde a impressão da nossa Delta. As três coleções já estavam largadas num canto escuro e úmido da garagem há uns dez anos. Já não podíamos mais guardá-las.

Inicialmente tetamos vendê-las por valores simbólicos na internet. Ninguém se interessou. Depois de consultar alguns sebos, nos sugeriram doar a um asilo aqui próximo. A resposta da instituição informou que encaminharia os livros para a reciclagem, pois contava com internet para os idosos usarem livremente. Resolvemos então encurtar o caminho e destinar nós mesmos os livros à coleta seletiva.

No final da tarde de sábado, coloquei todos os volumes eme caixas na calçada de casa. No inicio da noite as três enciclopédias já não estavam mais lá. Agora ficou uma sensação de vazio, mas sem arrependimento. É como receber a notícia que alguém que você perdeu todo contato há muito tempo tivesse morrido a alguns anos. É uma parte significativa do passado que desaparece sem deixar rastros.


20 de julho de 2015 — 18:19

Um display com avesso por JODF
Assunto: Branding, Design — Tags: , , ,    

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No meio da faculdade fiz uma entrevista para estágio numa importadora de bebidas. Não consegui a vaga.

Cerca de um ano depois, o contratante ligou-me novamente. Voltei à empresa e não recebi um convite para aquela vaga. O contratante fez-me uma proposta para trabalhos freelances. Passei uma semana com ele, recebendo diárias num valor pré combinado, para aprender sobre os produtos dele e como negociar com fornecedores (no meu caso, gráficas).

Combinamos dois trabalhos no período que estive lá: o primeiro foi um adesivo para para-choques (sem grande relevância), que finalizei naquela mesma semana, e o outro, um display de mesa, que comecei lá e terminei em casa.

Recebi uma cópia do manual de identidade visual da Paulaner e uma cópia do catálogo de merchandising (os tenho até hoje) e dois CDs com um enorme banco de imagens oficial da cervejaria.

O catálogo de merchandising oferecia um modelo rígido de display de mesa da cerveja de trigo (Hefe-Weißbier). Era um item legal de mais para alguém não levá-lo embora de um bar ou restaurante. Também era muito caro para ser reposto com frequência. Então o cliente pediu-me para criar uma versão em papel.

Liguei para três gráficas e descobri qual o tamanho mais econômico para um display triangular de mesa. Concluí que o formato ideal para a peça seria de 310 mm × 110 mm aberto. Então dividi essa área em quatro partes: duas maiores para as artes e duas menores para a base encaixada (bolei um encaixe diferente que deixasse o máximo de espaço para as faces diagramadas).

O painel principal do display traria uma foto do Paulaner Biergarten, o jardim oficial da cervejaria, lá em Munique. Além de uma garçonete em trajes bávaros servindo Hefe-Weißbier e as torres da catedral da cidade ao fundo, na imagem também havia um chafariz com a cabeça do monge que era parte do logo da empresa. Em 2011, quando viajei à Alemanha para visitar a Bauhaus, incluí a Bavária no meu percurso só para conhecer este jardim. Paulaner Biergarten.

No verso do display, colocamos o ritual do produto: o processo de  fermentação da Paulaner Hefe-Weißbier criaa um depósito de levedura no fundo da garrafa, então existem instruções para servir a cerveja com a levedura.

Porém o cliente ainda tinha uma preocupação: ele temia que donos de bares virassem o display no avesso e divulgassem promoções da casa nas faces em branco. Então decidimos criar mais dois painéis para o verso do impresso. Atrás da foto do Biergarten, colocamos um pequeno catálogo com todas as Paulaners importadas para o Brasil. A quarta face recebeu um pequeno texto contando a história da cervejaria.

Nas fotos abaixo estão as quatro faces do display. À esquerda de cada uma estão os painéis principais, e à direita os seus avessos correspondentes:

Este foi o motivo que me levou à Munique  As outras duas faces do display Paulaner


16 de julho de 2015 — 17:20

Reaprendendo AutoCad por JODF
Assunto: Arquitetura, Design — Tags: ,    

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Reaprendendo AutoCad

No último sábado comecei um projetinho. Basicamente tratasse de uma iniciativa voluntária de mobiliário urbano. Assim que o desenho estiver pronto, farei alguns orçamentos. E quando estiver em fase de implementação, contarei aqui no blog exatamente do que se trata.

