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19 de novembro de 2015 — 21:52

O losango da Bandeira por JODF
Assunto: Design, Lugares & Fatos — Tags: ,    

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Hoje de manhã ventou muito e fez frio por meia hora

Cento e vinte e seis anos atrás, a turma do Marechal Deodoro adaptou a Bandeira Imperial para usá-la no período republicano.

Não sei como é ensinado hoje, mas no meu tempo de escola, aprendíamos que o verde representava as matas, o amarelo o ouro, o azul o mar (posteriormente corrigido para o céu) e o branco a paz.

Eu já era grande quando vi, num programa infantil (que não me lembro qual) a verdadeira explicação para a composição. Obviamente, no período republicano, o brasão imperial foi substituído pela esfera celeste, que reproduzia o céu do Rio de Janeiro na noite de 15 de novembro de 1889. Quanto às cores: o verde era a identificação da Dinastia de Bragança, a linhagem real portuguesa pós União Ibéria, a família de Dom Pedro I; o amarelo representa a casa de Habsburgo, que governava a Áustria antes da formação do Império Austro-Húngaro, que era a família de Dona Maria Leopoldina, primeira Consorte de Dom Pedro I.

Até aí tudo bem. Mas por que um losango?
Isso é um pouco mais complicado: quando Dona Maria Leopoldina morreu, Dom Pedro I casou-se com Amélia de Leuchtenberg, filha do primeiro casamento de Josefina de Beauharnais. Ou seja, ela era enteada de Napoleão Bonaparte.

Durante a expansão do Império Francês, Napoleão assumiu a coroa do Reino da Itália por nove anos (que antes disso era uma república).

A bandeira da república italiana, naquela época, era composta por um quadrado verde no centro, dentro de um quadrado branco inclinado a 45°, que estava dentro de um quadrado vermelho. Napoleão alargou a bandeira para acomodar uma águia dourada no centro. Com isso, o quadrado branco distorceu-se e virou um losango. Este elemento geométrico, que surgiu acidentalmente, foi incorporado ao emblema pessoal do Imperador Francês.

Então o Imperador do Brasil incorporou o losango à sua bandeira pessoal como homenagem ao padrasto da sua segunda esposa. (Uma coisa que não bate nessa história é que a Dom Pedro já usava este símbolo antes de declarar a independência do Brasil, e Maria Leopoldina morreu em 1926).

Essa confusão ficou adormecida por muito tempo no meu inconsciente. Até quase um ano atrás, quando visitei o mausoléu de Napoleão Bonaparte e me deparar com este emblema no piso:

Por causa deste emblema a nossa bandeira tem um lozango


14 de setembro de 2015 — 12:54

Outro metre que se vai por JODF
Assunto: Tipografia — Tags: , ,    

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Enquanto não é hora de embarcar, vou dar um rolê pelos terminais

Em novembro de 2014, passando pelo gigantesco Charles de Gaulle a caminho, as placas foram muito úteis na procura do terminal onde embarquei para Munique. Nem me importei se usaram Helvética ou outra fonte qualquer no projeto de sinalização.

Uma boa fonte tipográfica deve ser invisível. Não pode chamar a atenção para si. O foco deve estar totalmente no conteúdo informativo do texto. Todo mundo já disse isso, de todas as formas possíveis. Este é o princípio fundamental para se criar fontes desde os tempos de Gutenberg. E foi exatamente isso que aconteceu no aeroporto de Paris. Só que não usaram qualquer fonte naqueles terminais franceses. Nos anos 60, quando o aeroporto foi construído, encomendaram uma família tipográfica a Adrian Fruiger. O mestre suíço deu seu nome ao tal conjunto de caracteres.

A fonte Frutiger também foi usada num outro projeto gráfico muito importante: as cédulas e moedas de Euro.

Mesmo com este currículo, a Frutiger não foi o principal trabalho do suíço nessa área. Vaiando peso, largura e inclinação, ele criou a gigantesca família Univers, com mais de vinte membros. Existe praticamente uma para cada uso que se possa pensar para fontes sans-serif.

Adrian foi um dos principais tipógrafos do século XX (“um dos” porque o principal foi Ed Benguiat). Escreveu vários livros (Sinais & Símbolos é leitura obrigatória para todos os profissionais da área). E foi um dos principais nomes do design pós Bauhaus.

Ontem soube da sua morte pelo Facebook. Outro mestre que se vai…


24 de agosto de 2015 — 22:39

Cubo Dínamo por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags: , ,    

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O cubo dínamo montado na roda dianteira

Na minha viagem de volta a Munique, no final do ano passado, notei que quase todas as bicicletas tinham o cubo dianteiro bem maior que o normal.

Eu visitei uma família que morava numa cidadezinha vizinha a Munique. As bicicletas das crianças seriam vistoriadas na escola no dia seguinte. Cada aluno recebia uma apostila com os itens de segurança obrigatórios. Descobri então que aquele cubo dianteiro exagerado era um dínamo (um gerador que usa a rotação da roda para geral eletricidade).

Cheguei até a cogitar comprar um cubo dínamo em Paris. Mas acabei não procurando uma bicicletaria.

 Minha amiga da Bavária veio me visitar. Depois que ela foi embora decidi pedir, se um dia ela voltar, que me traga uma trava u-lock. Procurando o site de alguma bicicletaria alemã para cotar o cadeado, resolvi simular o frete e descobri que não ficava tão caro. Então importei o dínamo e as luzes dianteira e traseira. Semana passada mandei instalá-lo (aquele da primeira foto é o meu).

Luzes alimentadas pelo cubo dínamo

O cubo é Shimano, mas as luzes são de um fabricante alemão, a Busch + Müller. Por segurança, elas acumulam energia e se mantém acesas por quatro minutos após a bike parar (assim, quando se para num semáforo você continua visível).

O farol dianteiro fica intermitente com a roda em movimento e firme quando parada

O farol dianteiro pisca enquanto a bicicleta está em movimento. A intermitência aumenta a atração visual. Quando se está parado a luz é firme e constante.

Quanto menor a velocidade da bike maior a intensidade luminosa da lanterna traseira

A lanterna traseira tem seu brilho inversamente proporcional à velocidade. Quanto mais de vagar, mais intensa é a luz. É como se a bicicleta tivesse uma luz de freio.

Quebrei um pouco a cabeça para entender exatamente como o sistema todo funciona, mas agora já está tudo ajustado.


20 de julho de 2015 — 18:19

Um display com avesso por JODF
Assunto: Branding, Design — Tags: , , ,    

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No meio da faculdade fiz uma entrevista para estágio numa importadora de bebidas. Não consegui a vaga.

Cerca de um ano depois, o contratante ligou-me novamente. Voltei à empresa e não recebi um convite para aquela vaga. O contratante fez-me uma proposta para trabalhos freelances. Passei uma semana com ele, recebendo diárias num valor pré combinado, para aprender sobre os produtos dele e como negociar com fornecedores (no meu caso, gráficas).

Combinamos dois trabalhos no período que estive lá: o primeiro foi um adesivo para para-choques (sem grande relevância), que finalizei naquela mesma semana, e o outro, um display de mesa, que comecei lá e terminei em casa.

Recebi uma cópia do manual de identidade visual da Paulaner e uma cópia do catálogo de merchandising (os tenho até hoje) e dois CDs com um enorme banco de imagens oficial da cervejaria.

O catálogo de merchandising oferecia um modelo rígido de display de mesa da cerveja de trigo (Hefe-Weißbier). Era um item legal de mais para alguém não levá-lo embora de um bar ou restaurante. Também era muito caro para ser reposto com frequência. Então o cliente pediu-me para criar uma versão em papel.