Só não terminei o desenho ainda porque decidi fazê-lo em 3D. Para isso, precisarei reaprender o mínimo de AutoCAD, programa que dominei até meados da faculdade. E num belo dia, num teste para emprego, que apareceu durante minha busca por estágio, percebi que substituíra todo o conhecimento que tinha por outras ferramentas mais relevantes para minha atual profissão.

Antes de me tornar Designer eu era Cadista, ou seja, eu fazia desenhos técnicos no computador (numa época que nem todo mundo tinha PC em casa, e que tinha não necessariamente tinha acesso à internet). Eu trabalhei para alguns escritórios de engenharia e topografia (nunca registrado), em projetos de redes subterrâneas de água, esgoto e outras coisas em canos enterrados. Fiz também algumas plantas arquitetônicas para arquitetos e decoradores.

Na verdade foi o AutoCAD que me levou para o Design. Depois que me formei Técnico em Edificações, fiz um curso VIP do programa. O combinado seria eu aprender apenas 2D, mas um dia meu professor rapidamente mostrou-me o 3D. Acabei então contratando o módulo avançado e durante este segundo pacote, ele apresentou-me o 3D-Max, que fazia modelagem e animações (tipo as da Pixar).

Meu professor não era habilitado a ensinar 3D-Max e indicou-me a mesma escola onde ele aprendeu o software. Nesse novo curso havia um colega que fazia Desenho Industrial no Mackenzie. Isso deu-me o a curiosidade de saber o que ele estudava na faculdade. E foi assim que descobri meu caminho profissional.

Em muitos trabalhos na faculdade o conhecimento em 3D-Max foram-me muito úteis. Seja em maquetes virtuais de aplicação de sinalização ou em breves animações para multi-mídias, esta ferramenta facilitou muito a minha vida. Nos últimos semestres, metade da classe também aprenderam o software (e um ou outro vive exclusivamente dele até hoje). E eu, desenvolvi outros interesses durante o bacharelado e acabei abandonando também o Max (como era “carinhosamente” chamado).

Mas o AutoCAD, que foi o ponto de partida de tudo que fiz nos últimos dezesseis anos, como disse antes, se perdeu há muito mais tempo. Acho que a última versão que dominei foi a 2000 (ainda no tempo que o mouse tinha um terceiro botão, o das “ferramentas de precisão, no lugar a rodinha que existe hoje), lá pelos idos 2002 ou 2003. Nem me lembro quando foi, meu pai me pediu que arranjasse a versão mais “atual”, o então 2010, é esse que estou usando (ou tentando) para desenvolver o meu projetinho.

Comecei o tal projeto principalmente para ocupar a mente e estimular a criatividade enquanto estou em casa, então o “atraso” não é motivo para pânico. Reaprender AutoCAD está sendo um ótimo exercício mental (e até sentimental).


11 de julho de 2015 — 23:09

Alguém se lembra do Edsinho? por JODF
Assunto: Cinema, Design, Fotografia, Outros/Diversos — Tags:     

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Se não me engano, foi no sétimo semestre que tivemos a disciplina de Animação. A classe foi dividia em grupos de cinco elementos. O professor propôs que cada membro escrevesse um story line (base de uma história em poucas palavras) e ele escolheria um para a equipe desenvolver ao longo do semestre.

Meu story line: “partes de um corpo se juntam formando um ser”. E este foi escolhido pelo professor.

A partir daí começamos a discutir o roteiro final, o material usado e como seria o personagem.

No meu grupo estava um colega chamado Edson. Um japonês de cabelo tigela com luzes e lentes de contato azuis. Ele trabalhava no Bradesco, então estava sempre de terno. Era um daqueles sujeitos que quase nunca assistia aula, sempre alguém assinava a lista de presença por ele. Só aparecia em dia de prova ou entrega de trabalho. Uma característica marcante nos seus trabalhos de desenho, ilustração e quadrinhos era a sua versão cartum. Claro que a galera não demorou a batizar o simpático personagem de Edsinho.

Escolhido o personagem, fomos atrás de material. Numa das papelarias da rua Maria Antônia compramos uma barra de plastilina (a versão adulta da massinha escolar). Compramos apenas massa branca e conseguimos algumas cores com um pessoal de outra classe.

Aproveitando uma sobra de massa, resolvemos criar um elemento surpresa para o final do vídeo.