Liguei para três gráficas e descobri qual o tamanho mais econômico para um display triangular de mesa. Concluí que o formato ideal para a peça seria de 310 mm × 110 mm aberto. Então dividi essa área em quatro partes: duas maiores para as artes e duas menores para a base encaixada (bolei um encaixe diferente que deixasse o máximo de espaço para as faces diagramadas).

O painel principal do display traria uma foto do Paulaner Biergarten, o jardim oficial da cervejaria, lá em Munique. Além de uma garçonete em trajes bávaros servindo Hefe-Weißbier e as torres da catedral da cidade ao fundo, na imagem também havia um chafariz com a cabeça do monge que era parte do logo da empresa. Em 2011, quando viajei à Alemanha para visitar a Bauhaus, incluí a Bavária no meu percurso só para conhecer este jardim. Paulaner Biergarten.

No verso do display, colocamos o ritual do produto: o processo de  fermentação da Paulaner Hefe-Weißbier criaa um depósito de levedura no fundo da garrafa, então existem instruções para servir a cerveja com a levedura.

Porém o cliente ainda tinha uma preocupação: ele temia que donos de bares virassem o display no avesso e divulgassem promoções da casa nas faces em branco. Então decidimos criar mais dois painéis para o verso do impresso. Atrás da foto do Biergarten, colocamos um pequeno catálogo com todas as Paulaners importadas para o Brasil. A quarta face recebeu um pequeno texto contando a história da cervejaria.

Nas fotos abaixo estão as quatro faces do display. À esquerda de cada uma estão os painéis principais, e à direita os seus avessos correspondentes:

Este foi o motivo que me levou à Munique  As outras duas faces do display Paulaner


13 de janeiro de 2015 — 17:53

O parque ao lado por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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No dia 11 de dezembro, o meu último em Paris, andei bastante e aleatoriamente pelo centro da cidade. Esse é um ritual de despedida que faço em quase toda cidade por onde passo.

Voltando ao hostel, decidi finalmente entrar num parque que ficava ao lado. A praça Georges Brassens, onde todo domingo acontece uma feira de livros usados. Não importava o caminho que fazia para sair ou chegar, eu sempre passei na frente dele.

A proximidade do inverno faz o céu fechar e o dia acabar mais cedo. As árvores já estavam quase sem folhas. O pequeno lago central estava vazio. Adolescentes zoando. Algumas crianças brincando. Adultos jogando ping-pong em mesas de granito. Muitos corvos (e uma senhora alimentando-os). O lugar tinha um ar bem sinistro. A noite deve ser assustador.

Mas com tudo o que vi ali, no verão deve ser um ótimo lugar. Escola de teatro de um lado. Um teatro de marionetes do outro. Muitos bancos e árvores. Uns dois ou três parquinhos. Enfim, um típico parque urbano de bairro, daqueles que todo mundo adoraria ter perto de casa.

Praça Georges Brassens

Após sair da praça, era hora de preparar as malas para deixar Paris antes do Sol nascer.


12 de janeiro de 2015 — 17:48

Musée de l’Armée por JODF
Assunto: Artes Plásticas, Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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Pretendia terminar o relato da minha passagem por Paris ainda na semana passada. Porém, motivos óbvios tornaram este post inconveniente para ocasião.

Após visitar a exposição sobre as Guerras Mundiais, era hora de visitar o museu da Armada Francesa.

Morteiro de Bronze

O museu fica no prédio de uma antiga (e imagino, a principal) academia militar francesa. Num grande pátio central rodeado de canhões de bronze, andei feito “barata tonta” até achar a entrada.

Nas salas daquele museu havia todo tipo de espadas, armaduras e elmos. Também encontrei muitas bestas, mosquetes e canhões. Armamentos que iam desde a época dos romanos até quase a Era Napoleônica.

Capacetes e lanças greco-romanas

pistolas do seculo XVIII

Canhão de nove tiros

Depósito de armaduras

Exatamente como temia, o mesmo problema do Louvré: um acervo gigantesco, repetitivo e cansativo. O lugar parecia mais um depósito do que um museu.