No dia da filmagem, um dos colegas, que desde o início demonstrou contrariedade por não ter a sua ideia escolhida, não me deixou nem chegar perto da mesa de animação ou mesmo operar a câmera. A mim restou apenas fazer a contagem de quadros (e mesmo assim o colega se recusou a confiar nos meus números). No meio do trabalho, o operador da câmera trocou de lugar comigo (ele foi um grande amigo durante o curso todo).

No final do trabalho fiquei com o boneco do Edsinho.

Esta semana decidi resolver essa frustração de mais de uma década. Armei o tripé e a câmara sobre uma mesinha de cabeceira e peguei o boneco. Refiz a filmagem sozinho na sexta feira. A noite a animação já estava no YouTube em full HD. Por causa do ressecamento da massa, o Edsinho não pisca mais na versão 2015.


21 de janeiro de 2015 — 23:03

Light pen por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Design, Fotografia — Tags: ,    

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jarra

Esta é outra coisa que se pode fazer aumentando o tempo de exposição da câmera é o Light Pen. Na verdade, deve-se arreganhar o diafragma da câmera (nem sei se câmeras digitais ainda têm esta peça, que é a “cortina” que quando se abre permite a passagem da luz e o registro da imagem).

Num ambiente totalmente escuro, com o diafragma travado aberto, usa-se uma lanterna ou qualquer outra fonte pontual de luz para desenhar no ar ou sobre algum objeto. Fixando-se luzes em corpos em movimento, obtém-se um efeito “Tron”. Como há pouca luminosidade no processo, o “filme” fica exposto pelo tempo necessário, mesmo que demores dezenas de minutos.

Fiz a foto acima com uma câmera reflex analógica da faculdade. Esse foi o último exercício que fiz no segundo módulo de Fotografia. Usei uma pequena lanterna e uma ponteira laser para traçar essa jarra e a minha Lanterna Verde. Entre todas as fotos que fiz naquela aula, escolhi essa para avaliação do professor (não me lembro a nota).

A jarra foi trabalho de Rodrigo José Brolli, o “Praga”, ex-colega de fretado e de cursinho. Entramos no mesmo semestre no Mackenzie, mas ele optou por Design de Produtos e eu por Design Gráfico.


16 de dezembro de 2013 — 08:54

Minha primeira câmera por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Fotografia — Tags: ,    

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Minha Primeira Câmera

Yashica MG-3, fabricada pela Kyocera. Com foco universal, flash embutido e rebobinação manual. Capacidade para filme de até 36 posese e tampa de objetiva fixa. Visor independente. Não chamaria de alta tecnologia nem nos anos 90, quando a comprei.

Não me lembro exatamente o ano que comprei esta câmera. Usei o dinheiro que minha tia me deu (mais ou menos uns R$ 50,00, que era uma fortuna na época).

Claro que no começo tirei muita foto de amigos e parentes e com amigos e parentes. Mas, mesmo naquela época, já registrava locais interessantes por onde passava. Porém, como não tinha muito dinheiro para comprar filme e revelar as as fotos (e até para a pinha do flash), a câmera passava muitos meses no meu guarda roupas até ser “requisitada”.

Imprestei-a algumas vezes para algumas pessoas. Felizmente o maior dano que ela sofreu nas mãos de terceiros foi a perda da capa original.

Durante a faculdade, usei-a muito para captar imagens de referência para as aula de desenho, quadrinhos e ilustração. Tabém usava-a muito para coletar material e informações para trabalhos teóricos e registrar o desenvolvimento de projétos práticos. Ela só não serviu para as aulas de fotografia.

Este é o tipo de equipamento que muita gente já teria descartado. Aliás, a maioria das pessoas nem a chamaria de “equipamento”. Mas eu a guardo. Esta Yashica MG-3 ainda funciona (apesar do contador de fotos não girar mais). Talvés eu um dia compre um rolo de filme e a usarei de novo.

Um ‘causo’ interessante sobre esta câmera aconteceu quando a levei num show do Marky Ramone and The Intruders, em Americana. Uma amigo meu, o Mirtão (guitarrista da banda Fisst), também tinha uma MG-3. Poré a dele tinha uma pequena diferença da minha: a luz indicadora da carga do flash da câmera dele era verde e da minha laranja. Mostrei o detalhe a ele, que me respondeu: “para mim não faz diferença isso, pois eu sou daltônico”.


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