No sub-solo do prédio havia uma exposição permanente, muito interessante sobre a vida de Charles de Gaullé (que seria ainda muito mais interessante se eu pegasse o equipamento de áudio, gratuito, na entrada.

A vida de Charles de Gaulle

Mas e aí, era só isso? Decidi atravessar o pátio e procurar mais coisa. E encontrei. Aquela metade do prédio é dedicada à Era Napoleônica.

Napoleão Bonaparte retratado como César

Uniformes, armas e objetos originais do próprio Napoleão Bonaparte, de seus sucessores e de suas tropas.

Casaco de Napoleão Bonaparte

Armas do final do século XIX

Até o famosos Cavalo Branco empalhado estava lá.

O Famoso Cavalo Branco do Napoleão era realmente branco

 No penúltimo andar daquela ala havia uma pequena exposição de arte e tecnologia da época da I Guerra Mundial.

Ilustração de Georges Scott de 1915

E no último andar, uma coleção de maquetes geográficas das antigas cidades fortificadas francesas (bem menos interessante do que você está pensando).

 O museu tem muita coisa interessante. Muita coisa mesmo. O grande problema é que essas muitas coisas são muito parecidas. Isso deixa o acervo muito mais ostensivo do que didático.


5 de janeiro de 2015 — 19:11

Guerras Mundiais por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia, Outros/Diversos — Tags: ,    

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Como já disse antes, junto com o ingresso para a tumba de Napoleão Bonaparte, comprei também entradas para o Museu da Armada e para uma exposição sobre as Guerras Mundiais.

Pelo tamanho do prédio, imaginei que o museu seria grande e cansativo (mais ou menos como foi o Louvré). Então, após visitar a Catedral de São Luis dos Inválidos e a Tumba de Napoleão, entrei na Exposição sobre as Guerras Mundiais.

Ao entrar na primeira sala da mostra, deparei-me com diversas pinturas e ilustrações sobre a Guerra Franco-Prussiana. Este foi o conflito que gerou todo o rancor entre França e Alemanha, no século XIX. Em fim, só uma pequena explicação do porquê essa gente se odiava tanto há cem anos atrás.

Na segunda sala, percebi que o que vi no ambiente anterior não era só um apêndice. Encontrei objetos, armas (leves e pesadas) e uniformes originais da Guerra Frano-Prussiana. Tinha até uma coleção de estátuas de cera dos principais oficiais franceses da época.

Estátuas de cera de oficiais franceses famosos na Guerra Franco Prussiana

Minhas expectativas ali eram tão baixas que percorri várias salas e não fotografei a etiqueta de qualquer peça, como faço em qualquer museu, exposição ou zoológico que visito. Ao chegar no começo da ala sobre a I Guerra Mundial, percebi o quanto eu vacilara até o momento. Aquela não era uma exposiçãozinha, com meia-dúzia de coisinhas e um monte de banners. Eu estava num lugar que deveria ser um museu permanente.

A evolução do mundo, ali mostrada, era contínua. Não existia algo que realmente indicasse o final da ala sobre a Guerra Franco-Prussiana e a I Guerra Mundial. Era como se fossem uma única guerra, com uma longa trégua. E realmente foi assim.

Mas falando da ala da I Guerra Mundial, a evolução das armas (principalmente francesas e alemãs) era muito bem demonstrada. Dioramas em escala detalhavam as trincheiras. Uniformes originais de todos os principais participantes do conflito também estavam lá. Tinha até um casaco sujo com barro original de algum campo de batalha.

Barro autêntico de trincheira

Passando para a ala da II Guerra Mundial (novamente com uma transição que mantém a história contínua e única), cheguei a parte mais detalhada da exposição. Muita coisa sobre as frentes do Leste e Oeste Europeus, sobre a guerra no Sahara e no Pacífico. Além de uniformes, objetos e armas (de todos os portes, incluindo uma réplica da bomba de Hiroshima), também vários veículos (alguns originais, outros réplicas em escala).

Scooter projetada para ser jogada de para-quedas

Completando o acervo da II Guerra Mundial, muitas fotografias e pôsteres de propaganda (alguns originais, mas a maioria reproduções).

Cartazes de propaganda da Guerra do Pacífico

E se a exposição começou com as origens do rancor europeu, ela acaba no momento que Franceses, Britânicos e Alemães deixam de ser os “fodões” do mundo: a Guerra Fria. Esta ala é a menor da exposição. Há pouca coisa sobre este período, apenas o suficiente para deixar claro que, o conflito iniciado no século XIX, acabara de vez e uma ameaça muito maior pairava sobre o mundo.

Berlin dividida


1 de janeiro de 2015 — 16:41

Catacombes por JODF
Assunto: Ciências & Tecnologia — Tags: ,    

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Na época que a Peste Negra assombrava a Europa, nos cemitérios de Paris não havia mais vagas. Como a demanda não parava de crescer, foi preciso criar demanda. A cidade então esvaziou todas as suas sepulturas e empilhou as ossadas num túnel sob o bairro de Montparnasse. E na manhã do dia 9 de dezembro de 2014, eu visitei esse gigantesco ossário.

Mais uma vez, cheguei antes da abertura das catacumbas. Entrei no segundo grupo. A cada quinze minutos, um certo número de pessoas é autorizado a entrar. O túnel é profundo, estreito e o acesso é difícil, então é melhor que seja assim (lá dentro isso é bem óbvio).

Andei muito pelo túnel cheio de guinadas. Encontrei algumas inscrições entalhadas nas paredes da galeria (algumas indicando o logradouro acima). Também havia alguns banners com explicações sobre a geologia parisiense. Isso tudo baixou muito minhas expectativas. Já imaginava que encontraria um pouquinho de caveiras e sairia de lá me sentindo um otário.

Depois de passar por um pórtico, onde estava escrito Memorle Majorum, cheguei ao ossário.

Daqui até a saída, todas as paredes serão assim

Corredores e mais corredores delimitados por pilhas de fêmures e crânios (os outros ossos eram jogados por cima e atrás das pilhas). Ao longo dos tempos, vários ossos foram danificados e roubados (na saída minha mochila foi revistada).

Em alguns pontos existem citações de textos sobre a morte. Noutros, a datação dos ossos daquele trecho. Desenhos de cruzes e outros símbolos formados por crânios também decoram as paredes das catacumbas.

São tantos corredores, que grades foram instaladas para criar um caminho contínuo. E quando pensei que já cheguei ao final, depois de uma curva, percebi que só estava na metade do ossário.

E o que eu senti ali? Um misto de fascínio, nojo e perplexidade. Lá estavam milhões de pessoas, de várias gerações, provavelmente de todas as classes e etnias francesas, não há prova maior que todo mundo é igual. A maioria morreu na pior epidemia da história. Dá medo, de verdade, pisar nas poças formadas pela água que se infiltra pelo teto. A possibilidade tocar, mesmo que levemente, aquelas ossadas e contrair alguma doença causa fobia.

Saí a mais de um quilômetro de onde entrei. Por causa da sinuosidade do túnel, andei muito mais que isso. E do outro lado da rua, no final da escada, encontrei uma loja oficial de soveniers.


31 de dezembro de 2014 — 18:57

Três Igrejas por JODF
Assunto: Arquitetura — Tags: ,    

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Em Paris, visitar qualquer igreja é de graça. Exceto para subir nas torres, adentrar criptas ou algumas salas especiais, não se paga nada para entrar.

Se não fosse ao zoológico, iria à Catedral de Notre Dame. Imagine a muvuca que estaria na principal igreja da cidade em pleno “Dia do Senhor”. Então preferi ir na segunda-feira cedo.

Cateral de Notre Dame

Ela é bem maior que imaginava (porque as torres não são pontudas, sempre pensei que ela fosse bem baixa). em volta da nave, existem inúmeras capelas laterais. Várias imagens centenárias (algumas milenares). Apesar de escura e bem deteriorada, é uma igreja muito bonita.

Havia uma missa para crianças rolando enquanto eu e milhares de outros turistas fotografávamos todo o interior da catedral. Normalmente este é o único momento no qual é proibido tirar fotos no interior de outros templos, mas naquele não. Tem muitos televisores espalhados pela nave e por toda a igreja para todo mundo poder acompanhar a cerimônia.

Quando estava indo embora notei pessoas no alto das torres. Mas para também ir lá em cima, teria de enfrentar três horas de fila e só poderia permanecer por meia hora. Então desisti.

Ainda na segunda a noite, um casal de brasileiros me convidou para, no dia seguinte, ir até uma igreja gigante no norte de Paris.

Como eles não apareceram na hora combinada, decidi manter meus planos e visitar as Catacumbas de Paris (assunto do próximo post). E, após terminar o passeio subterrâneo, decidi ir até a tal igreja gigante: a Basílica de Sacré Cœur.

A basílica é gigantesca

Esta é a parte de trás da basílica (e este casarão acima do carro vermelho é a casa paroquial). Por dentro e por fora, é bem mais bonita e conservada que Notre Dame.

Como não havia fila, nessa subi no domo e desci até a cripta. Do alto, apesar de longe do centro, a visão é incrível. E em baixo, algumas sepulturas e várias capelas laterais (é a parte mais feia e mal conservada da igreja).

Já sem opções na quarta-feira, fui até a sede da UNESCO. Mas não me deixaram conhecê-la (precisaria agendar previamente por email). Então andei pelos arredores até encontrar os fundos do Museu da Armada, onde uma outra igreja chamou minha atenção.

Catedral de São Luis dos Inválidos

Ao me aproximar da Catedral de São Luis dos Inválidos, descobri que Napoleão Bonaparte estava sepultado ali. Isso me encorajou a entrar. O acesso à cripta era cobrado, aproveitei e adquiri ingressos para o Museu e para uma exposição sobre as Guerras Mundiais – venda casada – (assunto para posts futuros).

A nave (de visitação gratuita) era bem sem graça. Mas a cripta sob a cúpula, onde jaz vários comandantes do Império Francês, ao redor do mausoléu do auto-coroado imperador, me causou uma enorme sensação de repúdio e fascínio simultâneos.

Túmulo de Napoleão Bonaparte


17:37

O único zoológico de 2014 por JODF
Assunto: Outros/Diversos — Tags: ,    

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Já virou tradição: quando estou viajando, se onde estou tem um zoológico, domingo é dia de visitá-lo.

Nas cidades peruanas onde estive e em Bogotá não havia zoológico. Em Munique havia, mas não passei o domingo na cidade. Em Paris havia um zoológico, no qual eu fui no domingo em que estive na cidade.

O lugar estava vazio não só de pessoas. Muitos recintos estavam vazios. Imagino que levaram os bichos para algum lugar mais quente, por causa da proximidade com o inverno. Em Berlin, a maioria dos animais possuía um ambiente fechado para abrigá-los do frio. Mas em Paris, só as girafas tinham onde se esquentar.

Além disso, esse é um zoológico muito pequeno. Apesar de ocupar uma área relativamente grande, existe pouca variedade de animais expostos.

O grande destaque do parque é a estufa tropical. Uma grande área coberta que abriga espécies animais e vegetais da Amazônia da Guiana Francesa e de Madagascar. De tão quente e úmido que era o lugar, a lente da câmera embaçava em segundos. Então não consegui tirar boas fotos ali dentro. Mesmo assim, é muito legal.

Apesar de tão meia-boca, foi a melhor opção para aquele domingo. O resto dos pontos turísticos da cidade estariam muito lotados e eu perderia muito tempo em filas.

Parc Zoologique de Paris


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